GP Espanha F1: Max Verstappen vence, com a ajuda de Sergio Pérez

Por a 22 Maio 2022 15:42

Charles Leclerc estava a ter uma tarde descansada até ver o seu motor ceder, o que impediu uma vitória que parecia fácil na altura em que a unidade italiana falhou. Até esse ponto, Charles Leclerc estava a fazer uma corrida imaculada, ao contrário do seu colega, Carlos Sainz, que teve uma saída de pista nas primeiras voltas da corrida, o que comprometeu o resultado final do piloto espanhol. A tarde também não foi fácil para a Red Bull. Max Verstappen teve problemas com o seu DRS e uma saída de pista similar à de Sainz. Mas a estratégia da equipa, o ritmo puro do neerlandês e a ajuda de Sergio Pérez, que deixou passar o seu colega perto do final, ajudaram o campeão em título a conquistar mais uma vitória, apesar das contrariedades. A fiabilidade continua a ser um problema para a Red Bull, mas não os tem impedido de lutar pelo título. Verstappen venceu a corrida, seguido de Pérez e de um brilhante George Russell, que chegou a liderar a corrida, mesmo com um Mercedes menos competitivo e com um susto perto do final.

Os destaques da corrida

Não foi uma corrida fácil para Max Verstappen. O neerlandês começou a corrida com uma saída de pista e um problema no seu DRS. A falta de fiabilidade levou o #1 a gritar no rádio para a sua equipa, mas no final acabou por vencer a corrida. Verstappen soube ser rápido para se colocar em posição para vencer e beneficiou de ordens de equipa. Sergio Pérez até nem começou bem, mas ficou em posição para vencer a corrida. A equipa “tirou-lhe o doce da boca” e nem lhe deu oportunidade de lutar com o seu colega de equipa. Se não havia dúvidas quanto ao seu estatuto de número dois, isso foi reforçado hoje. Pérez disse que vai falar com a equipa no final, mas não se esperam grandes mudanças na dinâmica da equipa. A Red Bull conseguiu uma boa dobradinha e, apesar dos problemas de fiabilidade, conseguiu mais um excelente resultado.

George Russell foi um dos grandes destaques desta tarde. Boa largada, bom ritmo de corrida e acima de tudo, uma defesa espetacular aos ataques de Max Verstappen. Nunca esteve verdadeiramente na luta pela vitória, mas mostrou que tem qualidade para tal e que a Mercedes melhorou o seu monolugar. Lewis Hamilton também foi um dos grandes destaques. Começou a corrida com um furo que o atirou para o último lugar. Quis desistir, mas a equipa não deixou. Recompôs-se, lutou e conseguiu uma excelente recuperação. Talvez a melhor corrida do ano para o #44 e um merecido quinto posto.

Carlos Sainz está com problemas de confiança e a sua sorte não o ajuda. Voltou a perder o controlo do carro, perdeu muitas posições e provavelmente a oportunidade de lutar pela vitória em casa. Operou uma boa recuperação, mas exige-se mais a um piloto da Ferrari. Precisa de reencontrar-se e de um bom resultado. Charles Leclerc foi um dos pilotos mais azarados do dia. Tinha a corrida controlada, afastou-se da concorrência e parecia lançado para uma vitória confortável. O motor Ferrari traiu-o e acabou com zero pontos, num golpe tremendo nas contas do campeonato.

Valtteri Bottas foi o melhor do segundo pelotão. Foi o mais rápido deste “campeonato” e apenas não conseguiu melhor porque a estratégia de duas paragens da Alfa Romeo foi mal calibrada. Zhou Guanyu teve de desistir.

Esteban Ocon fez uma boa corrida para a Alpine, acabando em sétimo e Fernando Alonso destacou-se. Largando de último, terminou no nono lugar, com uma corrida muito boa por parte do espanhol. A velocidade dos Alpine foi boa durante a corrida e conseguiram pontos importantes.

Lando Norris conseguiu um oitavo lugar, mesmo saindo de 11º. Limitado fisicamente, conseguiu ser o melhor McLaren terminando nos pontos, com Daniel Ricciardo a fazer mais uma corrida cinzenta e a piorar muito a sua situação na equipa. A paciência para com o australiano deve estar a reduzir drasticamente.

