GP Azerbaijão F1: Sergio Pérez vence corrida dramática, líderes tropeçam

Por a 6 Junho 2021 15:19

Que corrida em Baku! Sergio Pérez venceu a sua primeira corrida pela Red Bull, numa prova dramática que viu os líderes tropeçarem. Tanto Lewis Hamilton como Max Verstappen ficaram a zeros, desperdiçando a oportunidade de ganharem vantagem.

Charles Leclerc largou bem e manteve a liderança, mantendo atrás de si Lewis Hamilton e Max Verstappen. Lando Norris caiu até ao 12º lugar, à frente do seu colega de equipa Daniel Ricciardo, ao contrário de Sergio Pérez que subiu duas posições, instalando-se no quarto lugar.

A Williams foi a primeira a trocar de pneus logo no final da primeira volta, com Russell a cair para a última posição, com Antonio Giovinazzi também a entrar logo na primeira volta, naquela que poderia ser a única paragem para ambos os pilotos.

No final da segunda volta, Hamilton passou Leclerc e assumiu a liderança da prova e Max Verstappen queria imitar o seu adversário na luta pelo título assim que possível. Na volta 4 Esteban Ocon entrou para as boxes para desistir, com problemas mecânicos na sua unidade motriz. O seu colega de equipa Fernando Alonso estava em sétimo a tentar chegar ao seu compatriota Carlos Sainz.

A subida de Pérez ao quarto lugar abria possibilidades estratégicas interessantes para a Red Bull, enquanto na volta 7, Verstappen passava Leclerc, assumindo a segunda posição, pouco antes de Yuki Tsunoda ter passado por Alonso.

Na volta 8, Leclerc era passado por Pérez e era o fim da presença de Ferrari no pódio. Alonso e Norris pararam na volta 9, com o jovem britânico a tentar o undercut a Valtteri Bottas, que era nono. 

Na volta 10, Leclerc parou para calçar os pneus duros, como todos os pilotos tinham escolhido, seguido nas boxes por Tsunoda que também parou para colocar pneus duros. 

Hamilton queixava-se do equilíbrio do seu carro e o seu ritmo ia caindo, pelo que a paragem da Mercedes era iminente, com Verstappen e Pérez a aproximarem-se rapidamente. Hamilton parou na volta 12, mas a paragem foi atrapalhada pela entrada de Pierre Gasly, com o britânico a perder dois segundos nas boxes.

Carlos Sainz errou na entrada para a zona do Castelo, numa altura em que era 15º. 

Na volta 13, uma depois de Hamilton parar, Verstappen veio para as boxes trocar de pneus, com Pérez a ficar em pista, assumindo a liderança. Max saiu à frente de Hamilton, ganhando a batalha estratégica nesta fase. Pérez parou na volta seguinte, mas a paragem foi demasiado lenta, permitindo ainda assim que o mexicano saisse à frente de Hamilton. 

Na volta 18  Sebastian Vettel entrou para as boxe, entregando a liderança a Verstappen, com Pérez a segurar Hamilton.

Nas contas da estratégia, Norris tinha conseguido passar Bottas e era nono, à frente do Mercedes e Vettel conseguiu ficar com o sétimo lugar, à frente de Tsunoda. Já Alonso ficou a perder e estava em 12º nesta fase, à frente de Giovinazzi e Sainz em 14º. 

O trio da frente mantinha-se relativamente próximo, com Verstappen na frente e Hamilton incapaz de ultrapassar Pérez, numa fase em que Bottas estava ao ataque a Norris, estávamos na volta 22. 

Na volta trinta a corrida estava numa fase mais calma com os pilotos a gerirem o andamento e com as estratégias a cozinhar em “banho maria”, mas na volta 31 Lance Stroll, que ainda não tinha parado, foi contra as proteções da pista na entrada da via das boxes, provocando a entrada do Safety Car, com a via das boxes fechada. O incidente foi provocado por uma falha no pneu traseiro esquerdo. 

Várias equipas tentaram apostar em estratégias diferentes e entraram  para as boxes, com Schumacher a ter problemas com a sua paragem, com a roda dianteira direita a ficar solta.

No recomeço Verstappen fugiu à confusão e Pérez conseguiu defender-se de Hamilton, com Leclerc quase a bater em Vettel, que conseguiu passar pelo monegasco, ficando na quinta posição, que passado pouco tempo se tornou num quarto lugar, com o alemão a passar por Gasly. 

