Fórmula 1 pode ter ‘sprint’ race’ com grelha invertida
A Fórmula 1 está a considerar fazer a experiência de grelha invertida nos primeiros eventos, numa espécie de corrida-sprint que iria determinar a grelha de partida para a ‘Main Race’.
Numa reunião entre a Liberty Media, a FIA e as equipas, na sexta-feira, a Liberty propôs a ideia de utilizar uma das corridas ‘back to back’ no Red Bull Ring e se houver autorização, Silverstone, para testar uma corrida de sprint no sábado de forma a determinar a grelha de partida para a corrida de domingo.
A grelha de partida para a ‘sprint race’ de sábado seria estabelecida pela ordem inversa da classificação do campeonato, sendo que como se pode calcular, há ainda muitos detalhes por estabelecer. Os resultados da corrida de sprint formariam a grelha para o Grande Prémio.
Há muito que a F1 pondera esta hipótese, que tem muitos apoiantes e outros tantos opositores.
As segundas corridas nos circuitos em que se repetirem eventos, seriam feitos de forma convencional, através duma sessão de qualificação. Desta forma, as duas corridas consecutivas no mesmo local com apenas uma semana de diferença poderiam ser mais facilmente diferenciadas – e dariam à F1 alguns dados valiosos sobre se o formato valeria a pena para o futuro.
A parte interessante da questão seria ver na ‘Sprint Race’ de sábado os melhores pilotos e equipas a arrancar da parte de trás da grelha com tudo o que tem de espetáculo a sua tentativa de chegar o mais à frente possível. Claro que um sistema destes no Mónaco, por exemplo, seria quase inútil.
A ideia teve o apoio total da FIA na reunião, mas de acordo com os regulamentos, apenas pode ser concretizada com o apoio unânime de todas as dez equipas.
Embora não tenha sido realizada uma votação formal na sexta-feira, uma votação preliminar sugeriu que apenas uma equipa desaprovou a ideia da experiência, mas todas elas se comprometeram a analisá-la mais detalhadamente antes de voltarem a nova votação na próxima semana.
No ano passado, Ross Brawn, ponderou tentar este formato em algum evento extra-campeonato, mas as circunstâncias invulgares criadas pela pandemia e o efeito que teve no calendário da F1 tornam agora a experiência mais facilmente possível. Resta aguardar pelas decisões.
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Jaguar R3
31 Maio, 2020 at 10:51
Penso que é uma boa altura para se testar coisas novas.
Se correr mal podem sempre culpar o covid. xD
Não me chateies
31 Maio, 2020 at 10:54
Eu gosto da qualificação faz parte da tradição da F1, não brinquem com que resultou durante 70 anos. Querem matar a F1 e não sabem como. Querem tornar a F1 num jogo da codemaster, Arcade, tudo menos simulador. Desistir da qualificação, da pole position, para fazer corridas de 10 voltas que ou vão deixar muitos de fora da corrida principal ou não se vai passar nada, uma autêntica palhaçada. A F1 sempre foi dos mais fortes e não artificial. Só falta voltarmos às propostas idiotas do Max Mosley para tornar a F1 totalmente aleatória.
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2 Junho, 2020 at 10:38
Exato Mário. não percebem qual a diferença entre um desporto e um jogo .
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31 Maio, 2020 at 12:36
Mercedes não aceita a ideia
https://www.motorsport.com/f1/news/mercedes-opposes-reverse-grid-plan/4799520/
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2 Junho, 2020 at 10:38
Era uma ideia?
Nrpm
31 Maio, 2020 at 12:38
Parece o momento certo para criar variações na F1, dada a inédita situação. Um GP é tipico (satisfaz os fixistas) o outro é atipico (agrada aos evolucionistas). Se é preciso repetir corridas em fins de semana consecutivos na mesma pista, que haja algo que faça diferença, mude o espectáculo, aporte incerteza, se não podem sair fotocópias imprestáveis e piuco atractivas, un re-run.
Se resulta em outras disciplinas do automibilismo, por não na F1.
Falar do histórico não tem utilidade, sobretudo porque não existem as mesmas condições ou equiparabilidade, por isso não é relevante, nem afecta o passado. É como achar que só havia F1 antes da aerodinâmica e da electrónica,e que agora já não há porque se alrerou tudo nos carros. Os pilotos têm que saber pilotar na mesma exímiamente. Quanto ás decisões por maioria absoluta, é das regras mais anti-democráticas e retrogradas que existem nos sistemas normativos.Só protege visões atávicas e menores. Sem qualquer justificação ou utilidade em contextos modernos, onde a adaptabilidade e a dinâmina constante são essenciais.
