GP do Japão: Informações e Horários
Depois de uma pausa de uma semana, a F1 chega ao Japão, para a prova que antecede uma longa paragem de cinco semanas, motivada pelo conflito no Médio Oriente, que levou ao cancelamento das corridas na Arábia Saudita e no Bahrein. Será uma prova em que a probabilidade de vermos grandes mudanças nos monolugares é relativamente reduzida, com a pausa a permitir às equipas integrar mais dados para as atualizações que deverão surgir com o arranque da ronda europeia, ou até mesmo antes, com Miami e o Canadá a poderem ser palcos para evoluções mais profundas.
Na liderança do campeonato chega George Russell, com 51 pontos, seguido de perto por Kimi Antonelli (47 pontos), que se aproximou do seu colega de equipa após o seu primeiro triunfo, na China. Seguem-se os dois pilotos da Ferrari e Oliver Bearman, que completa o top 5, sem presença de pilotos da McLaren ou da Red Bull.

Os desafios de Suzuka
O circuito de Suzuka, que recebe a 40.ª edição do Grande Prémio do Japão, é amplamente reconhecido como um dos traçados mais exigentes e apreciados pelos pilotos de Fórmula 1. Com um desenho em “oito” e 18 curvas — muitas delas icónicas —, o circuito japonês coloca à prova a precisão e a capacidade técnica dos pilotos.
Com 5,807 quilómetros, Suzuka caracteriza-se por sucessivas mudanças de direção a alta velocidade, gerando cargas elevadas sobre os pneus. Para responder a estas exigências, foram selecionados os três compostos mais duros da gama: C1 (duro), C2 (médio) e C3 (macio), sendo esta a estreia do composto C1 nesta temporada.
O circuito foi alvo de uma extensa renovação do asfalto, iniciada em 2025 e agora praticamente concluída. A nova superfície apresenta-se mais lisa, mas ainda com baixos níveis de aderência, o que poderá favorecer o aparecimento de graining, sobretudo nos pneus mais macios. No entanto, à medida que o fim de semana avança, é expectável que a evolução da pista reduza este fenómeno.
A gestão dos pneus será, assim, um fator determinante, especialmente tendo em conta a extensão da nova superfície. O comportamento dos compostos mais duro e mais macio será decisivo na definição das estratégias de corrida.

As temperaturas também terão influência relevante. Com a prova a realizar-se mais cedo no calendário e com previsões semelhantes às do ano passado — cerca de 15 °C —, a degradação térmica deverá manter-se controlada. Neste cenário, a estratégia de uma única paragem nas boxes poderá voltar a ser viável, dependendo do impacto do graining no desempenho.
A preparação para a qualificação será igualmente crucial, uma vez que colocar os pneus na janela ideal de funcionamento poderá fazer a diferença num circuito tão técnico.
A estatística
Max Verstappen detém o recorde da pista, com o tempo de 1:26.983, estabelecido no ano passado. A Red Bull é a equipa com mais vitórias (8) neste circuito, seguida da Ferrari e da McLaren (7 cada). Michael Schumacher continua a ser o rei de Suzuka, com seis triunfos conquistados, contra quatro de Sebastian Vettel, quatro de Verstappen e quatro de Lewis Hamilton. É também Schumacher o piloto com mais poles na pista japonesa (8), seguido de Vettel (5), Verstappen (4) e Ayrton Senna e Nico Rosberg (3 cada). Sem surpresas, a tendência nos pódios é semelhante, com Schumacher (9), Vettel (8), Hamilton (7) e Verstappen (7) em destaque.
Os ares japoneses têm sido favoráveis a Verstappen, que desde 2022 tem sido o único a conquistar a pole e a vencer no mítico traçado. Para encontrarmos outro vencedor, é preciso recuar a 2019, quando Valtteri Bottas triunfou e Vettel partiu da pole.
A pole já rendeu 19 vitórias (54,29%), com o segundo posto também a permitir lutar pela vitória (11 triunfos). Um dado curioso: desde 2013, Suzuka tem visto dobradinhas no pódio.

Horários
SEXTA-FEIRA
- 1.º Treino Livre – 02:30
- 2.º Treino Livre – 06:00
SÁBADO
- 3.º Treino Livre – 02:30
- Qualificação – 06:00
DOMINGO
- Corrida – 06:00
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