Valtteri Bottas caiu para 13º, sendo passado por Kimi Raikkonen, com Alonso em 11º, Ricciardo era 10º, Sainz era 9º e Norris em 8º. Bottas continuou a cair na classificação e foi passado por Giovinazzi, indo parar ao 14º posto. 

Na frente, Hamilton tentava pressionar Pérez, mas o mexicano aguentava o segundo lugar, enquanto Vettel estava a brilhar no quarto lugar, afastando-se de Gasly e aproximando-se de Hamilton. 

Na volta 47 golpe de Teatro. Max Verstappen bateu contra as proteções da pista depois de uma falha no pneu traseiro esquerdo, arruinando uma corrida que estava a ser brilhante. O Safety Car entrou em pista e pairava no ar a ameaça da corrida terminar sob Safety Car, mas a corrida foi interrompida com bandeiras vermelhas, quando faltavam três voltas para o fim.

A Red Bull comunicou à FIA logo após o acidente de Max Verstappen, que não tiveram qualquer aviso de que o pneu iria falhar e por isso aconselhou bandeiras vermelhas para permitir troca de pneus, o que a FIA fez. Nas imagens da transmissão vimos Christian Horner a referir que a falha foi semelhante à que aconteceu a Lance Stroll: “Penso que foi um problema de pneus, estavam no fim de vida. É exatamente o mesmo pneu do Stroll, por isso penso que tenha sido um problema de pneus.”

A Pirelli terá de responder a perguntas muito sérias depois de ter trocado a construção dos pneus para este ano. A Pirelli trouxe os pneus mais macios da sua gama para esta prova, mas terá de rever os seus critérios e perceber o que se passou, pois a Red Bull irá pressionar, depois de perder uma vitória praticamente garantida. 

A Mercedes aproveitou para trocar a asa dianteira do seu carro e todos os carros trocaram de pneus. Nicholas Latifi foi “enganado” pelo engenheiro que lhe disse erradamente para ficar fora, e o piloto não passou pelo pit lane como pedido pelo race control, que levou a uma penalização. 

A McLaren pediu penalização para Yuki Tsunoda que não respeitou duplas amarelas, mas o diretor de corrida explicou que todos os pilotos não respeitaram e que o assunto seria revisto na próxima reunião de pilotos.

A corrida recomeçou com procedimento de largada normal, com formação da grelha o que daria uma corrida sprint de duas voltas, que prometiam ser caóticas.Hamilton comunicou com a sua equipa e afirmou que disse que se tratava de uma maratona e não um sprint, indicando que iria tentar apenas sobreviver no recomeço e não ser demasiado agressivo, uma vez que o seu adversário direto garantidamente não iria marcar qualquer ponto. 

No recomeço Hamilton largou bem, mas falhou completamente a primeira travagem e caiu para o fim do pelotão com Pérez a assumir a liderança, seguido de Vettel e Gasly, sob pressão de Leclerc, com Norris à espreita. Pérez manteve-se na frente e venceu, seguido de Vettel e Gasly que conseguiu aguentar Leclerc.

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65 comentários

  1. Lagafe

    6 Junho, 2021 at 19:53

    Erro de palmatória do Hamilton que desaproveitou uma dávida da Pirelli. Um campeão não pode ter estas falhas.
    Vettel a mostrar-nos que ainda tem classe para andar por aí.
    Pérez em grande, se realmente conseguiu dominar o Red Bull de vez pode ser determinante no campeonato.
    Mercedes péssima, Mclaren muito má.

    • Fast Turtle

      6 Junho, 2021 at 20:04

      McLaren teve sorte. Não foi péssima porque teve sorte

      Vettel calou que andou a dizer que andava acabado.

      Sobre o Pérez… Gostava de saber onde andam os experts que diziam que o Perez era batido pelos companheiros, como o ocon e o super pilotaço hulkenberg

      • Lagafe

        7 Junho, 2021 at 16:58

        Não tenho problemas em admitir que a performance do Vettel “calou-me”! Continuo convencido que já não é o mesmo mas foi excelente.
        A respeito dos colegas de equipa do Perez tenho observado o comportamento do Stroll e parece-me que aprendeu algumas coisas com o mexicano na arte de gestão dos pneus. Ainda pode surpreender.

        • Fast Turtle

          7 Junho, 2021 at 20:59

          Stroll não é nenhum fora de série mas é um piloto que trabalha muito para melhorar. Acredito que em alguns anos será um bom piloto. Não de ponta mas perto.

