GP Espanha F1: Triunfo de Max Verstappen e Mercedes conquista duplo pódio
Max Verstappen esteve bastante sozinho durante as 66 voltas do Grande Prémio de Espanha de Fórmula 1. O piloto da Red Bull dominou por completo a corrida catalã, não tendo nenhum adversário por perto desde que escapou ao pelotão no arranque. Nem com as paragens o neerlandês perdeu a liderança e terminou com uma vantagem de mais de 20 segundos para Lewis Hamilton. Mais uma corrida demolidora do binómio Verstappen/RB19.
A Mercedes foi a segunda equipa mais rápida em pista e não fosse a pressão final de Sergio Pérez – ainda que à distância – a George Russell, os dois pilotos britânicos estariam confortáveis desde que alcançaram os últimos lugares do pódio. Desde que deixaram para trás Carlos Sainz, Hamilton e Russell estiveram sempre por cima na luta pelo pódio, sem que o piloto espanhol da Ferrari nada pudesse fazer para os acompanhar. Depois disso, o foco de Sainz virou-se para a tentativa de manter Pérez atrás de si, também sem sucesso.
No final da corrida, Max Verstappen foi demolidor e não teve nada nem ninguém que o fizesse sair da liderança e ainda somou mais um ponto pela volta mais rápida. Seguiu-se um muito satisfeito Lewis Hamilton a 24s de diferença para o adversário da Red Bull e George Russell fez um bom trabalho de recuperação, arrancando um duplo pódio para a Mercedes e com uma boa volta de arranque da corrida. Sergio Pérez ficou fora do pódio, no quarto lugar, seguido de Carlos Sainz, Lance Stroll e Fernando Alonso. Esteban Ocon, Zhou Guanyu e Pierre Gasly fecharam o top 10, depois de Yuki Tsunoda ter sido penalizado em 5 segundos na discussão com o piloto chinês da Alfa Romeo.
Numa corrida bem entretida e com várias lutas a acontecer em todo o pelotão – exceto pela liderança e depois pelo segundo lugar – a Mercedes mostrou o potencial das suas evoluções do W14, enquanto a Ferrari não conseguiu evoluir. Carlos Sainz arrancou do segundo lugar e perdeu no braço o confronto inicial com Max Verstappen e a partir daí ficou à mercê de Lewis Hamilton, que ainda teve de ultrapassar Lance Stroll. Um bom passo em frente da Mercedes ao contrário da Aston Martin, que hoje tiveram mais dificuldades e não conseguiram acompanhar os carros de Brackley e Carlos Sainz.
Tudo o que se passou na corrida, AQUI.

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Lagafe
4 Junho, 2023 at 22:14
Mais um recital de Max, mais uma seca. Desastre na Mclaren e na Ferrari, subida interessante da Mercedes.
Depois de décadas a destruir companheiros de equipas, hoje temos a San Fernando de Oviedo a pregar contra as injustiças dos canadianos com pasta.
É desta que tento acompanhar a Indy.
Nrpm
5 Junho, 2023 at 0:11
Como deve andar ás voltas o Commendatore? … Alonso em modo ‘orelha baixa’, olho na conta bancária. Norris desabituado de ter chances. Max a pensar seriamente no título, Perez a esquecer sériamente qualquer título… A Mercedes a sair da UCI reanimada, e os seus boys resucitados. O restante é paisagem. Enfim, o cocktail F1 sempre caro e servido de quando em vez satisfatóriamente.
Vale o impagável Mr. Martin Brundle, com a sua indispensável reportagem.
jakim mikaj
5 Junho, 2023 at 11:55
Excelente corrida de F1 para um Domingo á tarde… dá sono!… 24 segundos do 1º para o 2º… a penalização estupida ao Tsunoda… O Senna (paz á sua alma) deve estar a dar cambalhotas no tumulo, ao constatar na PALHAÇADA que se transformou a F1…evitam de ficar chateados é a minha opinião, conforme respeito a vossa, agradeçam que respeitem a minha… , porque sou do tempo em que 2 pilotos se ultrapassavam 2 e 3 vezes na mesma volta.
Pity
5 Junho, 2023 at 13:13
“… em que 2 pilotos se ultrapassavam 2 e 3 vezes na mesma volta” Dito assim, parece que acontecia em todas as corridas e com diversos pilotos, o que não é verdade. Aconteceu muito poucas vezes.
JoaoLima
5 Junho, 2023 at 17:51
Tendemos a romantizar as recordações em detrimento do presente.
Esta é a 52ª época que acompanho a par e passo a F1 e posso afirmar que 2 pilotos ultrapassarem-se 2 a 3 vezes na mesma volta, era raríssimo, como bem afirma a Pity.
Há casos como Itália 1967, 1969 e 1971 onde isso sucedia mas devido às particularidades do traçado nesses anos, que permitia jogo de cones de ar. Há outro caso como a célebre luta Villeneuve / Arnoux em França 1979 que ficou nos anais da história por ser algo que não se via em mais algum GP.
Domínio duma marca ou piloto, sempre houve com alguma frequência. Fala no Senna, recordemos a época de 1988 onde a McLaren venceu 15 das 16 provas, só não alcançando o pleno por nas últimas voltas em Monza o Schlesser ter dado um toque no Senna. Nesse ano, era comum os McLarens darem 2 segundos em qualificação aos restantes e vencerem com volta de avanço sobre outros que pontuavam. Recordemos igualmente o Williams de 1992 ou os Ferrari do início do milénio, ou o Lotus-Climax do Jim Clark em 1963 e 1965 em que fugia à partida e mais ninguém o via, ou a Alfa-Romeo em 1950 e a Ferrari em 1952 em que só não fizeram o pleno de vitórias por não participarem numa prova, aquando da aberração de Indianápolis contar para o Mundial. Isto apenas para falar em casos mais antigos, no tal passado que fala.
Refere os 24 segundos de avanço. No passado, quantos GP foram ganhos com uma volta de avanço? Ou mesmo duas como na Austrália 1995. Se fizer a média de diferença entre os 2 primeiros neste milénio e nas 5 décadas anteriores, agora a diferença é menor. É um facto.
Comparemos com o futebol. Há campeonatos em que os 2 primeiros terminam com os mesmos pontos e noutro ano o campeão fica com 20 pontos de avanço sobre o 2º. Ninguém vai dizer que o futebol acabou ou mudem as regras. Tal como na Alemanha o Bayern é campeão há 11 anos e não é por aí que o futebol alemão finou-se.
Em todos os desportos há períodos de absoluto domínio e outros de grande equilíbrio. Apenas na F1, quando há domínio é que cai o Carmo e a Trindade com frases como “acabem com a F1” ou “já não tem interesse”.