GP Austrália F1: Ferrari bate Mercedes
Sebastian Vettel venceu o Grande Prémio da Austrália batendo a Mercedes não só fruto duma estratégia mais acertada, mas essencialmente devido a um ritmo de corrida superior ao da Mercedes. Se o ano passado a Scuderia perdeu a corrida australiana devido a uma má escolha estratégica, este ano resolveu o problema precisamente ao manter Vettel em pista mais tempo depois de Hamilton já ter ido às boxes, com o alemão a passar o Mercedes com essa operação. Mas o verdadeiro sinal de que este anos ‘temos’ Ferrari foi dado a seguir, pois não demorou muito a que Vettel conseguisse distanciar-se, chegando ao fim da corrida cerca de dez segundos na frente de Hamilton, com a Mercedes a ser derrotada pela primeira vez desde a Malásia 2016, corrida em que o motor Mercedes de Hamilton ‘rebentou’ com muitas das suas hipóteses de ser Campeão.
Terceiro lugar para Valtteri Bottas na sua estreia com a Mercedes, batendo com facilidade Kimi Raikkonen, que foi quarto no segundo Ferrari. Quinto lugar para Max Verstappen, com a Red Bull sem qualquer hipótese de rodar mais perto das duas equipas da frente.
Felipe Massa foi sexto, depois duma corrida calma, ficando a perceber-se que a Williams está bem na frente do meio do pelotão, mas completamente só, pois o grupo seguinte está bem equilibrado, mas longe…
Sergio Pérez foi o melhor do pelotão do meio, depois duma luta muito interessante com Daniil Kvyat e Carlos Sainz, que foi oitavo. Nono lugar para Daniil Kvyat, com a Toro Rosso a ‘meter’ os seus dois carros no Top 10. Esteban Ocon pontuou, saindo-se muito bem duma grande luta com Nico Hulkenberg, o melhor dos Renault, que ficou à porta dos pontos. Houve boas lutas no meio do pelotão, por exemplo a que incluiu Esteban Ocon, Nico Hulkenberg e Fernando Alonso na fase final da corrida, com o francês a suplantar os seus adversários, depois de muita luta. Alonso era 10º mas acabou por cair duas posições antes de abandonar com problemas de vibrações, provavelmente suspensão, no seu McLaren.
O espanhol foi um dos sete abandonos, sendo Romain Grosjean o primeiro. O francês roda em 7º na fase inicial da corrida quando teve que rumar às boxes com o motor Ferrari a deitar fumo… ambos os Haas ficaram de fora, depois de Kevin Magnussen também abandonar, isto depois de ter batido em Marcus Ericsson na volta inicial. Lance Stroll também ficou pelo caminho perto do fim da corrida, enquanto Daniel Ricciardo, que partiu duas voltas atrasado devido a um problema com a caixa de velocidades do seu Red Bull, desistiu com problemas no motor. Depois do toque com Magnussen, Marcus Ericsson regressou à pista, mas teve que abandonar pouco depois. Jolyon Palmer também ficou pelo caminho com problemas de travões. Ainda classificados, embora a duas voltas do vencedor, ficaram Antonio Giovinazzi e Stoffel Vandoorne.
Classificação
| 1 | Sebastian Vettel | FERRARI | 1:24:11.672 |
| 2 | Lewis Hamilton | MERCEDES | +9.975s |
| 3 | Valtteri Bottas | MERCEDES | +11.250s |
| 4 | Kimi Räikkönen | FERRARI | +22.393s |
| 5 | Max Verstappen | RED BULL RACING TAG HEUER | +28.827s |
| 6 | Felipe Massa | WILLIAMS MERCEDES | +83.386s |
| 7 | Sergio Perez | FORCE INDIA MERCEDES | +1 volta |
| 8 | Carlos Sainz | TORO ROSSO | +1 volta |
| 9 | Daniil Kvyat | TORO ROSSO | +1 volta |
| 10 | Esteban Ocon | FORCE INDIA MERCEDES | +1 volta |
| 11 | Nico Hulkenberg | RENAULT | +1 volta |
| 12 | Antonio Giovinazzi | SAUBER FERRARI | +2 voltas |
| 13 | Stoffel Vandoorne | MCLAREN HONDA | +2 voltas |
| NT | Fernando Alonso | MCLAREN HONDA | DNF |
| NT | Kevin Magnussen | HAAS FERRARI | DNF |
| NT | Lance Stroll | WILLIAMS MERCEDES | DNF |
| NT | Daniel Ricciardo | RED BULL RACING TAG HEUER | DNF |
| NT | Marcus Ericsson | SAUBER FERRARI | DNF |
| NT | Jolyon Palmer | RENAULT | DNF |
| NT | Romain Grosjean | HAAS FERRARI | DNF |
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Roger M
26 Março, 2017 at 7:42
Grande vitória do Vettel, que beneficiou do erro de estratégia da Mercedes ao chamar às boxes o Hamilton mais cedo. Continuo a achar a Mercedes a equipa mais forte, mas a Ferrari poderá ter uma palavra a dizer. O Bottas surpreendeu-me pela boa gestão dos pneus e ritmo de corrida, chegando até a dar a ideia que não forçou ainda mais o ritmo para não ameaçar a posição do Hamilton. Por fim, deu para ver que as ultrapassagens serão em menor número, e que o Piloto no encalce, poderá sofrer e muito com um acentuado desgaste dos pneus.
