GP do Japão F1, Carlos Sainz: “Acidente era apenas uma questão de tempo”

Por a 29 Março 2026 09:49

O acidente de Oliver Bearman no Grande Prémio do Japão, reavivou o debate sobre os regulamentos atuais da Fórmula 1, após o piloto sair do impacto de 50G sem fraturas, mas com queixas físicas.

O piloto da Haas conseguiu abandonar o monolugar pelo próprio pé, embora a mancar, depois de um acidente violento provocado por uma diferença de velocidade significativa face a Franco Colapinto, que obrigou o piloto britânico a evitar o choque, indo parar à relva e, por conseguinte, às barreiras. Segundo a equipa, essa diferença atingia cerca de 50 km/h no momento do incidente, explicada em parte pelo atual sistema de recuperação de energia.

O episódio voltou a expor preocupações já levantadas pelos pilotos relativamente às características dos monolugares de 2026, nomeadamente no que diz respeito às diferenças de velocidade em pista. Nesse contexto, Carlos Sainz, um dos mais críticos e um dos primeiros a revelar preocupações sobre esta possibilidade, apelou a uma revisão das regras, alertando para os riscos e para a necessidade de corrigir falhas identificadas.

“Essa pausa de cinco semanas é muito boa para a F1. O acidente com o Bearman hoje era algo sobre o qual os pilotos vinham alertando a FIA e a FOM. Era apenas uma questão de tempo. Espero que a F1 reconsidere e que as equipas não adotem uma postura tão rígida, porque é evidente que estes regulamentos têm brechas e problemas que precisam de ser resolvidos antes de irmos para Miami e outros circuitos.”

“Fiquei muito surpreendido quando eles [FIA] disseram que iriam resolver a questão da qualificação e deixar as corridas porque são emocionantes. Como pilotos, temos sido explícitos sobre o facto de que o problema não é apenas a qualificação, mas também as corridas, e nós [GPDA] temos vindo a alertar que este tipo de acidentes iria acontecer.”

“Aqui tivemos a sorte de haver uma escapatória. Agora imaginem ir a Baku, Singapura ou Las Vegas e ter este tipo de velocidade de aproximação e batidas nos muros. Eu, ou nós, como GPDA, alertámos a FIA de que estes acidentes vão acontecer frequentemente com este conjunto de regulamentos e que precisamos de mudar alguma coisa em breve se não quisermos que aconteçam. Ouvi dizer que a força foi de 50G, mais alta do que a do meu acidente na Rússia em 2015, que foi de 46G. Imaginem o tipo de acidente que poderia acontecer em Las Vegas, Baku, etc.”

“Espero que isto sirva de exemplo e que as equipas ouçam os pilotos e não tanto as equipas e as pessoas que disseram que as corridas estão boas, porque a corrida não estão boas.”

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1 comentários

  1. mariojscosta

    29 Março, 2026 at 14:11

    Esta questão tem que ser resolvida e com alguma urgência, mas este acidente também alertou-me para outra coisa, aquando do acidente o Colapinto estava a mexer no volante não reparou no que estava à sua volta.

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