Yuki Tsunoda fez uma boa prova e terminou em décimo, e o seu colega Pierre Gasly esteve irreconhecível ao terminar a corrida no 13º lugar.

Os Haas tiveram uma corrida para esquecer e o toque de Magnussen em Hamilton acabou com a sua corrida. Mick Schumacher esteve perto dos pontos, mas ainda não foi desta que conseguiu pontuar. Os Aston Martin mostraram um pouco mais, mas as atualizações ainda não trouxeram muito desempenho e na Williams, Nicholas Latifi conseguiu superar o seu colega de equipa Alex Albon, uma boa novidade para o canadiano que precisava de um bom resultado como de pão para a boca.

O filme da corrida

Céu limpo e temperatura elevada prometiam uma corrida com piso seco e com uma exigência física grande nos pilotos, com o calor a ter um papel importante na resistência de homens e máquinas. Com algumas equipas a terem problemas no DRS, suspeitava-se que a expansão térmica poderia estar na raiz dos problemas da Red Bull, com a Mercedes a admitir também problemas. Max Verstappen saiu da box com poucos minutos para o fim da janela regulamentar, com os mecânicos da Red Bull a trabalhar até perto do limite de tempo numa solução implementada no sistema.

A escolha de pneus recaiu nos macios, sendo que apenas Lewis Hamilton apostou nos pneus médios para o arranque. Na largada, Leclerc aguentou a liderança e manteve-se na frente, seguido de Max Verstappen, George Russell, Sérgio Pérez e Carlos Sainz que perdeu dois lugares. Na luta entre Lewis Hamilton e Kevin Magnussen, o dinamarquês foi parar à gravilha e Lewis Hamilton acabou com um furo e no fim do pelotão. Fernando Alonso foi um dos pilotos que mais posições ganhou, subindo do último lugar da tabela para o décimo quinto. Mick Schumacher foi o segundo piloto que mais lugares ganhou no arranque, com quatro lugares conquistados, subindo ao sexto lugar. Mas Valtteri Bottas tratou de passar o alemão pouco tempo depois.

Esteban Ocon era o destaque nas primeiras voltas, com o francês a subir ao sétimo lugar, passando Schumacher, depois de ter largado de 12º. Mais atrás, uma luta de outros tempos, com Alonso e Sebastian Vettel a proporcionarem uma boa luta, que sorriu ao espanhol. Mas a tarde piorou para Sainz que na volta sete perdeu o controlo do carro e acabou na caixa de gravilha caindo para o 11º lugar. A luta pelo terceiro lugar era animada com Sergio Pérez a aproximar-se cada vez mais de Russell. Mas o drama acontecia um pouco mais à frente, com Verstappen a perder o controlo do seu carro no mesmo local de Sainz, caindo para o quarto lugar. O vento poderia estar a provocar estas saídas de pista.

Na volta 10 tínhamos Leclerc, com nove segundos de vantagem para Russell, sob pressão de Pérez, seguidos de Verstappen, Bottas, Ocon, Lando Norris, Mick Schumacher, Daniel Ricciardo e Yuki Tsunoda. Na volta seguinte começavam as paragens nas boxes, com as equipas a atirarem os primeiros dados da corrida. Verstappen teve autorização para passar Pérez, ficando com a missão de atacar Russell. O piloto da Mercedes parou na volta 14 para trocar de pneus, sendo seguido por Max Verstappen, numa operação que beneficiou o britânico, ganhando alguns décimos de segundo.

Carlos Sainz, que já tinha calçado os pneus médios, como quase todos os carros que já tinham parado para troca de borrachas, já estava em nono, a tentar uma recuperação. Já o seu colega de equipa, Leclerc, tinha 15 segundos de vantagem na frente e o monegasco estava em posição privilegiada. Verstappen estava com problemas no DRS (o sistema nem sempre funcionava na perfeição) o que o impedia de atacar como queria George Russell que segurava o seu lugar no pódio como podia.

Na volta 22, Leclerc entrou nas boxes para fazer a sua troca de pneus, colocando os médios e regressando à pista líder, com quase seis segundos de vantagem para Russell e Verstappen. A tarde corria muito bem à Ferrari. Quem estava a ter também uma tarde descansada era Valtteri Bottas que estava sozinho no quinto lugar à frente de Ocon que começava a ser ameaçado por Sainz. O espanhol estava a tentar recuperar do erro e o top 5 começava a ser uma realidade.

