GP do Japão F1: Estratégia de uma paragem deverá ser dominante, mas com variáveis
A Pirelli confirmou que os dados recolhidos nos treinos livres e na qualificação do Grande Prémio do Japão, estão em linha com as previsões, num fim de semana marcado pelo domínio da Mercedes e pela pole position de Kimi Antonelli.
Os dados analisados pela fornecedora de pneus refletem aquilo que já tinha sido observado em pista, com a Mercedes a destacar-se no TL3, onde Antonelli liderou à frente de George Russell. Na qualificação, o italiano confirmou o favoritismo com a melhor volta em 1:28.778. A evolução da pista ao longo do fim de semana permitiu melhorias nos tempos, com a qualificação a registar voltas mais rápidas face ao dia anterior, em linha com as simulações da Pirelli.
Em termos estratégicos, a corrida deverá ser dominada por soluções de uma paragem, com as combinações médios-duros e macios-duros a surgirem como as mais competitivas, sendo a primeira considerada mais conservadora. A utilização do composto macio poderá oferecer vantagens na partida, permitindo ganhos de posição até à primeira travagem, embora implique uma janela de paragem antecipada. Alternativas com duas paragens ou estratégias menos convencionais poderão surgir em função do tráfego, ou de eventuais incidentes, ainda que historicamente pouco frequentes em Suzuka.

Dario Marraffuschi, diretor para o Motorsport da Pirelli, destacou a consistência entre os dados simulados e o comportamento real em pista:
“As duas sessões realizadas hoje confirmaram os dados gerados pelas simulações feitas antes do evento. Durante o treino livre, focado em voltas de desempenho com os dois compostos mais macios, surgiu uma diferença de cerca de cinco a seis décimos entre o C2 e o C3. Os tempos da qualificação, obtidos sem voltas de preparação, corresponderam às expectativas e foram mais rápidos do que ontem, graças à evolução contínua da pista.
Como previsto, as estratégias mais rápidas para a corrida de amanhã envolvem uma única paragem e utilizam os três compostos. As combinações médios-duros e macios-duros são muito próximas em termos de tempo total de corrida, embora acreditemos que as equipas vão privilegiar a opção mais conservadora.
O uso do C3 proporciona maior aderência na partida e pode oferecer vantagem a quem aproveitar a distância até à primeira travagem para ganhar posições. Nesse caso, a janela de paragem situa-se entre as voltas treze e dezanove, antecipada em duas voltas face à estratégia médio-duro.
Cerca de dez segundos mais lenta é a alternativa que combina macios e médios com paragem entre as voltas dezoito e vinte e quatro, exigindo maior gestão do composto mais macio.
Algumas equipas poderão também optar por antecipar significativamente a troca dos macios para sair do tráfego e atacar a fase final da corrida com um novo jogo de C3, mas isso implicaria duas paragens. Um safety car poderá favorecer estas estratégias, embora historicamente não sejam frequentes em Suzuka.”
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