Fórmula 1: Saída de Sebastian Vettel abre “silly season”
O anúncio da decisão de Sebastian Vettel não foi uma grande surpresa, sabia-se que poderia acontecer e o piloto alemão nunca se quis comprometer muito com o seu futuro na competição. O “timing” em que acontece é algo surpreendente, porque estaríamos à espera de ouvir falar sobre este tema na pausa de verão, assim como a situação de Fernando Alonso na Alpine. A altura para ser anunciado nem é o mais importante neste caso e não deverá ter grande significado, mas a saída de “um dos grandes” do pelotão abre um lugar numa equipa que, embora não apresente os melhores resultados, tem gerado algum interesse por parte dos pilotos.
A Aston Martin tem trabalhado no sentido de discutir o campeonato do mundo num futuro a médio prazo. O número de funcionários na fábrica está a aumentar, alteraram a gestão da equipa e trouxeram muita gente de outras equipas, para além de se terem mostrado interessados numa parceria com uma das marcas do grupo Volkswagen e terem levantado o véu à possibilidade de construírem as suas próprias unidades motrizes.
Se a saída de Sebastian Vettel é certamente um dia triste para muitos fãs de Fórmula 1 – muitos dos novos adeptos da disciplina “cresceram” com a hegemonia do piloto alemão e da Red Bull – também pode oferecer uma oportunidade a outros jovens pilotos em ascensão. A decisão de Vettel traz uma nova dinâmica ao mercado de pilotos. De repente, há um lugar para ser preenchido e que pode ser ocupado por pilotos que não têm um lugar definido na Fórmula 1 na próxima temporada.
A equipa não adiantou ainda qualquer nome para substituir o alemão, mas surgem várias hipóteses, começando pelo compatriota e muito próximo de Vettel, Mick Schumacher. O ainda piloto da Haas já tinha sido referido em alguns rumores, assim como Fernando Alonso. Para além destes, a situação que Daniel Ricciardo vive na McLaren pode fazer com que o australiano possa mudar de Woking para Silverstone, mas pode ser uma hipótese mais difícil. Existem ainda as situações de Zhou Guanyu, que termina contrato com a Alfa Romeo no final da época e ainda não a sua situação delineada, e o jovem Oscar Piastri. O CEO da Alpine, Laurent Rossi, afirmou recentemente que o futuro de Piastri pode passar por ser emprestado a outra equipa para depois regressar à equipa francesa.
Certa, para já, é a saída do quatro vezes campeão do mundo Sebastian Vettel da grelha da Fórmula 1 no final deste ano.





Cágado1
28 Julho, 2022 at 15:59
Não acredito no Alonso, seria um voltar aos tempos McLaren (com Whitmarsh). Albon é o piloto disponível que mais se encaixa na Aston Martin (ou pelo menos parece-me o melhor, disponível e que não fará ondas para o Stroll). Para a William os cruzados da família Drugovich e os euros da Alpine (Piastri) para substituir os dólares de Latifi.