Na volta 24, Verstappen lançou um ataque feroz na curva 1, mas Russell defendeu-se de forma brilhante, aguentando o segundo lugar, numa luta que começava a animar cada vez mais a corrida. Pérez aproximou-se desta luta e pediu à equipa para que Verstappen o deixasse passar e tratar de Russell, pedido negado.

Na volta 27 mais drama. O carro de Charles Leclerc perdeu potência e o líder da corrida entrava nas boxes para desistir. George Russell passava a ser o líder e continuava a defender-se de Verstappen. Na volta 29, Verstappen entrou nas boxes para tentar o undercut (colocando pneus macios) a Russell e o campeão em título ficava com uma oportunidade de vencer a corrida, tendo de contar ainda com o seu colega de equipa nesta equação. Russell estava agora sob pressão de Pérez e estava sozinho a lutar contra os dois Red Bull. Na volta 31, Pérez passou para a frente da corrida, tendo ultrapassado Russell que sabia que não valia a pena defender em demasia uma manobra facilitada pelo DRS. Também na volta 31, Zhou Guanyu desistiu da corrida com problemas no seu Alfa Romeo.

Na volta 35 o top 10 era constituído por Pérez, Russell, Verstappen, Bottas, Ocon, Sainz, Hamilton, Vettel, Norris e Alonso, mas com algumas equipas a apontarem para três paragens a ordem poderia sofrer ainda muitas mudanças. Russell parou na volta 37 para colocar os pneus médios, mantendo o terceiro lugar, que parecia o melhor resultado possível para Russell em Barcelona. Na volta 38, Pérez entrou para as boxes, cumprindo a sua segunda paragem, com os pneus médios calçados. Nessa altura, Sainz aproximava-se de Bottas e o quarto lugar do piloto da Alfa Romeo estava em risco.

A pouco menos de 20 voltas do fim, Verstappen entrou para trocar de pneus pela última vez, entregando a liderança a Pérez, mas ficando à frente de Russell, que não tinha argumentos para suplantar o Red Bull. Na volta 47, Pérez ficou a saber o seu destino e teria de entregar o primeiro lugar a Verstappen, que ficava com via aberta para a vitória. A manobra foi concluída poucas voltas depois, para desgosto do mexicano. Lewis Hamilton estava em sexto, e depois de ter caído para o fim do pelotão, tentava concluir uma boa recuperação. O seu colega, Russel trocou de pneus na volta 52, caindo para o quarto lugar, tendo como missão ultrapassar Valtteri Bottas, com pneus muito mais usados. A estratégia do finlandês não foi a melhor e no final, além de ver Russell passar por si com facilidade, perdeu posições para Carlos Sainz e Lewis Hamilton. O britânico não estava contente com o quinto posto e tratou de passar Sainz, instalando-se no quarto posto, na volta 60. Mas nas últimas voltas, Sainz tratou de retribuir a manobra, voltando ao quarto, com Hamilton a perder ritmo mesmo no fim. Na frente a Red Bull tinha os dois primeiros lugares garantidos, mas Russell encontrou problemas no seu carro e teve de levantar muito o pé para acabar a corrida, tal não o impediu de terminar em terceiro, atrás do vencedor Max Verstappen e do seu “fiel escudeiro” Sergio Pérez , em segundo.

