Fórmula 1 ‘prepara’ monolugares ‘teóricos’ de 2026
Sabem o que está a ajudar a F1 a estudar/desenvolver/criar os novos monolugares de 2026? A Amazon Web Services (AWS)! E o que é isto? A AWS é uma ferramenta informática muito poderosa (Power House) que pode ser usada para ajudar a projetar, entre muitas coisas, um novo monolugar de Fórmula 1.
Ao usar a AWS, as equipas podem melhorar o desempenho, a segurança e a fiabilidade do carro, tudo através… da informática. Bom, mas para entender isto um pouco melhor é preciso algum contexto. O que faz a AWS?
Coleta e analisa dados de corrida, de uma variedade de fontes, incluindo sensores nos carros, câmeras na pista e telemetria da equipa. Esses dados podem ser usados para melhorar o design do carro, tornando-o mais rápido, eficiente e seguro.
A AWS pode ser usada para simular o desempenho do carro numa enorme variedade de condições. Isso pode ajudar os engenheiros a identificar áreas onde o carro pode ser melhorado antes deste ser, sequer, construído.
A AWS pode ser usada para projetar e fabricar o carro usando uma variedade de ferramentas e processos. Isso pode ajudar as equipas a reduzir o tempo de desenvolvimento do carro e melhorar sua qualidade.
A AWS pode ser usada para testar o carro numa enorme variedade de condições, incluindo pistas e simuladores com uma precisão que seria impossível sem a AWS. Pode ser ainda usada para monitorizar o carro em corrida, e em tempo real.
Isso pode ajudar as equipes a identificar problemas com o carro e tomar medidas corretivas.
Tudo isto faz parte de uma relação que a F1 tem agora com a Amazon Web Services (AWS), que ajudou a criar os novos carros de efeito de solo que nasceram em 2022.
Aproveitando os servidores e a infraestrutura de nuvem da AWS, a F1 teve um desempenho de CFD equivalente ao de um supercomputador de última geração – e por uma fração do custo. Como explica Pat Symonds, a forma como as coisas funcionaram para criar os carros de 2022 deu-lhe agora confiança no rumo de desenvolvimento que estão a tomar para os monolugares de 2026.
O grande problema dos simuladores é os computadores não terem capacidade total de se aproximar do mundo real e para simular as condições o mais realistas possível são precisos super-computadores, mas para simular condições reais, isso não existe, simplesmente não é possível, só mesmo o carro verdadeiro.
Mas a capacidade de processamento de uma aplicação como a AWS, está a aproximar-se e isso permite ser muito mais eficiente na procura das soluções.
E é isso que a F1 está a fazer.
Certo é que vai haver nova mudança radical nas regras, mas quem está a trabalhar nisso tem muita coisa para simular e corrigir mesmo antes do carro estar pronto… para ser construído.
Neste caminho já foram identificados problemas, tal como os que vieram recentemente a público, como os pilotos poderem ficar sem energia nas retas, mas a FIA está a usar a AWS para eliminar essas preocupações e a AWS permite-o fazer com um maior grau de certeza do que sucedeu até aqui: “Para 2022, quando começámos a trabalhar, sabíamos que tínhamos de confiar muito no CFD”, disse Symonds à Autosport inglesa.
“Sim, havia algum nervosismo em relação a isso, mas, para ser sincero, os problemas com o CFD no passado não tinham a ver com o software. É a quantidade de poder de computação que se pode utilizar. Por isso, esta parceria com a AWS transformou-se em algo realmente transformador” que tem dado capacidade de executar modelos muito complexos.
Ou seja, já há quem esteja a experimentar carros e corridas de 2026.
E o que quer a FIA, a Liberty e as equipas? Nivelar mais as equipas, trabalhar para quem faz as regras não deixe tanta latitude às centenas de pessoas que as equipas têm à sua disposição para descobrir as zonas cinzentas.
Portanto, com o que a F1 aprendeu, os carros de 2026 tem o potencial de permitir que a F1 seja ainda mais equilibrada, mesmo descontando que as equipas vão sempre encontrar áreas para trabalhar, mas em teoria terão muito menos latitude do que sucedeu até aqui…
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Daniel Sousa
17 Julho, 2023 at 21:23
Wipeout 2097 está a chegar à F1. Banda sonora the prodigy 1997.
A loucura. O show.
Luís Sampaio Howell
17 Julho, 2023 at 23:25
Juraria que se trata de publicidade ao AWS
Pedro Coelho
18 Julho, 2023 at 12:22
Faz certamente parte das contrapartidas do “pacote” de patrocínio da AWS com a F1.
Mas o AS recebe a noticia e como habitual engole sem mastigar e no final não percebe o que está a comer.