Fórmula 1: Haas termina contrato com Nikita Mazepin

Por a 5 Março 2022 09:17

A Haas rescindiu oficialmente contrato com Nikita Mazepin e com a Uralkali, o até agora patrocinador principal da equipa de Fórmula 1. A equipa não anunciou ainda o substituto de Mazepin, mas deverá ocorrer logo no início da próxima semana, já que no dia 10 de março iniciam-se mais 3 dias de testes de pré-temporada. Pietro Fittipaldi é o piloto mais bem colocado para assumir o lugar, pois conhece bem a equipa, tem mais de 7000 km de testes feitos, é o piloto com mais tempo de simulador no novo VF-22 e seria a opção que garantiria mais estabilidade à equipa no imediato.

Recordamos que após o ataque militar russo à Ucrânia, ainda em Barcelona, a Haas retirou o logótipo do seu patrocinador russo Uralkali do carro e de todo o material da equipa. A empresa russa é propriedade do pai do piloto, Dmitry Mazepin, que tem ligações próximas a Vladimir Putin. Pode ler-se no breve comunicado emitido hoje de manhã, que a “equipa está chocada e entristecida com a invasão da Ucrânia e deseja um fim rápido e pacífico do conflito”.

O melhor resultado do piloto russo na Fórmula 1 foi o 14º lugar no GP do Azerbaijão.

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19 comentários

  1. João Pires Antunes

    5 Março, 2022 at 10:11

    Uma boa notícia. Peca por vir tão tarde.
    Substituam-no pelo Piastri.

  2. Sr. Dr. HHister

    5 Março, 2022 at 10:20

    Xenofobia.
    Quantos desportistas perderam o emprego após invasões americanas?

    • 831AB0

      5 Março, 2022 at 10:35

      Não, não é xenofobia. Não fazia sentido continuar a empregar o Mazepin depois de a Haas ter rompido com a Uralkali.
      Mas não deixa de ter razão: é um festival de hipocrisia que anda por aqui. Pessoas que aplaudiram de pé a invasão do Iraque choram agora lágrimas de crocodilo pela Ucrânia. Talvez por os os iraquianos serem árabes e muçulmanos e os ucranianos terem pele clara e serem maioritariamente cristãos?

      • Manuel Araujo

        5 Março, 2022 at 16:15

        excelente e lúcido cometário,…

      • ...

        5 Março, 2022 at 16:33

        Falou o hipócrita mor…que também é “especialista” em avaliar a posição dos restantes foristas perante a guerra, seja ela no Iraque ou na Ucrânia, com teorias “altamente” elaboradas (cor da pele e religião) e que, com uma superior sapiência, sabe ainda identificar como de “crocodilo” as lágrimas choradas pela Ucrânia…um verdadeiro génio…

    • ...

      5 Março, 2022 at 16:14

      Nada disso, só lá estava porque pagava…”deixou de pagar”, deixou de guiar, é simples!

  3. Pity

    5 Março, 2022 at 11:08

    Mazepin não tem culpa de ser russo, nem de ser filho daquele pai, mas o facto é que é. Se não tivesse ligações ao presidente russo, e cumprisse os termos impostos pela FIA, talvez pudesse continuar, nem que fosse como piloto de simulador, assim… bye bye.

  4. Mpabe Lyan

    5 Março, 2022 at 11:56

    Ya, já foi tarde, mas foi. Parabéns HAAS.

  5. CC

    5 Março, 2022 at 12:03

    Este é mais um caso de normalização de comportamento tipicamente ocidental.
    Banimos este jovem, o pai e a empresa do pai da F1, porquê? Porque há uma guerra na Ucrânia que expõe as relações dos ditos cujo e os líderes responsáveis. Se o assunto não fosse sério (guerra e morte de inocentes) dava vontade de rir.
    Andamos à décadas (F1 é um bom exemplo) a normalizar, comportamentos, personagens, líderes de organizações e Países, bem como a respetiva utilização de dinheiro que no mínimo tem proveniência duvidosa e cada vez mais opaca. Na maioria dos casos resulta da prepotência dos intervenientes e exploração das respetivas sociedades, a que se associa a completa desvalorização do mérito, que no caso da F1 não faltam exemplos e continuamos assobiar para o lado e aceitar casos como o exemplo da notícia, para ficarmos de bem com a nossa consciência. Não vamos longe e cada vez será pior.
    Citando um conhecido ator, “vivemos uma época de valorização do embrulho em detrimento do seu conteúdo…”

  6. McFamba

    5 Março, 2022 at 12:51

    A Ucrânia não invadiu o Kuwait nem deitou abaixo as torres gémeas. Essa a diferença para quem anda distraído. Google a palavra “Holodomor” e vejam como os russos mataram milhões de Ucranianos á fome. Porquê que os desportistas russos não condenam a invasão? Quem cala consente. Tadinho deles, uns santinhos! Fazer ainda mais, é pouco.