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83 comentários

  1. alvesba22020_gmail_com

    22 Maio, 2022 at 18:44

    O fórum tá quente. Dá para ver pelos comentários. Muita palermice, por isso aqui vai o meu contributo para o pecúlio. Comecemos com um belo… FDX!
    É MUITO difícil ser fã da Ferrari.
    É impressionante. Tudo o que pode acontecer, acontece. Mas é facto que a sorte faz-se.
    Começamos um campeonato com regras novas, carros novos e vemos algo que não acontecia aos anos… A Ferrari na frente.
    Melhor que isso! A Redbull pesada e com pouco fiabilidade e a Mercedes a fazer de Aston Martin.
    Resultado: à 3a corrida o leclerc já tinha 50 e tal pontos de avanço. Atenção disse o leclerc e não a Ferrari pq o sainz (o tal que era melhor que o leclerc) ou faz classificações fracas, ou se despista ou arranca mal (temos para todos os gostos). Enfim… Falta estofo de campeão à Ferrari.
    São todos demasiado simpáticos, cordatos, etc.
    Falta garra, agressividade da estrutura.
    Neste momento vejo um piloto de topo que corre o risco de passar ao lado de uma carreira de vitórias, porque a Ferrari simplesmente não consegue ser equipa.
    Por outro lado vemos uma Redbull que desenvolve o carro a cada fim de semana e uma Mercedes a fazer o que já se sabia que ia acontecer. Hoje vimos um Mercedes comer de cebolada um Ferrari.
    Resultado disso é neste momento a Ferrari já não lidera o campeonato de pilotos. O de construtores já sabia que o perdia porque isto de correr so com um piloto não é fácil.
    Portanto, a Ferrari não tem um monolugar inferior. Não tem pilotos inferiores (verdade. O sainz não é assim tão mau. Ou é? Já nem sei) . Mas não tem também os argumentos técnicos nem a motivação para crescer e subir na classificação.
    Receio que o hábito de não ganhar esteja de tal maneira enraizado que a única maneira de ver um carro vermelho vencer será se entrar na F1 outra equipa com cores parecidas.

    • Pity

      22 Maio, 2022 at 19:09

      Não é caso para desanimar já. A Ferrari continua a ter um bom carro, continua a ter dois bons pilotos, um melhor do que o outro, mas ambos bons. Tiveram azar hoje, mas ainda faltam 16 corridas, tantas quantas constituíam o campeonato nos anos 90, muito ainda pode acontecer.

      • alvesba22020_gmail_com

        23 Maio, 2022 at 2:25

        Adorava poder concordar Pity. Mas a realidade foi que hoje o leclerc teve azar. O sainz foi igual a si próprio e teve mais 2 erros. Arranque e saída de pista. Portanto, mais do mesmo a que se somam problemas de fiabilidade que não se viam no início do campeonato.
        Muitos pontos desperdiçados e a liderança entregue.

    • Sr. Dr. HHister

      22 Maio, 2022 at 21:46

      Se é difícil ser fã da Ferrari mude de equipa. Mude para a minha que é a Williams! Vai ver que o ritmo cardíaco baixa logo.

      • alvesba22020_gmail_com

        23 Maio, 2022 at 2:36

        Sr-dr-hhister também não é preciso ofender. 😏
        Estamos a falar de f1s, não de corta relvas obscenamente caros, conduzidos por jardineiros do jetset
        Agora mais a sério. Com o passado recente, resta saber quantas epocas mais a Williams andará pelas pistas.
        Infelizmente, a equipa da qual é fã já não existe.

  2. Lagafe

    22 Maio, 2022 at 18:59

    Negativo
    Red Bull – O que se passou com o tempos em que o Vettel e o Webber lutavam taco a taco nas corridas?? Hoje vimos uma gestão digna dos velhos tempos do senhor Todt.
    Primeiro prejudicaram a carreira do Pérez a não dar a ordem ao Max para deixar passá-lo quando este não tinha DRS para passar o Russel. E para colmatar, dão a deixa vergonhosa ao Pérez que deveria deixar passar o menino do olho do Marko. Completamente desnecessário. Havia tempo e estratégias diferentes para que as coisas se decidissem em pista. Até no campeonato há mais que tempo para qualquer desfecho.
    E aquele comentário chorão do Horner a respeito das travagens do Russel?! Ridículo.
    Pérez. – Um piloto é um animal competitivo que busca a sempre a vitória. Há momentos nas vida em que é necessário dizer NÃO. Hoje, Pérez traiu os seus apoiantes com o ridículo comentário que proferiu após Dita Bull ter ordenado que baixasse as calcinhas para o menino Max. Hoje demonstrou que é o segundo piloto em contrato e em atitude.
    Hamilton – Fez uma excelente corrida mas a sua atitude de vamos poupar este motor demonstra qual é o verdadeiro problema do piloto inglês. Falta-lhe dedicação para lutar por posições secundárias. A antítese do Alonso que lutou com a faca nos dentes em condições muito piores na Mclaren.
    Sainz – Tenho apreço pelo jr. Nunca seria fácil sair da sombra do seu pai. Os últimos três anos foram muito bons mas este ano está a fazer um campeonato muito mau
    Ricciardo – O que terá de fazer a Mclaren para terminar o contrato com o australiano que além do sorriso pepsondet já não aporta nada de especial à equipa.
    Positivo
    Max e Russel – Dois pilotos a lutar ao máximo e com todo o respeito. Grande luta. Excelente a performance com pneus soft do holandês para conseguir ultrapassar Russel.
    Mercedes – Estão sem dúvida no caminho certo. É excelente ter três equipas a lutar pela vitória e cada uma com carros tão diferentes. Tenho curiosidade como será a performance na longa reta de Baku.

