Fórmula 1: Christian Horner quer discutir limite orçamental
O regulamento financeiro em vigor na Fórmula 1 impõe um limite no orçamento das equipas de 140 milhões de dólares este ano e uma redução de cinco milhões para a próxima época, depois de ter sido discutido e aceite por todas as equipas. No entanto, desde o início de 2022 que se percebe que as maiores equipas querem um aumento do valor limite. Tentou-se fazer isso através das corridas sprint e discutiu-se um aumento no valor a ser pago pela Fórmula 1 às equipas por competirem nessas provas, mas que não resultou e não foi aprovado na Comissão de F1 da FIA.
Christian Horner, assim como já fez Toto Wolff num passado recente, quer voltar a debater o tema do limite orçamental, com a justificação que as condições alteraram-se desde a sua implementação.
“O que é preciso recordar é que quando o limite orçamental foi fixado a meio da pandemia, em meados de 2020, ninguém poderia ter previsto as circunstâncias que temos no mundo de hoje”, disse Horner no Bahrein, citado pelo ESPN. “O que vemos acontecer no mundo só vai levar os preços num sentido. A inflação parece poder atingir valores recordes. Já estamos a ver esse impacto em coisas como o transporte aéreo para este evento. Penso que é um problema muito sério que temos de analisar e abordar, porque isto tem um impacto direto no emprego e na subsistência das pessoas”.
Zak Brown, CEO da McLaren, foi uma das vozes críticas sobre a tentativa das equipas maiores obterem um aumento do orçamento através das corridas sprint, mas Andreas Seidl, o chefe de equipa, reconhece agora que as condições não são as mesmas e está disponível para debater uma nova proposta.
“É sempre importante aplicar o senso comum e com estes desafios adicionais que surgiram nas últimas semanas e meses em termos de inflação. Penso que é importante ter uma discussão sobre isso. Estamos dispostos a essa discussão, abertos também a soluções ou potenciais ajustamentos”.
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Chicanalysis
12 Março, 2022 at 10:30
Ao que consta já estão a pensar reduzir o campeonato para apenas duas ou três corridas. Não vai dar para mais porque nessa altura já terão sido gastos os 140 milhões apenas na gasolina.
Pity
12 Março, 2022 at 11:59
Segundo compreendi na altura da sua implementação, o tecto orçamental diz respeito apenas à construção e desenvolvimento dos carros, pelo que as queixas do Horner, apesar de legítimas, não entram na equação.
É verdade que o aumento brutal dos combustíveis (não é só em Portugal), vai ter um grande impacto nas equipas, mas aumentar o tecto orçamental não me parece a melhor forma de resolver a questão. Talvez um apoio específico para transporte (não só aéreo) seja o mais indicado, evitando que algum chico esperto se aproveite para desenvolver o carro.
RedDevil
12 Março, 2022 at 13:05
Solução simples… a RB que passe a usar “gasoil”… é mais barato…
A ideia do limite orçamental é ter um “limite”… se andamos a mexer com o “limite”… ele deixa de ser um “limite”…
Não sei como é que o Horner quer propor algo que vai contra o “espirito dos regulamentos”…
Pity
12 Março, 2022 at 13:31
Adorei essa do “espírito dos regulamentos” mas, se perguntar ao Horner, ele vai-lhe dizer que, neste caso, está a falar da letra, não do espírito 🙂 🙂 🙂
Frenando_Afondo™
12 Março, 2022 at 19:48
Aumentar para cobrir o aumento de preços devido à inflação. Concordo. Porque com a limitação orçamental eles acabam por tirar de um lado para meter noutro e como todas as empresas acabam sempre por reduzir custos reduzindo pessoal ou cortando nos salários.
Mas em relação ao desenvolvimento dos monolugares não deve aumentar muito mais, percebo que neste caso também tenha de aumentar porque os materiais para construir os monolugares e o transporte dos mesmos vai ficar mais caro, que automaticamente aumenta a “conta” da construção do monolugar. Mas isto deve ser calculado para evitar as equipas grandes voltarem a ter montes de dinheiro para desenvolver os seus monolugares.
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13 Março, 2022 at 9:19
Para dar 50 milhões ao seu piloto não discutiu muito de certeza e não se preocupou com nada.
Mais uma tentativa de alterar as regras não a meio, mas logo no início. Sempre os mesmos a queixarem se, podem ir ao muro das lamentações em Jerusalém a ver se cola.