[email protected]
27 Março, 2017 at 0:24
Chamaram o Hamilton mais cedo!!….se calhar ele ja tinha queimado a borracha toda
Speedway
26 Março, 2017 at 7:43
A chave foram os pneus.E como sempre disse a Pirelli este ano fez pneus especialmente para o Ferrari. A prova aí está. Para um nível de potência semelhante ,os pneus decidem, desde que não se metam argoladas pelo meio.
Renato Antunes
26 Março, 2017 at 13:39
Pronto, começa a tara da teoria da conspiração…..
Não me chateies
26 Março, 2017 at 14:12
A culpa é da Mercedes e do Hamilton, só tinham de fazer a Q2 com pneus novos, para terem pneus frescos para começar a corrida. Preferiram ter 2 jogos novos para a pole position.
Murray Walker
27 Março, 2017 at 7:13
O Hamilton fez a Q2 com pneus novos. A informação que passou na transmissão estava errada.
Pity
26 Março, 2017 at 14:37
Sim, sim…nos anos anteriores a Pirelli fez pneus ao jeito da Mercedes, querem ver???!!!!…
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27 Março, 2017 at 0:27
Pirelli=Ferrari?????????????esses pontos negativos dizem tudo.
Campos
26 Março, 2017 at 8:10
Grande corrida da Ferrari e do Vettel. Este ano não erraram na estratégia e o resultado está aí. O Vettel mostrou ter um ritmo igual ou ligeiramente melhor que os Mercedes, mas sem aquele abordagem falhada na estratégia do Hamilton dificilmente daria para passar em pista. Este “erro” estratégico é um pouco consequência da Mercedes nos últimos anos nunca ter tido a pressão das rivais apenas tinha que gerir os dois pilotos e ai é fácil.
Na minha opinião a Ferrari vai estar mesmo na luta, pq ano passado a Ferrari foi forte mas estava sempre com pneus mais macios do que a Mercedes, este ano foi com mesmos compostos.
De resto a Williams tem carro e só tem um piloto, a Toro Rosso bem tal como a force índia. Frustrante a corrida do Alonso que estava aguentar aquele lugar com td o que era possível e carro cede mesmo no final da corrida.
Por fim, existe ali um par de pilotos que na minha opinião não tem estofo nem qualidade para estar na categoria máxima do automobilismo.
GillesI
26 Março, 2017 at 17:06
Este erro estratégico foi, nas palavras do Wolff, dado o receio de Vettel parar e ultrapassar o Hamilton, o que demonstra a importância do alemão ter pressionado o inglês. Os pneus desgastaram-se porque o Ferrari obrigou o Mercedes a andar no limite.
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27 Março, 2017 at 0:29
Ate que enfim alguem diz alguma coisa certa……………
Pity
26 Março, 2017 at 8:58
Hamilton tinha razão, quando disse que a Ferrari era favorita. Foi a paragem cedo de Hamilton que lhe tirou a vitória, mas a mesma assentaria bem a qualquer dos dois. Não foi, definitivamente, o fim de semana de Ricciardo. Muito bem a Toro Rosso. A Sauber, apesar de ter um motor do ano passado, parece estar um pouco melhor, a confirmar (ou não) no futuro. Alonso a aguentar-se muito bem com o carro que tem em mãos, pena o abandono tão próximo do fim. Não sei se a excursão de Stroll foi por erro ou problema no carro, mas até aí até estava a andar razoavelmente bem. Ocon muito bem e Giovinazzi não errou. Magnussen…sem palavras.
Não me chateies
26 Março, 2017 at 13:56
E parou cedo porque fez a Q2 com pneus usados, ao contrário de todos os outros. A culpa foi da mercedes, preferiram 2 tentativas para a pole position a ter melhores condições para a corrida.
Flávio 1982
26 Março, 2017 at 8:59
Boa corrida, menos ultrapassagens… Mas foi Boa. Boa Vitória do Vettel. Esta época que vamos ter a Mercedes e a Ferrari taco a taco. Red bull ainda um pouco atrás. A ver vamos.
MVM
26 Março, 2017 at 10:20
Não vi a corrida, pelo que não posso comentá-la, mas parece-me que a Ferrari merece parabéns pelo que fez na preparação desta temporada. Mesmo sendo certo que tem fundos quase ilimitados, conseguiu fazer um carro muito competitivo apesar de não ter vedetas como o Adrian Newey ou o James Allison no comando da equipa técnica. Aprenderam com os erros de 2016, arregaçaram as mangas e trabalharam. Foram humildes – a participação do Vettel nos testes dos pneus novos demonstra-o – e foram capazes de se unir na adversidade. Excelente resposta em face de uma época frustrante.