    • Daniel Sousa

      22 Maio, 2022 at 20:21

      Foi feio, mas a Mercedes também fazia o mesmo com o Bottas. É muito importante para as equipas terem o piloto campeão.
      Depois disso, já toda a gente sabe o hype que a RB dá ao Verstappen e isso acaba por ser uma especie de cemitério para os segundos pilotos. O Verstappen tem que acabar à frente de uma maneira ou de outra. Muitos interesses, nomeadamente de países fortes e de pessoas fortes na F1. É a maior promessa da RB depois de Vettel, mas não é o deus que andam a pintar… nunca foi, talvez nunca será…

      • Lagafe

        23 Maio, 2022 at 1:22

        Fazia?! Não me recordo, e admito que posso estar errado, de algo assim na primeira metade do campeonato.

        • Daniel Sousa

          23 Maio, 2022 at 7:20

          confesso que não me recordo dessa questão da primeira metade do campeonato. Talvez tenha razão.

      • Ricfil

        23 Maio, 2022 at 18:13

        Não é o Deus que estão a pintar e quando as coisas lhe correrem menos bem ainda se vai revelar mais do que a falta de educação e mimo que apresenta no rádio demonstra.

        Ontem na corrida ficou mais uma vez provado isso. O Russel com um carro que só agora lhe apresenta uma base estável para trabalhar e que esta a andar provavelmente a 70% do máximo que consegue (que ainda assim será uns furitos abaixo dos Ferraris e dos RBs) deu água pelas barbas ao Max.

        É preciso é que os Ferraris não quebrem, os RBs não quebrem e os MBs não quebrem (e evoluam significativamente) e aí veremos se o Max é esse animal de que muitos falam. 👍

    • Sr. Dr. HHister

      22 Maio, 2022 at 21:55

      Eu gosto muito do Pérez mas onde tem ele ritmo para o Max? Está lá perto, é um excelente escudeiro mas sejamos realistas, acha que a RB pode contar com Pérez para lutar pelo campeonato de pilotos? Por enquanto não tem feito sombra ao Max.
      Para serem beneficiados os pilotos têm que se pôr a jeito e este campeonato, se a Mercedes mostrar um pouco mais, ainda pode ser disputado a três equipas. Todos os pontos contam e nisto as equipas tendem a ser pragmáticas. A Alpine deixou os dois pilotos disputarem posição e por pouco não se espetaram há umas corridas atrás, para além de terem perdido tempo com a brincadeira.
      Eu adorava ver Pérez campeão mas a realidade é o que é.

      • Lagafe

        23 Maio, 2022 at 1:32

        Então não estava mais rápido o Checo que o Max atrás do Russel que nem funcionava o DRS?! Aí tinha ritmo e deveria ir para a frente e na segunda etapa o MAx que recuperasse naturalmente. A diferença era tal que não haveria grande luta.
        A época passada do Checo foi má, esta tem estado uns furos acima. Não é Max ou Lewis mas pode ser um Rosberg.
        Essa brincadeira da Alpine é o que nós queremos ver. Luta dura e leal. Eventualmente aí foi demasiado pesada mas adorei que a Alpine não tenha dito nada ao Occon. O principal culpado hoje é o Pérez. Devia ter mandado à m**** as ordens de equipa.

    • [email protected]

      22 Maio, 2022 at 22:40

      O Vettel e o Webber…? Que piada. Quantas vezes ouviu (partindo do principio que viu as corridas…) Multi 12? Só não digo que foi o escudeiro mais infeliz de sempre porque existiu o Barrichelo, escudeiro na Ferrari e na Brawn.

