O piloto da Penske na IndyCar Will Power é da opinião que a falta de lugar como piloto principal para Oscar Piastri na Fórmula 1 – será piloto de reserva da Alpine em 2022 – indica que algo está errado na estrutura da competição e na ascensão de jovens pilotos à categoria rainha do automobilismo.
“Oscar Piastri mereceu certamente estar na Fórmula 1 este ano, tendo ganho títulos consecutivos na Fórmula 3, depois na Fórmula 2 no primeiro ano, como estreante”, disse o piloto australiano em conferência de imprensa da IndyCar em St. Petersburg. “Não estar na Fórmula 1… para mim o sistema não funciona. Porquê? Porque gastam todo o dinheiro para correr na F2 e ganhar o campeonato no primeiro ano – e o orçamento para isso tem de ser de 2 milhões de euros ou algo do género – e não conseguir um lugar na Fórmula 1? Acho que ele merece estar na Fórmula 1. Ele deveria estar na Fórmula 1. Posso compreender porque é que ele não gostaria de vir para a IndyCar, porque trabalhou toda a sua carreira para a Fórmula 1. Devo dizer que fiquei um pouco desapontado por não ter conseguido um lugar”.
O compatriota de Piastri, que chegou a testar pela equipa Minardi, foi mais longe nas críticas. “Vamos ver o que acontece. É uma farsa total se não acabar na Fórmula 1 no próximo ano, porque senão provavelmente, nunca acabará na Fórmula 1, o que é uma vergonha”.










Para abosrver um o dois jovens pilotos por ano teria de haver mais carros. 26 ou quiçá 30 carros. Agora hoje em dia, mesmo a estrutura necessária para ter una equipa no fundo da tabela é demasiado elevado.
O vencedor da F2 devia ter sempre lugar garantido na F1, em ultima hipotese saía o pior classificado do ano anterior para dar o lugar. Se é desporto e se quiseram formar estas divisões F3, F2, F1, devia ser assim
Por acaso concordo, este piloto, na minha opinião, é o melhor Australiano desde o Alan Jones e é realmente um crime não ter lugar. Se temos lá Zhou, Latifi, Mazepin, Albon, Stroll e até o Schumacher, então o Piastri merecia lá estar, no lugar de qualquer um destes.
Sem dúvida. Para mim criava-se um sistema em que os patrocínios em vez de irem para um piloto específico (e com isso poderem pagar lugares), iria para um “bolo” que seria distribuído pelos três melhores pilotos da F2 (por exemplo) como prémio. Assim subiriam à F1 os melhores pilotos da F2 e os patrocínios estariam a pagar talento e não favores a pilotos com pais ricos e influentes. Isto também faria com que os jovens pilotos teriam de suar para chegar a esses lugares que dariam acesso à F1, em vez de andarem lá a passear sabendo que têm dinheiro… Ler mais »
Porque não usar um sistema parecido com o MotoGP?? Equipas satélites e privadas!! No MotoGP por exemplo tens a Ducati oficial e depois tens a equipa satélite neste caso é a Pramac, depois tens as equipas privadas. E no MotoGP todos os anos alguém sobe! E tens sempre novos talentos a aparecer! Assim da gosto assistir a moto 3 e moto 2. O mesmo n acontece com a f3 ou f2!
Mais equipas, mais carros por equipa…essa é a única solução. Parece claro que o Piastri está destinado a entrar na F1, e para breve, mas é evidente que a Alpine tem boas soluções no presente. É realmente uma pena que a Alpine/Renault não tenha uma espécie de equipa satélite como outras têm para colocar o Piastri a ganhar experiência, assim como a Ferrari fez com o Leclerc ou a RB com o Max, é uma pena, mas as circunstâncias são o que são. Se o Webber decidisse reformar-se um ano mais cedo, o António Félix da Costa muito provavelmente tinha… Ler mais »
Já não é de agora. Os Mazepins, Latifis e afins com os pacotes de dinheiro que deixam na F1, sempre retiraram lugar a muitos pilotos melhores do que eles. E quem sofre com isso é a própria Fórmula 1. Não creio que actualmente a grelha seja constituída pelos melhores pilotos. Na IndyCar e na Fórmula E estão se calhar muito melhores pilotos do que a generalidade da grelha de Fórmula 1. É inquestionável que uma mão cheio de pilotos não devia ter lugar na F1. Mas o dinheiro e questões políticas falam mais alto. O Félix da Costa versus Kvyat… Ler mais »
Toda a gente vem com a história dos «pagantes», mas o problema não é só esse. Hoje os pilotos iniciam as suas carreiras muito jovens e, se forem bons, têm lugar na F1 até perto dos 40. Veja-se o Alonso, cuja carreira já vai em 20 anos, ou o Vettel, que começou aos 19 e aos 35 ainda lá está. Ou ainda o Hamilton. São carreiras excepcionalmente longas. Evidentemente, isto retira lugares aos jovens. É um problema semelhante ao do desemprego juvenil, se me permitem a analogia. Isto, conjuntamente com a escassez de equipas – um problema criado pela ganância… Ler mais »