  7. Cágado1

    5 Março, 2022 at 13:30

    Considero este despedimento uma acção contraproducente. Uma coisa é a Uralkali, outra é o piloto Mazepin. Permite-lhe fazer o discurso de vítima, que já fez. Faz quase ter pena dele por ser russo, que é o contrário do que se quer com as sanções. Mais vali a Haas admitir directamente que ele só estava lá pelo dinheiro, acabando as relações comerciais, não havia mais lugar. Assim punha-se a história direita e não havia possível lugar a pena.

    Quanto a substituto, acho que o melhor para a Haas era um piloto com alguma experiência. Tentaria ir buscar o Giovinazzi, o Magussen (de quem nem sequer gosto) ou o eterno Hulk. Pilotos que conheceram a casa, ou pelo menos a Ferrari. Acho que era importante tanto para eles como para o Schumacher evoluírem. Se não conseguirem ter o assunto arrumado esta semana, dêm o tempo de condução todo ao Schumacher – que mesmo todo pode ser pouco para se adaptar a estas novas máquinas.

    • Pity

      5 Março, 2022 at 15:03

      É raro, mas hoje discordo de si. A Uralkali e o Mazepin não são coisas diferentes, já que o Mazepin é filho do dono da empresa e, até agora, não mostrou distanciamento perante as amizades do pai.
      Também discordo no tocante ao substituto. Neste momento, o candidato mais preparado é o Pietro Fitipaldi, pelas horas que já passou no simulador no carro deste ano e, parece, será ele a estar nos testes do Bahrein. Giovinazzi tem uma razoável experiência de F1, mas não deste novo regulamento, o que também não seria bom para a Haas, nem para ele, cair de paraquedas na equipa. Quanto ao Hulkenberg, tem o mesmo problema do Giovinazzi. Contudo, duvido que o Pietro faça a época inteira, já que os patrocínios não são substanciais, mas poderá fazer as primeiras corridas, enquanto a Haas arranja alguém mais credenciado (em dinheiro ou pilotagem).

  8. F1_4ever

    5 Março, 2022 at 16:02

    Opá que chatice despedirem o mocinho. Era tão boa pessoa, e um excelente piloto. Todos nós o adorávamos. Ficamos cheiinhos de pena de ele se ir embora… 😭😭 ó prás nossa lágrimas de 🐊.

  9. ...

    5 Março, 2022 at 16:10

    Uma boa notícia que só peca por ser 12 meses tardia…

    • ...

      5 Março, 2022 at 20:40

      Tinha que vir aqui um atrasado mental, ou um fã do russo (vai dar ao mesmo) dar-me um negativo…

  10. Lisboa

    5 Março, 2022 at 16:23

    Eu entendo o desconforto que este despedimento causa a muitas pessoas aqui no fórum.

    Sim, o rapaz não tem culpa de ter nascido no seio onde nasceu.

    Não tem culpa da amizade do pai.

    Não tem culpa do crime de guerra que o Putin decidiu fazer.

    Entendo tudo isto, mas para aqueles que acham injusto este despedimento, pergunto eu que culpa tiveram os milhares de desportistas e staff desportivo tiveram de fugir da Ucrânia nestas 2 semanas? Houve portugueses que tiveram de fugir pelas vidas.

    Estas sanções, por mais “complicadas” vos possam parecer, são essenciais para mostrar ao mundo, que dá para castigar estas invasões e colonizações, até porque a China também se está a preparar para invadir Taiwan, país soberano que o governo comunista chinês se recusa a reconhecer, fazendo inclusive pressão, lobby e ameaças para quem mencionar ou reconhecer a existência de Taiwan.

    Acho que estas sanções vão mostrar à China as consequências de quando a Europa e os USA fecham as portas.

    De volta ao Nikita “MaisUmSpin”, tendo em conta a ENORME fortuna do pai, não me parece que ela vá sofrer muito com este despedimento. Tenho mais pena dos milhares que já morreram durante esta invasão.

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