GP Austrália F1: Ferrari admite défice para a Mercedes
A Ferrari assegurou a segunda e a quarta fila da grelha para o Grande Prémio da Austrália, com Charles Leclerc em quarto e Lewis Hamilton em sétimo, mas saiu da primeira qualificação da nova era regulamentar a reconhecer que está longe do nível exibido pela Mercedes em ritmo puro. A Scuderia mostrou velocidade competitiva nos treinos e em Q1 com pneus médios, mas perdeu fulgor com a passagem para macios e não conseguiu entrar na disputa direta pela pole.
Ferrari forte em médios, mas aquém em macios
Confiantes no andamento demonstrado em ritmo de treino, Leclerc e Hamilton abriram a qualificação em pneus médios e conseguiram rodar no grupo da frente, em duelo direto com a Mercedes nas primeiras folhas de tempos. Quando a sessão passou para pneus macios, já em Q2 e Q3, o cenário mudou: embora ambos tenham chegado confortavelmente à fase decisiva, nenhum dos Ferrari conseguiu aproximar‑se do ritmo dos W17, com Hamilton a ser ainda ultrapassado pelas McLaren na fase final.
Leclerc acabou com 1:19,327, suficiente para o quarto posto, depois de sofrer um problema de deployment de energia em Q2, rapidamente corrigido assim que regressou à boxe. O monegasco classificou a sessão como “desafiante”, típica de uma primeira qualificação com carros novos, e salientou que grande parte do campeonato será decidido na corrida ao desenvolvimento, mais do que no ponto de partida técnico de cada equipa.
Hamilton fala em falta de execução, Vasseur assume “fosso significativo”
Hamilton colocou o segundo Ferrari em sétimo, com 1:19,478, e admitiu que o resultado ficou aquém do esperado, não tanto por falta de potencial, mas por falhas de execução em momento chave da sessão. O britânico garantiu que o SF‑26 esteve “sólido” e que há mais desempenho para extrair, apontando agora à análise dos problemas e à necessidade de manter a calma para maximizar o domingo.
O diretor de equipa, Frédéric Vasseur, descreveu a qualificação como “dura e algo caótica”, realçando que, por mais testes que se façam, nada replica a pressão de uma sessão real com tráfego e variáveis em simultâneo. O francês reconheceu que a Ferrari “não conseguiu juntar todas as peças” e que o fosso para a Mercedes é, para já, “significativo”, embora considere que o verdadeiro potencial de várias equipas ainda não foi totalmente revelado. Vasseur insistiu que o foco imediato passa por aprender com os erros cometidos e direcionar tudo para a corrida, onde o arranque forte e a gestão estratégica poderão atenuar parte do défice exibido em volta lançada.
FOTO MPSA Agency
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7 Março, 2026 at 15:26
Bem…até 2027!