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Gerhard Berger rejeita lugar na Audi F1 e garante que ADAC quer manter o DTM | AutoSport

Gerhard Berger rejeita lugar na Audi F1 e garante que ADAC quer manter o DTM

Por a 5 Dezembro 2022 16:50

Numa entrevista concedida ao Motorsport-Total.com alguns dias depois da confirmação da venda dos direitos da marca DTM ao Allgemeiner Deutscher Automobil-Club (ADAC) e dissolução da sua empresa a ITR, que promoveu o campeonato alemão até agora, Gerhard Berger justificou o acordo alcançado na semana passada com questões financeiras e garantiu que a competição está em boas mãos. Falando um pouco sobre o seu futuro, Berger descartou “a possibilidade de assumir uma tarefa tão exigente” como seria uma papel de gestão da equipa da Audi na Fórmula 1, como alguns rumores na Alemanha sugeriram recentemente.
O antigo piloto e agora empresário salientou que “não faltou dinheiro” ao DTM na última época sob sua liderança, mas as dificuldades financeiras colocaram em causa a continuidade da série com base nas máquinas GT3. Berger esclareceu que “infelizmente, houve um obstáculo adicional no orçamento para a temporada de 2023” com os potenciais investidores a exigirem um pré-requisito fundamental: o DTM Electric. “Este projeto foi o pré-requisito para receber o orçamento total de patrocínio. Ao mesmo tempo, financiar o próprio DTM Electric acabou por ser mais difícil do que o esperado. Em suma, isso significava que o risco económico para 2023 era muito grande”, explicou o austríaco. O DTM Electric foi um projeto que arrancou pelas mãos de Berger e que como enunciou anteriormente, colocou-se ao mesmo tempo como uma exigência e um entrave à entrada de novos financiadores do DTM, mas que ainda assim, manteve “várias discussões internacionais com partes interessadas. Entre outras coisas, percorremos um longo caminho com a Varta como parceira de baterias, juntamente com a Schaeffler e Mahle, mas no final fomos rejeitados”.
Ao mesmo tempo que foi rejeitado por uns, o ADAC mostrou abertura para “garantir o futuro a longo prazo do DTM”, algo importante para Berger. “Além disso, o ADAC tem muitos anos de experiência no automobilismo em regiões de língua alemã. Essa também foi uma vantagem decisiva”.
Enquanto o ADAC não quis comprar a ITR por já ter uma estrutura bem definida, o DTM Electric “não fez parte da transferência dos direitos de marca registrada”, mantendo-se nas mãos de Gerhard Berger, que vai analisar nas próximas semanas com os parceiros “os próximos passos”. No entanto, Berger mantém a confiança que o “ADAC não comprou os direitos da marca DTM para fazê-lo desaparecer, mas para beneficiar da sua força”, acrescentando que “o DTM está em boas mãos com o ADAC. Vendi a marca ao ADAC porque estou convencido de que podem fazer o melhor uso possível das sinergias e continuarão a fortalecer o produto”.
Concluída a transferência de poder entre Berger e o ADAC, o austríaco apenas recomendou que se mantenha “o conceito, formato e regulamento atuais”, visto a receção positiva por parte dos fãs. Todo o resto, tanto a organização da pirâmide de competições sob alçada do ADAC, o calendário e a continuação ou não do DTM Trophy (com máquinas GT4), pertence exclusivamente ao clube automóvel que agora adquiriu o mítico campeonato para a sua extensa carteira de séries automobilistas.

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