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Fórmula1, Carlos Reutemann: 1981, o ano do maior falhanço


1981 deveria ter sido o ano do seu maior sucesso. Porém, para Carlos Reutemann, esse foi o ano do seu maior falhanço. Pela segunda temporada seguida na Williams, o argentino tinha entre mãos aquele que era um dos melhores carros-asa do momento e talvez o melhor carro que a casa inglesa tinha feito até essa altura.
A Williams saía de um ano de sucesso, com o primeiro título de Pilotos, conquistado por Alan Jones e o primeiro entre os Construtores, este com quase o dobro dos pontos da Ligier. Por isso, com o FW07C, digno sucessor do fiável e competitivo FW07B, Reutemann tinha tudo para suceder ao australiano. Ou, pelo menos, para lutar pelo título até ao fim E foi o que fez: ao longo do ano, foi mais eficaz que Jones, em especial na primeira parte do campeonato.


Nas cinco primeiras corridas, subiu sempre ao pódio, vencendo no Brasil e na Bélgica, sendo segundo na Argentina e nos Estados Unidos-Oeste e terceiro em San Marino. Depois, as coisas começaram a complicar-se: traído pela caixa de velocidades no Mónaco, pontuou apenas por quatro vezes nas restantes nove corridas, começando a ver esfumar-se a sua vantagem. Mesmo assim, quando chegaram as duas últimas provas estava em vantagem, perante Nelson Piquet e o seu próprio colega de equipa, Alan Jones.
Todavia, tudo se precipitou no Canadá, em que terminou apenas em 10º lugar, quando dia ter decidido tudo logo ali. Mesmo assim, chegou em vantagem à última prova, estranho GP que foi feito no parque de estacionamento do Hotel Ceasar’s Palace, em Las Vegas, bastando-lhe apenas acabar em 5º e garantir dois pontos para ser campeão. E, nos treinos, as coisas até pareciam bem encaminhadas, quando fez a pole position.
Todavia, na corrida, Reutemann foi uma sombra de si mesmo, sem chama e perfeitamente incapaz de manter o ritmo adequado. Acabou em 8º e ofereceu de bandeja o título a Nelson Piquet, que ocupou o “seu” 5º lugar, por um escasso ponto. O argentino não reportou nenhum problema mecânico que provocasse essa quebra de ritmo – e também nunca a justificou, naquele que continua a ser um dos mistérios da F1.