      • Lagafe

        23 Maio, 2022 at 1:47

        Tenho mais que fazer do que recordar-me das ordens de equipa de Red Bull há 1o anos atrás. Mas agradeço que partilhe connosco que tenho imensa curiosidade de ver quantos multi 12 houve onde o Webber tenha realmente cedido posição.
        Recordo que em 2010 ambos chegaram à última corrida com possibilidades ganhar o campeonato. Para um segundo piloto não está mal.

    • NOTEAM1 NOTEAM1

      23 Maio, 2022 at 9:04

      O Vettel e o Webber lutavam taco a taco?
      LOL

  3. Daniel Sousa

    22 Maio, 2022 at 20:15

    A fórmula 1 com a Mercedes mais perto ganha muito. Excelente dupla de pilotos. Russel tem uma maturidade espetacular. Muito consistente e rápido. Do melhor que já vi.
    Acho que a Ferrari ainda tem uma palavra a dizer à RedBull, principalmente nos circuitos mais lentos. Mas alguma coisa tem que ser feita à cabeça do Sainz. Que mal que está psicologicamente. É asneiras do início ao fim, fim de semana após fim de semana… nem consigo vislumbrar terminar o gp do Mónaco. Espero que sim, é um piloto pelo qual simpatizo mas está a desiludir.
    Uma palavra para Bottas e Ocon. Ninguém fala deles mas eles estão lá e muito bem.

  4. V8_scars

    22 Maio, 2022 at 20:16

    Finalmente uma corrida animada em Barcelona, um dos circuitos menos interessantes do calendário.
    Luta acesa e honesta entre Russel e Verstappen em que se viu a diferença que faz ter, ou não, DRS. Mesmo com melhor saída da última curva e cone de aspiração, nunca foi possível concretizar a ultrapassagem, assim tivemos direito a mais umas voltas animadas.
    Grande azar para Leclerc com o problema de motor a levar o monegasco à desistência quando liderava a corrida com uma vantagem que lhe permitia gerir pneus e ritmo calmamente.
    Ordens de equipa ao sexto GP parece um bocado cedo, mas lá terão as suas razões, e os campeonatos ganham-se assim muitas vezes. Perez fez uma excelente corrida, não errou e, se se tem desenvencilhado de Russel quando o alcançou talvez tivesse conseguido a vitória, mas ses só servem de teorias.
    Max a cometer um erro, uma raridade, sem DRS e com os nervos ao rubro, assim que a equipa mudou a sua tática, e a de Perez, comecou a voar baixinho e conseguiu uma vitória que lhe permite alcançar o topo do campeonato.
    Sainz a sentir a pressão dos resultados e de correr em casa e por pouco era batido por ambos Mercedes.
    Estes deram um bom salto na direcção certa com destaque para Russel que se defendeu com garra e mostrou que está em grande forma e motivado, se Hamilton tivesse num momento igual poderia ter chegado mais longe, mesmo com o súbito problema de motor.
    Bottas no ritmo do costume, Norris também, Alpine a mostrar andamento com boas recuperações, Haas em sentido contrário e Aston Martin a desiludir. A Williams aparentemente não esteve em Barcelona, tal a diferença de andamento desde Miami.

    • inoferreira

      22 Maio, 2022 at 21:14

      Concordo com tudo menos com o “se Hamilton tivesse num momento igual poderia ter chegado mais longe” então um piloto que fura um pneu logo no início da corrida e só não acaba em 4° porque teve que levantar o pé, e você acha que ele ainda conseguia melhor??

      • V8_scars

        22 Maio, 2022 at 21:54

        Acho que com a motivação que mostrou no final da época anterior, talvez pudesse ter chegado ao pódio, no entanto não invalida a excelente recuperação que fez, com a ajuda da estratégia da equipa.

        • [email protected]

          23 Maio, 2022 at 0:10

          Ao pódio? Não é necessário mais nenhum “hiperbólico” neste blog. O homem tinha 53 segundos de atraso para o “human error” quando sai das boxes, deixa 15 carros para trás e á 62ª está a 37 segundos o que poderia fazer mais? O MB, por enquanto, não é nenhum RB!