  2. Vitor Gagean

    6 Junho, 2021 at 21:10

    Podia ter sido uma grande corrida, se a direção fosse competente, muito tempo para decidir sobre o Safety Car no incidente do Stroll.
    Falta de coragem para terminar a corrida com o rebentamento do pneu do Max Verstappen, merecia a vitória certa, retirada por um componente escolhido pela FIA.
    Na minha opinião são necessários mais competidores, o ideal era ter 26 a 28 carros à partida.

  3. mfc-onlinesalesgmail-com

    6 Junho, 2021 at 21:13

    Algumas notas sobre Baku, a Fórmula 1 e a FIA, após a corrida de hoje:

    Ninguém pode negar a singularidade de Baku, e do seu traçado técnico, exigente, imprevisível. Para condutores.

    No entanto, e à semelhança de edições anteriores, uma corrida longa que se baseia e depende do acidente alheio, da entrada do Safety-Car (poderíamos “levantar a poeira” novamente sobre a discussão à volta do Principado…mas o Mónaco, é o Mónaco), para se evidenciar e devolver aos adeptos e equipas o espectáculo que se exige da categoria máxima do desporto automóvel, é um enorme contra-senso para a mensagem que a FIA quer passar sobre segurança (ver o FIA’s ‘Action for Road Safety’), para a sustentabilidade das próprias equipas (cuja reparação e construção de novas peças exige milhões de euros, num período em que vigora um tecto orçamental), e mais importante, para as vidas dos pilotos envolvidos.

    Assistimos hoje novamente a um erro crasso da FIA na gestão do final da prova, e da sua política obstinada em apostar num fabricante único de pneus, que já deu não uma, não duas, mas bem para lá de três provas dadas de negligência técnica na construção dos seus compostos. Dois pilotos – e poderíamos ter visto uma hecatombe, qual Indianapolis 2005, se a corrida não tivesse sido interrompida – viram o mesmo pneu rebentar a mais de 320 km/h na parte mais rápida do circuito, felizmente sem consequências físicas para Stroll e Verstappen. O esquecimento faz parte da vida, mas a Fórmula 1 não é uma competição de imortais. Muitos dirão que o espectáculo saiu a ganhar com as quebras da Pirelli na corrida de hoje. Eu diria que os responsáveis da marca italiana deveriam hoje sair pela porta pequena, tapados por um manto de vergonha. O risco faz parte, a corrida ganha-se quente no braço. Mas apostar a vida de um piloto no asfalto é inadmissível nos dias que correm.

    E viva a resistência, sangue-frio e a estratégia de corrida dos 3 primeiros a cortarem a meta de Baku 🙂 !

    • ligier

      6 Junho, 2021 at 22:18

      Já aqui o disse diversas vezes os pneus são o grande problema da F1 actual. O primeiro a a perceber-se foi o Nigel Mansell e ninguém o levou a sério… e ele sabe do que fala (Adelaide 86); estes pneus são uma miséria, a janela de utilização acaba de repente e os pilotos nada podem fazer aquela velocidade. A pista é sinuosa e depois tem aquela reta os pneus sobem de temperatura e a pressão aumenta devido â velocidade… o resto é o que se vê.
      Não é coincidência estourarem no mesmo ponto do circuito.

  4. Speedway

    7 Junho, 2021 at 10:02

    Ontem a direcção de corrida fez uma coisa única na história da F1: a 3 !!! ( três) ,voltas do fim duma corrida decidiu fazer uma partida parada em grelha. Basicamente pondo tudo a zeros novamente.Um GP novo.., de 3 voltas! Com que objectivos ? Pace car em pista e fazer o que faltava atrás ou dar simplesmente a prova como terminada.Sempre foi este o procedimento . Agora inventaram isto .Porque não fizeram isso no caso do acidente do Stroll idêntico ? Mas claro já se devem ter arrependido ! Lamentável.

    • F1_4ever

      7 Junho, 2021 at 16:35

      Foi um pré-teste ás corridas sprint que pretendem fazer. Mas acho que valeu bem a pena pois foram umas últimas voltas espectaculares e com um resultado inesperado.

      • Lagafe

        7 Junho, 2021 at 17:02

        É verdade que foi giro mas o cam-am tem razão. Por duas voltas não faz grande sentido.

        • Murray Walker

          7 Junho, 2021 at 20:52

          Partida lançada teria sido o mais correto.
          Terminar a corrida após o acidente do Max, implicaria que a classificação fosse a da volta anterior. Ou seja, o Max ganharia a corrida depois de já ter desistido. O que faria transparecer benefício evidente à Redbull e seria muito mal visto pela opinião pública.

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