Ainda hoje de manhã demos conta da possibilidade de Michael Masi ser substituído, juntamente com outras medidas que permitirão a tomada de decisão do diretor de corrida da Fórmula 1 com menos pressão das equipas. Agora, pela primeira vez, um dirigente da FIA admite que Masi pode ser substituído.
“Ele fez um excelente trabalho”, disse Bayer ao jornalista Gerhard Kuntschik. “Dissemos-lhe isso, mas também que há a possibilidade de haver um novo diretor de corrida. Só posso fazer sugestões ao Conselho Mundial, e eles irão definitivamente incluí-lo”.
Bayer afirmou que explicou a Masi que a federação o iria apoiar, mas que seria preciso averiguar em detalhe as suas decisões. “Assegurei a Michael o apoio da federação nas nossas discussões e avisei-o – queremos continuar a trabalhar com ele, mas também precisa de compreender de que temos de lidar com a questão”.
Bayer ainda abordou as questões específicas de Abu Dhabi com o jornalista, que continuam a ser investigadas pela FIA. “Precisamos de recuperar o nosso atraso na organização. Masi tinha várias opções naqueles segundos em que tinha de decidir, todas de acordo com os regulamentos. Ele poderia ter terminado a corrida sob o Safety Car ou abortado, mas o acidente de Nicholas Latifi não o teria justificado. Ou poderia ter feito o que fez”.
O inquérito da FIA sobre os acontecimentos em Abu Dhabi ainda decorre, por isso as palavras de Peter Bayer, que em dezembro passou a dirigir o departamento de monolugares da federação, podem ser recebidas com alguma surpresa. Normalmente, esperaria a conclusão do inquérito para falar sobre o tema.
A FIA entretanto agendou uma reunião extraordinária do Conselho Mundial, mas segundo as explicações dadas, não cobrirá nenhuma matéria sobre a Fórmula 1.
Até ao início da época, FIA, equipas e os detentores dos direitos da Fórmula 1, terão de reunir e encontrar uma solução sobre a questão das corridas sprint e o valor acrescido ao limite orçamental, para além desta questão do inquérito sobre Abu Dhabi.











Deram Red Bull ao gajo… srsrsrsrsrsr
Vai haver no próximo dia 3, uma reunião de emergência do Conselho mundial, para tratar dos assuntos da F1.
A bem da verdade e da dignidade, tem que sair.
Curioso que as pessoas só agora se tenham dado conta de que o Michael Masi não está à altura do cargo que exerce. Se eu fosse contar os comentários em que escrevi «que saudades de Charlie Whiting», seriam mais de uma mão-cheia – e isto desde 2019! O Masi é vítima de ter sucedido a alguém como Charlie Whiting, em torno de quem a FIA moldou o cargo de director de corrida. Como em todos os cargos que dependem demasiado de uma só pessoa, a ausência de quem exerce a função em questão cria um vazio que dificilmente pode ser… Ler mais »
Só para acrescentar que Masi, segundo li, era o terceiro na “linha de sucessão”, só que os dois primeiros saíram da FIA, para ocuparem cargos em equipas e a morte prematura do Charlie Whiting deixou a FIA numa situação complicada, que não foi capaz de resolver..
Quem quer que seja no cargo se cometer o erro de estar contactável durante as corridas as pressões vão levar a decisões tardias como desdobrar todos os carros em Abu Dhabi, mais uma imensidão de coisas mal resolvidas que podem acontecer.
Von voyage, and enjoy that long gardening leave!
O forista Asfalto toca na que é provavelmente a questão mais importante, a pressão a que foi sujeito esse Masi da parte nem sequer do Director desportivo da MB mas do seu Boss, e sendo logo a seguir acompanhado pelo da RBR. O que obviamente condiciona a decisão livre do árbitro. O mal não está no Masi, mas em quem de forma vergonhosa usa contra ele a coação física e moral, e sabendo perfeitamente que ficará impune. Outra questão é ser aconselhável porem alguém a ajudá-lo, eventualmente até algum com formação jurídica que compreenda o que é interpretar uma norma.
É preciso sangue novo para não se darem títulos anti regulamento. Nada que já não tivesse à espera. O do próximo ano também vai ser substituído. A fórmula 1 pode estar a transformar-se numa espécie de cemitério de diretores de corrida, dado que o desporto não é o mais importante, muito menos a verdade desportiva.
Com Masi ou sem Masi, o que eu espero é que se ponha o desporto e o regulamento desportivo ao mais alto nível.
Na recente reorganização da FIA, Masi já saiu da função de responsável pelos monolugares, sendo para já assegurada por Peter Bayer. Acho que, com mais ou menos pressão, devia ser o próprio Masi a sair do cargo de diretor de corrida.
Se ouvirmos Raikkonen com atenção, resume em poucas palavras o que se passa na F1. Muito dinheiro muita política. Pressões infindáveis.