    • Daniel Sousa

      22 Maio, 2022 at 23:20

      Esqueceu também de mencionar que o Verstappen teve várias vezes Drs e nem assim passou, dado que o Russel defendeu-se de forma imaculada.

      • Ricfil

        23 Maio, 2022 at 18:24

        O problema do Verstappen é que ele pensa que utiliza as ultrapassagens com block pass (não o fez desta vez verdade seja dita) e que os adversários vão ceder sempre a posição alargando a mesma. Esquece-se é que ele não é o único “esperto” sem nada a perder a andar a “dar gás” naqueles carros ali dentro. A luta com o Russel mostrou isso mesmo. Ele não ia ceder a posição com facilidade. Quando apanhar mais pilotos com o mesmo nível de inteligência (ou superior) e o mesmo nível de técnica (ou superior) as coisas não lhe vão correr sempre de feição. É preciso é que os carros não partam, a MB evolua e aí temos corridas.

        • Daniel Sousa

          23 Maio, 2022 at 22:17

          Concordo. Ontem claramente vimos um Verstappen que tinha a perder se ficasse com o carro danificado. Com o Hamilton no ano passado já valia tudo porque ele sabia que na pior das hipóteses ficavam os dois de fora e ele em vantagem no campeonato. Só um reparo, o Verstappen não tem o mesmo nível de inteligência do Russel. O Verstappen é pouco inteligente, embora esteja melhor, e o Russel parece dos mais inteligentes.

  5. Luis Filipe

    22 Maio, 2022 at 21:59

    Uma boa corrida, em que Leclerc sofre com uma falha mecânica como já sucedeu a outros, como sempre defendi nesta altura do campeonato parece vergonhoso haver ordens de equipa e acho que o Pérez esteve bem a dizer que era injusto, Sainz não é mau piloto mas está a precisar de recuperar a confiança, Russel a mostrar mais uma vez que tem garra e Hamilton não se percebe a atitude de querer abandonar numa fase tão inicial da corrida diria que demostra falta de motivação e de respeito por toda a equipa a um campeão do mundo exige-se mais

    • Pity

      22 Maio, 2022 at 22:36

      Eu percebo o porquê do Hamilton querer abandonar, o que, como se viu, teria sido um erro. No final da primeira volta ele estava 35 segundos, mais ou menos, atrás do penúltimo, Barcelona é, tradicionalmente, muito difícil para se ultrapassar e têm três motores para 22 corridas. Somando tudo isto, parecia impossível conseguir chegar aos pontos, pelo que abandonar para poupar o motor não seria uma má opção. Só que a Mercedes tinha um ritmo de corrida muito bom e é mais fácil ultrapassar com estes carros.

      • Luis Filipe

        23 Maio, 2022 at 8:18

        Exatamente por ser na primeira volta, por existir a possibilidade de vir a existir Safety car por ser mais fácil ultrapassar com estes carros, o querer desistir aparentemente da uma ideia de desmotivação. E com isto não estou a dizer que é mau piloto a única coisa que digo é que como chefe de equipa eu não gostaria deste tipo de atitude num piloto

        • Ricfil

          23 Maio, 2022 at 18:34

          Mas gostaria certamente dos 8 titulos de construtores e 6 de pilotos que ele muito certamente ajudou a conseguir para a equipa?

          Um piloto com este palmarés nem sempre encontra aquela motivação a “100%” como quando inicia na disciplina. Tendo em conta a forma como correu ainda a tem em si. Nem sempre fica é fácil de a encontar e, especialmente, manter.

          A juntar a isto o que falou a Pity acima do número de motores disponíveis por época e a experiencia deste e fica compreensível a sua atitude.

  6. Scirocco

    23 Maio, 2022 at 7:14

    Que diferença de GP para os últimos anos. Poderiam ter sido vários pilotos a ganhar (Max, Charles, Sergio). Se nos lembrarmos dos últimos 4 anos e da absoluta superioridade dos Mercedes que tinham algo a que ninguém podia chegar, pode-se perceber o quanto esta época é diferente e para melhor. Percebo o desapontamento dos Tiffosi, pois o Leclerc era no primeiro quarto de corrida o vencedor anunciado, até ao azar do DNF. Quanto á RB, e por muito que não goste destas estratégias, não estava á espera de outra coisa. Max é mais piloto e é ele que está á frente. Sérgio tem sido um piloto de suporte com a RB não teve nos últimos anos, mas não o vejo sinceramente como piloto para aguentar a pressão de 22 GP para ser campeão do mundo. Por muito que se goste das lutas intestinas, não vejo nenhum chefe de equipa querer viver aquilo que Ron Dennis viveu com Senna e Prost. Uma última palavra para a Mercedes que parece ter finalmente entrado no caminho certo no que diz respeito ao carro.