Espero que a intenção se implemente mesmo.
Não me chateies
31 Maio, 2020 at 16:26
Resulta noutras? Quais? Não existem grelhas invertidas em lado nenhum. Na F2 é apenas o top 10 e existem 2 corridas e pole position. Essa corrida de grelha invertida não dá pontos, vão correr riscos para nada ganhar. Qualquer asa partida e estás a partir das boxes por violar as regras do parc fermé. Qualquer pancada mais grave e estás fora da corrida principal, porque não vão ter tempo de reparar. Fizeram uma corrida dessas na W series, mas foi extra campeonato, mas foi a última corrida não foi qualificação. Queres agora que seja atribuída pole position a alguém que faça de propósito para ser último no campeonato, só assim a Renault e outras equipas podem obter uma pole position e tentar um pódio na corrida principal, faz-me lembrar uma certa corrida em Singapura que o Piquet Jr…. É uma medida para agarrar adeptos de plástico, que quando se enjoarem deixam a F1 vazia sem adeptos de plástico nem dos tais que tu chamas fixistas que seguem a F1 desde crianças, como desporto favorito acima do futebol.
Nrpm
1 Junho, 2020 at 2:36
Mario olhe s.f.f. para a capa semanal do AS, no topo esquerdo tem uma tarja que singelamente diz : ’42 Anos’.
É exactamente o número de anos à que compro este jornal. Em todo esse periodo de tempo, não houve uma capa ou uma noticia com a dimensão, o impacto e a gravidade das que tem estado em destaque nos ultimos 3 meses. O que se passa é totalmente sem precedente. Todo este acontecimento trans-nacional, justifica as restrições, os planos e formas, e este calendario imprevisto e jamais visto,e que este factor extraordinário implicou. Não me lembro de haver jornadas de F1 em fins-de-semana consecutivos, a terem lugar no mesmo circuito. Por isso, a variante que abordaram tem cabimento no sentido de tornar o excepcional, sobretudo se for repetitivo e monótono (sem publico) e de parcos ingredientes. A F1 sempre teve publico eventual, fugaz, modistas… os sérios mantêm o interesse e o conhecimento sempre em alta. O evolucionismo nesta questão também pode significar transitoriedade.
Quanto á vertente desportiva vejo grandes desafios para os pilotos; no campo mecânico devem ajustar detalhes e tempo para tudo ser certo e haver disponibilidade de todos os carros e de tudos os pilotos.
Se a Williams ou a Alfa Tauri sairem á frente ganham o G.P.?
Se o Hamilton sair de trás acaba em ultimo?
De certo não, mas suscitar-se-ão muitos ataques e muitas ultrapassagens, lutas. Haverá menos monotonia e mais animação em pista.
Gostaria de ter o piloto que aprecio bastante Lewis Hamilton,e alguns mais, a passar por esta variante da F1.
Não gostei do bloqueio da Mercedes, parece que há alguma debilidade na equipa.
Pity
1 Junho, 2020 at 13:07
Vamos supor o seguinte: Na corrida de qualificação, o Grosjean parte de 10º e o Hamilton de último. Hamilton vai galgando posições até ficar atrás do Grosjean. Ao tentar ultrapassá-lo, este, que está nos seus dias não, atira com Hamilton para fora de prova. Resultado, Hamilton tem de partir de último para a corrida verdadeira. Acha justo? Numa qualificação tradicional, também pode acontecer, mas é muito menos provável.
Nrpm
1 Junho, 2020 at 16:02
Thats motorsport. E todos os pilotos da frente correm o mesmo risco. Apliquem-se penalizações a sério, para as chicanes ambulantes ou os pilotos perniciosos. Eu gosto muito do Lewis, e espero muito bons resultados para ele.
Muito frequentemente concordo com os seus comentários, e pontos de vista,Pity, mas nem sempre. Esta temporada já é em outro mundo.
Esta F1 está parada no tempo, tem de progredir e ajustar-se. Ou parar. Não vale a pena pôr muito e muitos em causa, para ser tudo igual. O mind set deles não foi revisto.
