O teto salarial de pilotos e figuras-chave das equipas será um tema cada vez mais recorrente, como demos conta ontem. A Ferrari já discute essa possibilidade internamente, confirmou Mattia Binotto. Com contratos de longa duração com os seus pilotos, a equipa está a analisar as implicações legais do processo e não haverá uma solução a curto prazo, mas as discussões com outras equipas já começaram.
“Estamos a discutr”, admitiu Mattia Binotto. “Não há uma solução simples, especialmente para um limite de salários dos pilotos. Estamos a tentar compreender qual pode ser a solução. Não será a curto prazo, a razão para tal é que já temos contratos em vigor, e não podemos simplesmente violá-los. Há implicações legais, tentamos compreender como o fazer, por isso é uma discussão. É uma discussão importante, compreendemos isso e reconhecemos que levará tempo, mas certamente que vamos passar por esse processo”.
Binotto revelou que as equipas “compreendem a importância” de limitar as despesas e não apenas as relacionadas com os monolugares, nem apenas os três melhores salários pagos ao pessoal da equipa, que estão excluídos das contas do teto orçamental. “Este é um ponto que começámos a discutir há um mês, juntamente com todas as equipas, a F1 e a FIA”, explicou Binotto, citado pelo RacingNews365.com. “Compreendemos a importância de tentar de alguma forma limitar as despesas. Obviamente, não há apenas os três melhores salários – funcionários chave da equipa, não há apenas os pilotos – há também o motor e a unidade motriz, para os quais haverá um limite orçamental no futuro”, concluiu o responsável da Ferrari.