  7. NOTEAM1 NOTEAM1

    23 Maio, 2022 at 9:26

    A Ferrari trouxe actualizações para Barcelona, tal como devia fazer e estava destinado, mas as coisas acabaram por não correr bem.
    O Leclerc teve um fim de semana tremendo.
    Primeiro com uma pole simplesmente do outro mundo, e na corrida, até ao abandono parecia estar a gerir bem os pneus e a encaminhar-se para uma vitória que podia ser muito importante.
    A RB herdou a vitória, depois de um fim de semana no geral complicado, particularmente com o Max.
    Problemas no carro durante a qualificação que o impediram de ensaiar uma última tentativa de ataque á pole.
    Uma corrida complicada, com um erro do piloto e uma saída de pista que certamente lhe iria custar a vitória, caso o Leclerc se mantivesse em pista.
    Por fim, problemas com o DRS numa fase decisiva da prova que lhe podia complicar ainda mais a vida.
    A verdade é que neste “pântano”, o Max saiu vencedor do GP espanhol, e consegui-o porque é na verdade um piloto muito acima da média, mesmo num dia mau, consegue transformá-lo num dia perfeito.
    Pérez a fazer o seu trabalho, ao contrário de Sainz.
    Começa a ser aflitivo ver o Sainz tão desconfortável com a carro. A necessidade que ele sente em se aproximar do Leclerc leva-o a cometer erros custosos para si e para a equipa, terá rapidamente que mudar a sua abordagem.
    A Mercedes está longe da vitória, mas está bem mais capaz, a alegria dos pilotos foi notória no fim da corrida.
    É um outro carro que agora têm nas mãos, sem o porpoising super agressivo que marcou o começo da temporada para a marca germânica.
    Hamilton podia ter sido…Russell foi um dos heróis da corrida.
    Mais um pódio, incrível consistência e já se percebeu, até pela forma como bate o pé a uma lenda do desporto, que o Russell é especial e um campeão mundial em potência.
    Muito boa corrida do Bottas, está numa dimensão oposta à do seu colega de equipa.
    Os dois Alpine a fazerem o seu trabalho, com especial foco no Alonso, o piloto mais azarado da época até ao momento, mas os grandes encontram sempre forma de conseguir resultados.
    A corrida de ontem, é só mais um exemplo da mestria do Alonso, que ao começar se último, sem ajudas de SC, num circuito complicado para ultrapassar, acabou a corrida nos pontos.
    A prestação do Ricciardo na Mclaren é um dos maiores flops da história da F1, não há volta a dar em relação ao isto. Mesmo num fim de semana em que o Norris esteve doente, o Ricciardo nem lá perto conseguiu andar, parece-me que não conseguirá manter o lugar na equipa.
    A Haas tinha carro para mais, a Aston Martin é uma equipa sem alma e com pilotos banais e finalmente tivemos o Latifi a mostrar alguma coisinha acima do péssimo!
    O GP do Mónaco é um turning point decisivo para a Ferrari no que resta do campeonato.
    Claramente é um circuito que assenta as características do carro, Leclerc é um especialista amaldiçoado no circuito monegasco, mas ou quebra a malapata de uma vez por todas, ou podem muito bem ver a RB disparar na frente do campeonato.

  8. Speedway

    23 Maio, 2022 at 12:22

    Mesmo com os crónicos problemas de fiabilidade, desta vez foi o DRS, acabou por sair um pleno para a Red Bull. A fiabilidade desta vez pregou uma partida à Ferrari. A Mercedes começou os “milagres”, parece. Mas continua a ser uma decisãodo mundial a 2 .(Leclerce Vestappen).
    O Sainz nem devia ver o seu contrato renovado.Uma desilusão.

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