A Haas rescindiu oficialmente contrato com Nikita Mazepin e com a Uralkali, o até agora patrocinador principal da equipa de Fórmula 1. A equipa não anunciou ainda o substituto de Mazepin, mas deverá ocorrer logo no início da próxima semana, já que no dia 10 de março iniciam-se mais 3 dias de testes de pré-temporada. Pietro Fittipaldi é o piloto mais bem colocado para assumir o lugar, pois conhece bem a equipa, tem mais de 7000 km de testes feitos, é o piloto com mais tempo de simulador no novo VF-22 e seria a opção que garantiria mais estabilidade à equipa no imediato.
Recordamos que após o ataque militar russo à Ucrânia, ainda em Barcelona, a Haas retirou o logótipo do seu patrocinador russo Uralkali do carro e de todo o material da equipa. A empresa russa é propriedade do pai do piloto, Dmitry Mazepin, que tem ligações próximas a Vladimir Putin. Pode ler-se no breve comunicado emitido hoje de manhã, que a “equipa está chocada e entristecida com a invasão da Ucrânia e deseja um fim rápido e pacífico do conflito”.
O melhor resultado do piloto russo na Fórmula 1 foi o 14º lugar no GP do Azerbaijão.
TEAM STATEMENT #HaasF1 pic.twitter.com/5aEXLzYtmV
— Haas F1 Team (@HaasF1Team) March 5, 2022











Uma boa notícia. Peca por vir tão tarde.
Substituam-no pelo Piastri.
Xenofobia.
Quantos desportistas perderam o emprego após invasões americanas?
Não, não é xenofobia. Não fazia sentido continuar a empregar o Mazepin depois de a Haas ter rompido com a Uralkali.
Mas não deixa de ter razão: é um festival de hipocrisia que anda por aqui. Pessoas que aplaudiram de pé a invasão do Iraque choram agora lágrimas de crocodilo pela Ucrânia. Talvez por os os iraquianos serem árabes e muçulmanos e os ucranianos terem pele clara e serem maioritariamente cristãos?
excelente e lúcido cometário,…
Falou o hipócrita mor…que também é “especialista” em avaliar a posição dos restantes foristas perante a guerra, seja ela no Iraque ou na Ucrânia, com teorias “altamente” elaboradas (cor da pele e religião) e que, com uma superior sapiência, sabe ainda identificar como de “crocodilo” as lágrimas choradas pela Ucrânia…um verdadeiro génio…
Nada disso, só lá estava porque pagava…”deixou de pagar”, deixou de guiar, é simples!
Mazepin não tem culpa de ser russo, nem de ser filho daquele pai, mas o facto é que é. Se não tivesse ligações ao presidente russo, e cumprisse os termos impostos pela FIA, talvez pudesse continuar, nem que fosse como piloto de simulador, assim… bye bye.
Ya, já foi tarde, mas foi. Parabéns HAAS.
Este é mais um caso de normalização de comportamento tipicamente ocidental. Banimos este jovem, o pai e a empresa do pai da F1, porquê? Porque há uma guerra na Ucrânia que expõe as relações dos ditos cujo e os líderes responsáveis. Se o assunto não fosse sério (guerra e morte de inocentes) dava vontade de rir. Andamos à décadas (F1 é um bom exemplo) a normalizar, comportamentos, personagens, líderes de organizações e Países, bem como a respetiva utilização de dinheiro que no mínimo tem proveniência duvidosa e cada vez mais opaca. Na maioria dos casos resulta da prepotência dos intervenientes… Ler mais »
A Ucrânia não invadiu o Kuwait nem deitou abaixo as torres gémeas. Essa a diferença para quem anda distraído. Google a palavra “Holodomor” e vejam como os russos mataram milhões de Ucranianos á fome. Porquê que os desportistas russos não condenam a invasão? Quem cala consente. Tadinho deles, uns santinhos! Fazer ainda mais, é pouco.
Considero este despedimento uma acção contraproducente. Uma coisa é a Uralkali, outra é o piloto Mazepin. Permite-lhe fazer o discurso de vítima, que já fez. Faz quase ter pena dele por ser russo, que é o contrário do que se quer com as sanções. Mais vali a Haas admitir directamente que ele só estava lá pelo dinheiro, acabando as relações comerciais, não havia mais lugar. Assim punha-se a história direita e não havia possível lugar a pena. Quanto a substituto, acho que o melhor para a Haas era um piloto com alguma experiência. Tentaria ir buscar o Giovinazzi, o Magussen… Ler mais »
É raro, mas hoje discordo de si. A Uralkali e o Mazepin não são coisas diferentes, já que o Mazepin é filho do dono da empresa e, até agora, não mostrou distanciamento perante as amizades do pai. Também discordo no tocante ao substituto. Neste momento, o candidato mais preparado é o Pietro Fitipaldi, pelas horas que já passou no simulador no carro deste ano e, parece, será ele a estar nos testes do Bahrein. Giovinazzi tem uma razoável experiência de F1, mas não deste novo regulamento, o que também não seria bom para a Haas, nem para ele, cair de… Ler mais »
Opá que chatice despedirem o mocinho. Era tão boa pessoa, e um excelente piloto. Todos nós o adorávamos. Ficamos cheiinhos de pena de ele se ir embora… 😭😭 ó prás nossa lágrimas de 🐊.
Uma boa notícia que só peca por ser 12 meses tardia…
Tinha que vir aqui um atrasado mental, ou um fã do russo (vai dar ao mesmo) dar-me um negativo…
Eu entendo o desconforto que este despedimento causa a muitas pessoas aqui no fórum. Sim, o rapaz não tem culpa de ter nascido no seio onde nasceu. Não tem culpa da amizade do pai. Não tem culpa do crime de guerra que o Putin decidiu fazer. Entendo tudo isto, mas para aqueles que acham injusto este despedimento, pergunto eu que culpa tiveram os milhares de desportistas e staff desportivo tiveram de fugir da Ucrânia nestas 2 semanas? Houve portugueses que tiveram de fugir pelas vidas. Estas sanções, por mais “complicadas” vos possam parecer, são essenciais para mostrar ao mundo, que… Ler mais »