Fórmula 1 e FIA utilizaram a tecnologia mais avançada para criar regulamento técnico

Por a 7 Fevereiro 2022 12:00

Em 2009, as mudanças regulamentares na Fórmula 1 tinham algumas lacunas que foram aproveitadas pelas equipas, conseguindo vantagem sobre as outras. Talvez por causa de Ross Brawn ter sido um dos que mais as aproveitou em 2009, e agora ser ter estado na criação do regulamento técnico de 2022, este é muito mais apertado. Serão poucas áreas onde as equipas poderão encontrar alguma vantagem sobre os adversários. 

Para criar o novo regulamento técnico, o grupo de trabalho da FIA e F1 recorreu à tecnologia mais avançada e muito melhor do que qualquer outra que as equipas possam utilizar. Em vez de estar dependente das equipas, e um passo atrás, a F1 estava na vanguarda e conseguiu fazer o trabalho de forma independente. 

Isso deveu-se à parceria com a AWS. A F1 utilizou a tecnologia em nuvem do parceiro para executar simulações de CFD que reduziram o tempo médio de execução suficiente para dar à F1 e à FIA uma enorme vantagem no enquadramento das regras.

Como disse Pat Symonds, diretor técnico da F1, por altura da apresentação do protótipo do monolugar de 2022, em Silverstone: “A aerodinâmica nas equipas é desenvolvida por três vias, usando CFD, usando o túnel de vento e o carro em si. Como não tínhamos o último, focamo-nos muito no trabalho de CFD e complementamos com trabalho no túnel de vento. O CFD usado é muito mais sofisticado do que as equipas usam e fomos capazes de o fazer graças aos nossos parceiros da AWS, que nos permitiram poupar 70% do tempo que seria necessário em relação ao que estávamos a fazer inicialmente. O nosso projeto CFD usa mais de 1150  núcleos de computadores e usamos mais de 550 milhões de pontos de onde adquirimos dados em cada modelo que usamos. Fizemos 7500 simulações desde que começamos é o equivalente a 16 milhões horas de processamento”.

O que foi muito importante foi poder simular dois carros juntos, pois só assim a FIA e a F1 conseguiram analisar o impacto da perturbação do ar para chegarem à conclusão do que era necessário para permitir um carro perseguir outro. 

O nível de tecnologia utilizado para criar o regulamento de 2022, gera confiança à FIA e F1 que será muito difícil alguma equipa conseguir encontrar alguma lacuna e tirar vantagem por causa disso.

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1 comentários

  1. strakarevo

    7 Fevereiro, 2022 at 12:28

    E assim se perde a essência do desporto e como ele foi visto desde o seu inicio. Mais valia arranjarem um fornecedor the chassis e um de motor e ficamos com uma qualquer formula Americana.

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