Pity
1 Junho, 2020 at 22:44
Discussão é isso mesmo, não estarmos sempre de acordo. Eu continuo a não concordar, seria mais um artificialismo, uma roleta russa. Também não percebo porque é que a F1 há-de ser diferente doutros desportos, porque é que há-de mudar (para além da questão tecnológica, como é evidente). O atletismo mantém as mesmas regras, o futebol idem, a patinagem artística idem…
Nrpm
3 Junho, 2020 at 11:45
Os desportos que cita, são de carácter tradicionalistas, tanto que perderam grande impacto e publico. A patinagem estagnou, no atletismo são apenas muito notorias as maratonas. O futebol mudou muitissimo (corrigiu regras, implantou novas, acrescentou tecnologia) e está a caminho de maiores alterações – para sustentar o business- e já vai rápidamente admitir p.ex. 5 substituições, porque se alterou o ‘ambiente’. A próxima grande mudança será nos tour ciclistas. A F1, que sigo á decadas, sempre teve algumas ‘capelinhas’, onde eles não querem mexer. São o topo da escala tecnologica, onde há a performance mais apurada, mas onde demoram uma eternidade para tomar decisões, quando as tomam é por processos de grande tensão e permanentes ameaças, montando várias suspeições, e mantendo privilégios que dificilmente se justificam. Evoluem os ingredientes,mas o prato não fica muito mais atractivo. Precisa de maior adaptabilidade e dinâmica, na minha opinião, para ser mais moderna e impactante, sobretudi com as concorrências que tem hoje. Há 30 anos, toda a gente sabia tudo da F1, agora só uns exemplares raros como nós se dedica á matéria em profundidade. E os que há nas novas gerações, são-no normalmente por herança familiar. No plano social a F1 conseguiu ser menos sisuda e interna, mas no plano competitivo nem muito. Há algumas provas tão monotonas que um miudo de 14 anos só aguenta 5 minutos no principio, 5 minutos a meio, e 5 minutos no fim. Por isso a corrida é só de 1/4 de hora. A F1 tem de mudar sempre porque é, para mim a mais distinta, competente e exigente, o máximo, e têm de estar sempre á frente. Acho que isto se entende bem.
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2 Junho, 2020 at 10:34
e corridas para ganhar o pior é uma evolução?
Nrpm
3 Junho, 2020 at 11:17
O que é para si o pior?
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2 Junho, 2020 at 10:34
Querem transformar um desporto num jogo. Volto a usar o exemplo de pôr chumbo nos sapatos do Usein Bolt. E como explicar ao Hamilton que está a dar o máximo para nada?
Nrpm
3 Junho, 2020 at 11:14
Há muito tempo que F1 não é muito um desporto, mas sim um negócio, com um espectáculo pelo meio.
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2 Junho, 2020 at 10:44
Espectáculo e desporto espectacular são duas coisas completamente diferentes. É um espetaculo ver um Formula 1 a avançar rapido numa reta e desafiar as leis da física nas curvas, impossivel apanhar séca a ver isto!
Pity
31 Maio, 2020 at 12:46
Não! Deixem a qualificação como está, que está muito bem. Se tiverem que mudar alguma coisa, que seja o que está mal, não o que está bem.
Assim de repente, não me lembro de nada que esteja mal e possa ser mudado do pé para a mão.
First Row
31 Maio, 2020 at 13:09
A Mercedes é contra e é contra porque está na frente e nada lhe convém um modelo como o explicado em texto. A minha opinião é que sendo um modelo interessante e que até poderia ser testado numa época que já de si será atípica, é também um modelo que elimina uma essência vital da F1. A Single lap, break Record. A Pole Lap que muitas lendas criou na F1 pelas personagens de Senna, Mika Hakkinen, J. Villeneuve, J. Hunt etc. Em suma seria algo mais amigo do espectador, do show business mas algo mais fabricado para o entertaiment e menos justo para pilotos e equipas. E como a F1 é um mundo de dinheiro, de marcas e de pilotos que sacrificaram a sua infância pelo sonho de ela atingir, em geral sou contra.
McFamba
31 Maio, 2020 at 19:45
E bom haver mudanças e corrigir o que não está a resultar mas disparates é que não, por favor. Uma estupidez, um absurdo, na minha opinião! Qualquer dia querem aplicar o que se faz nos ralis, larga um e depois passado 10 segundos larga outro, é giro e anima as corridas!!! Há tanta coisa para brincarem, por favor não brinquem com a F1.
Speedway
31 Maio, 2020 at 21:18
Deixem-se de maluqueiras e corram como sempre correram. O tempo não é para “invenções”.
Roger M
1 Junho, 2020 at 16:33
Apesar de ser contra a corridas com grelha invertida. Vendo o panorama em que uma equipa ou duas dominam completamente as corridas…era a forma de trazer mais competição e entretenimento às corridas. Caso verificassem que os resultados seriam os mesmos…voltavam ao sistema antigo.
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2 Junho, 2020 at 10:37
Do “Citius altius e fortius” ao “Circus, estupidus e fraquinhus”. Proponho que os pilotos façam corridas de tutu de bailarina e que tenham de fazer uma volta em marcha atrás.. em nome da evolução!