GP do México de F1: corrida da Mercedes estava estragada ainda antes da partida…
Foi uma estratégia demasiado conservadora que impediu a Mercedes, no mínimo, de dar mais luta à Red Bull no GP do México de F1. Este era o circuito em que a Mercedes tinha a melhor oportunidade para bater a Red Bull e embora se soubesse que isso iria ser tudo menos uma tarefa fácil, era possível.
Logo antes do arranque a Red Bull já se questionava a razão da Mercedes ter sido conservadora e claramente a opção da Red Bull por começar com os macios e depois trocar para médios, foi a mais acertada.
Do lado da Mercedes, não acreditavam que os pneus macios fizessem 30 voltas.
A Red Bull fez o pneu médio durar 46 voltas.
A opção da Mercedes foi médio/duro. E ainda cometeram outro erro: deviam ter iniciado a corrida pelo menos com um dos seus carros no pneu mais rápido, dividindo estratégias para complicar a vida à Red Bull e poder beneficiar disso, quando não se sabia para que lado iria cair a melhor estratégia
Verstappen e Sergio Perez foram dois dos oito pilotos que iniciaram a corrida com pneus macios pelo que a estratégia não foi exclusiva. Houve mais quem pensasse da mesma forma que a Red Bull.
A Ferrari começou com pneus macios. Sem os seus problemas nesta corrida, os Mercedes teriam ficado atrás. É conhecido o potencial de Lewis Hamilton para fazer durar pneus.
Max Verstappen levou os seus macios a fazer 25 voltas, Hamilton fez 29 com os médios.
A Mercedes passou a maior parte da corrida com os pneus mais lentos.
A sua derrota perante a Red Bull estava ‘destinada’ desde o momento que a estratégia foi decidida. É óbvio que à posteriori é fácil para nós analisar, mas a questão é simples: a Red Bull optou bem e a Mercedes, não…
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Frenando_Afondo™
31 Outubro, 2022 at 18:10
Pois é, falta de jeito. Só faz bem que assim aprendem para 2023. Mas mesmo assim estão a comparar um monolugar como o Mercedes que não faz os pneus durar tanto como o RB. Por isso não é assim tão linear. A própria Mercedes durante a corrida disse na rádio que os médios não duravam muito mais e por isso mudaram para os duros. A RB já se viu que consegue fazer durar os pneus bem mais que a concorrência, aliás foi assim que ganharam algumas corridas contra Ferrari, enquanto que Leclerc chegava ao final com os pneus nas lonas, Max ainda tinha o pneu bem conservado. Nem tudo é só velocidade em linha recta.
Canam
31 Outubro, 2022 at 18:47
Corrida do Mexico aparte,
os AMG -Mercedes são os que mais evoluíram ao longo da época, enquanto outros ( Ferrari), involuiram, ou seja andaram para trás!
Num regulamento novo, ainda mais restritivo que o anterior, que, em teoria torna muitissimo difícil, um carro que saia mal, vir a melhorar…muito!
Mas…surgiram as famosas
dores lombares, das quais eles foram particularmente sofredores do pourpoising, enquanto outros, por terem trabalhado melhor a engenharia, pouco do mesmo sofreram. De imediato, a FIA, previdente, logo tomou a respectiva “medida correctiva” em figura de alterações às regras, em nome da segurança, obvio, forma de mexer quando e como se quiser.
Resultado: resolveram-lhes quase totalmente um grave problema de projecto, e com isso o carro “ganhou outras asas” para chegar lá acima.
Curioso.
Thor
1 Novembro, 2022 at 10:17
O Gasly e o Norris também mencionaram dores nas costas e são bastante mais novos do que o Hamilton.