Não me chateies
26 Março, 2017 at 14:01
Basicamente não aconteceu nada em pista, os carros estiveram escalonados em pista com grandes diferenças, quando o Hamilton ficou retido atrás do Verstappen, não conseguia aproximar-se para estar em condições de ultrapassar, por outras palavras, só se ultrapassam carros com graves problemas mecânicos, como o Alonso. Vamos ter muitos Mónacos, com os carros a mais de 1,5 s pelo menos uns dos outros.
MVM
26 Março, 2017 at 15:04
Obrigado, Mário. Vi as primeiras 30 voltas na íntegra – em diferido, claro – e um resumo alargado do resto da corrida na Sky. Francamente, pareceu-me uma corrida um pouco chata. Os momentos de emoção foram a paragem nas boxes do Vettel e as ultrapassagens do Pérez aos Toro Rosso e do Esteban Ocon ao Fernando Alonso (enquanto se defendia do Hülkenberg: brilhante!). Parece que os Ferrari, além de ligeiramente mais estáveis, tratam melhor os pneus, e penso que foi esta a razão da vitória do Vettel. (Ou então foi o Hamilton que gastou os pneus prematuramente no primeiro stint.) Apesar de o Verstappen ter ajudado o Vettel, este continuou a ganhar tempo ao Hamilton depois da ida às boxes do Max, por isso parece que o Ferrari foi mesmo superior. Veremos o que acontece nas próximas corridas.
Pity
26 Março, 2017 at 14:08
As equipas começam a preparar a próxima época com muita, mesmo muita, antecedência, em especial quando há alterações nas regras, pelo que acho que este carro tem dedo do Allison, ainda que não tenha sido ele a dar os retoques finais. Mas é inegável que fizeram um bom trabalho. Quanto às vedetas, quem sabe se a Ferrari não tem nas suas hostes uma futura vedeta? É que as actuais, quando começaram, também não eram vedetas.
MVM
26 Março, 2017 at 15:13
Lembre-se que, do meio para o final da época passada, houve gente a dizer que a Ferrari estava de cabeça perdida, que não tinha uma direcção, que não havia quem pusesse ordem na casa e que era tudo ao monte e fé em Deus. Aposto que, antes dos testes da pré-temporada, houve quem pensasse que a Ferrari se ia afundar. Como se enganaram. Quanto ao Allison, ele foi o responsável pelo flop de 2016 e não me parece que tenha tido intervenção neste carro. Aliás, o mais provável é a sua saída da Ferrari ter sido um despedimento encapotado.
Mariano
26 Março, 2017 at 10:28
De acordo com as estatísticas quem vence GP Australia “arrisca” ser campeão do mundo! Face ao sucedido, Vettel e a Ferrari…campeões do mundo 2018 🍻😲
Pity
26 Março, 2017 at 14:11
E em 2017, quem vai ser? 🙂 🙂
Speedway
26 Março, 2017 at 11:23
Facto interessante que talvez demonstre que os F1s não estarão assim tão rápidos como se pensava:
a melhor volta da corrida foi 1.26.538,ficando longe do 1.24.125 de 2004.
Se na pole o record foi demolido e por muito, em corrida ficaram muito longe e o record da pista mantém-se.Quem diria.
Racingmachine
26 Março, 2017 at 13:10
Isso pode ser explicado pelo facto de que em 2004 haviam reabastecimentos e os carros eram mais leves. Para além disso acho que não havia ninguém com ultra-macios no final da corrida, já com o carro mais leve. Seja como for, há recordes que teimam em não cair!
Sr. Dr. HHister
26 Março, 2017 at 12:08
Adorei a corrida. Muito mais fácil de seguir quando não há pneus de manteiga! Antes era uma salganhada de estratégias diferentes, que baralhava o pelotão todo! Grande Ferrari, grande Alonso, grande Massa. O Stroll e o Palmer ainda vão fazer esquecer Maldonado. O Kimi foi uma desilusão.
Zé do Pipo
26 Março, 2017 at 12:24
A Mercedes e a Ferrari estão quase lado a lado, com a Mercedes mais rápida e a Ferrari a “usar” melhor os pneus, e esta vitória só aconteceu pela magnifica gestão das boxes e timing da Ferrari deixando Hamilton penar atrás de Max, e só então chamaram Vettel às boxes! Vi a corrida até o Vettel ficar em 1º e o Hamilton “preso” atrás do Max. Depois adormeci… Conclusão: estava com sono mas não houve nada interessante que permitiu-me manter acordado. Discordo do JLA quando diz que a largura dos F1 também levanta problemas nas ultrapassagens, isso agora nem se chega a verificar pois nem sequer conseguem aproximar-se dos que seguem à sua frente devido há maior turbulência aerodinâmica.