GP do Japão F1: Max Verstappen explica porque expulsou jornalista da conferência de imprensa

Por a 28 Março 2026 10:16

Max Verstappen explicou o motivo pelo qual expulsou um jornalista da conferência de imprensa de antevisão do GP do Japão, um dos momentos mais polémicos do fim de semana até agora.

O fim de semana de Verstappen começou envolto em controvérsia, depois de ter obrigado um jornalista a sair da conferência de imprensa de antevisão do GP do Japão. O jornalista em questão é Giles Richards, do The Guardian, o mesmo que questionou Verstappen na última corrida de 2025 se se arrependia do incidente em Barcelona com George Russell (que lhe valeu uma penalização e, por conseguinte, uma queda na classificação final). Os pontos perdidos por esse episódio teriam permitido ao neerlandês conquistar o pentacampeonato.

Num artigo em que contou na primeira pessoa o que aconteceu, Richards explicou que já tivera várias entrevistas com o piloto no passado, sempre com boa disposição e sem qualquer problema. No GP de Abu Dhabi questionou o piloto sobre o dito incidente com Russell, ao que ouviu a seguinte resposta: “Esqueces-te de tudo o resto que aconteceu na minha época. A única coisa que mencionas é Barcelona. Eu sabia que isto ia acontecer. E agora estás a fazer-me um sorrisinho idiota.” O jornalista reconheceu que não se lembra se sorria, muito por causa da tensão da situação, e realçou que não estava a tentar gozar com o piloto.

Depois do episódio com Verstappen, o jornalista terá recebido um e-mail com a seguinte mensagem: “Tu és o problema. És o idiota tóxico responsável por toda a parcialidade britânica na F1. Tu és o pior.” Richards afirmou ainda que “o incidente e as suas consequências são lamentáveis, sem dúvida — principalmente pelas acusações de parcialidade. Ao longo dos anos, fui acusado de parcialidade contra Lewis Hamilton, Sebastian Vettel e vários outros pilotos. Reportar da forma mais honesta e imparcial possível é sempre o meu principal objetivo. Continuo a admirar Verstappen e espero que possamos ter uma melhor relação no futuro. Por vezes, perguntas difíceis e incómodas precisam de ser feitas. Esse é o preço a pagar por esse privilégio [de seguir a F1].”

A justificação de Verstappen

Hoje, em declarações ao Viaplay, Verstappen explicou o motivo da expulsão. Não trouxe nenhuma novidade, pois a raiz do problema já era clara à altura do incidente, mas o piloto neerlandês foi mais expansivo na sua justificação:

“Essa pergunta em particular já a tinha respondido umas 20 vezes, por isso não se trata da pergunta em si. Explico sempre muito bem o meu raciocínio e o que aconteceu na altura. Mas depois da corrida final, quando fazes esta pergunta e começas a rir-te da minha cara enquanto a fazes, claramente com má intenção, isso demonstra uma enorme falta de respeito.

Para mim, se não me respeitas, não tenho de te respeitar. Acho que é assim que funciona na vida real — é muito direto, muito simples. Foi por isso que o fiz na quinta-feira. Para mim, não está certo. Respeito muito toda a gente, recebo muitas perguntas — muitas perguntas idiotas também —, mas eu respondo. Tudo bem, nem sempre uma pergunta é boa, mas isso faz parte da Fórmula 1. Neste caso específico, foi claramente feita com má intenção. E, claro, naquela altura em Abu Dhabi, só se via a câmara apontada para o meu rosto, por isso não se via o que estava por trás da câmara e como as pessoas faziam perguntas. Para mim, ficou claro que isso foi feito de forma desrespeitosa.”

Uma “luta” que não faz sentido

Quem tem razão neste caso? É difícil ter uma opinião completamente neutra, pois já aconteceu fazer perguntas que não agradaram ao entrevistado, cuja reação se tornou negativa, sem que o intuito fosse provocar ou causar desconforto. Há questões que são incómodas, mas que são feitas na tentativa de informar o público. Essas fazem parte do ofício, quer para quem as faz, quer para quem as ouve.

Num mundo cada vez mais radicalizado, é muito fácil ser “rotulado” de pró-A ou anti-B, pois os extremos estão na moda. Mas a pedra basilar da grande maioria dos desportos — especialmente um desporto global como a F1 — são os fãs. É para eles que se fazem corridas, é para eles que os pilotos falam e é por eles que os jornalistas interrogam. Pode gostar-se mais ou menos do tipo de pergunta, mas para isso há variedade — e cada adepto pode escolher a voz com que mais se identifica.

Mas esta luta suposta “jornalistas vs pilotos” não faz sentido, pois ambos fazem parte de um espetáculo que é servido a milhões. Quanto melhor a relação entre as partes, melhor será para quem realmente importa: quem vê. Não é fácil um piloto responder a dezenas de jornalistas e a probabilidade das perguntas serem repetidas é grande. Não é fácil entrevistar um piloto já saturado e por vezes irritado quando a única missão é tentar informar e passar a mensagem que o piloto tem para dar. Esta ideia de confronto não é benéfica para ninguém.

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