Para esta tarde, não se espera que os mecânicos tenham muito trabalho nas trocas de pneus. Olhando para as caraterísticas da pista, o desgaste dos pneus e todos os fatores a ter em conta, a grande maioria das equipas deverá apostar numa estratégia de uma paragem.
As equipas tentam sempre minimizar o tempo perdido nas boxes nas corridas e em Imola essa tendência é mais vincada. Isto porque o tempo perdido no pit lane é um dos maiores da época, levando quase 30 segundos a entrar nas boxes, mudar os pneus e voltar a entrar na pista. Além disso, apesar de ontem termos visto que as ultrapassagens são possíveis, a pista italiana não garante oportunidades claras e fáceis de manobras, pelo que na corrida podemos ver pilotos com dificuldades em fazer as ultrapassagens.
Assim, deveremos ver a grande maioria das equipas a começar a corrida com os pneus médios, com os quais deverão fazer até 30 voltas, para então calçar os pneus duros. Um dos pontos de interrogação é o arranque com os pneus macios. Apesar de darem mais aderência no arranque, o problema da degradação e do graining pode entrar na equação e encurtar um stint que será sempre mais curto do que com os médios. Teoricamente, são duas estratégias são muito próximas, com o arranque nos médios a ser a estratégia mais rápida. O arranque com pneus macios para fazer duas paragens é a estratégia mais lenta e não deverá ser usada. No entanto choveu durante a noite em Imola e os pneus macios poderão sofrer com o graining, devido aos níveis de aderência reduzidos.
Começar com os duros não está fora de hipótese, sendo que a Williams é a maior candidata a fazer essa opção. Alex Albon disse que o carro funciona melhor com os pneus duros. Começar com os pneus duros poderá ser uma dor de cabeça mas ao longo da corrida as opções estratégicas podem abrir-se para a Williams, um pouco como aconteceu em Melbourne.
Mas toda esta teoria pode ser virada do avesso se chover. Com a probabilidade de chuva a variar muito, a probabilidade mínima é de 40% (chegando aos 60% em alguns modelos) os pilotos poderão ter uma tarde difícil. Além da escolha do momento certo para colocar pneus de chuva, ou slicks, dependendo do que aconteça, a questão da temperatura dos pneus vai ser crucial. Com as mantas de aquecimento a não irem além dos 70 º Celsius este ano, os pilotos sairão para a pista com pneus bem mais frios do que no passado, o que vai complicar ao nível de aderência nas primeiras voltas, além de promover mais graining nas primeiras fases do stint.
Temos todos os ingredientes para uma corrida imprevisível.













