Fórmula 1: Alguns dos recordes mais difíceis de bater
A Fórmula 1, e o desporto em geral, são feitos de recordes e objetivos a serem batidos. Aqui ficam alguns recordes que muito dificilmente serão batidos nos próximos tempos.
Terminar mais vezes no pódio numa temporada
Michael Schumacher, 2002: 100% (17 em 17)
Michael Schumacher, e a Ferrari, dominaram a temporada de 2002. O piloto alemão conseguiu vencer 11 vezes, terminar em segundo seis vezes e no lugar mais baixo do pódio no Grande Prémio em falta. Uma demonstração de força e fiabilidade da Ferrari, comprovada pelo facto de Rubens Barrichelo ter ganho quatro dos seis Grandes Prémios que não foram para o alemão.
Schumacher apenas pode perder este recorde se algum piloto conseguir terminar uma época mais longa sempre no pódio – 2018 vai contar com 21 Grandes Prémios -, mas os 100% são impossíveis de bater. Em 2017, Lewis Hamilton conseguiu terminar sempre nos pontos, conseguirá subir o nível?
Início da temporada mais cedo
1965 e 1968: 1 de janeiro
O Grande Prémio da África do Sul de 65 e 68 foram disputados a 1 de janeiro. Algo impensável nos dias de hoje [em 2018, começa a 25 de março na Austrália]. Um recorde que nunca será batido e muito provavelmente também não será igualado.
Maior diferença entre primeiro e segundo num Grande Prémio
Grande Prémio de Portugal de 1958: 5:12.75
O Grande Prémio de Portugal de 1958 fica para a história a este nível. Disputado no Circuito da Boavista, a 24 de agosto, Stirling Moss venceu com mais de 5 minutos de vantagem (5:12.75) para Mike Hawthorn, que foi o único piloto a conseguir terminar na mesma volta de Moss.
Esta corrida fica ainda marcada por uma atitude de Moss que lhe custou literalmente o título numa altura em que ainda faltavam dois Grandes Prémios. Hawthorn tinha sido desqualificado, mas Moss apelou a favor do piloto da Ferrari que, assim, voltou a ser dono do segundo lugar da corrida e garantiu mais 6 pontos, tendo, no final do ano, sido campeão com 1 ponto de vantagem sobre Moss.
Melhor média de pódios da carreira
Dorino Serafini (100%)
O piloto italiano fez uma única participação na Fórmula 1 na carreira e terminou em segundo. O piloto participou com um Ferrari da equipa oficial, ao lado de Alberto Ascari, fazendo cada piloto apenas metade da corrida. Isto aconteceu no Grande Prémio de Itália de 1950, ou seja, na primeira temporada da F1.
Mais pilotos no arranque de um Grande Prémio
Grande Prémio da Alemanha 1953: 34
Numa altura em que corriam monolugares da Fórmula 1 e da Fórmula 2 lado a lado, o Grande Prémio da Alemanha de 1953, corrido em Nürburgring, teve 34 pilotos à partida. Hoje em dia, este recorde é impossível de ser batido, já que a FIA limita a 26 o número de pilotos que podem começar um Grande Prémio.
Pódio mais velho
Grande Prémio da Suíça 1950: 140 anos e 93 dias
Hoje em dia, os pilotos de Fórmula 1 são geralmente novos, em 2017, o mais velho foi Kimi Raikkonen, com 38 anos, mas, no início da competição, não era assim. Por exemplo, no primeiro Grande Prémio da história da Fórmula 1, na Grã Bretanha, apenas um piloto tinha menos de 30 anos. A 4 de junho de 1950, no Circuito de Bremgarten, Nino Farina venceu, seguido de Luigi Fagioli e Louis Rosier. Os três juntos somavam 140 anos e 93 dias, ou seja, uma média de 46 anos e 274 dias.
Menos pontos atribuídos num Grande Prémio
0.14: Stirling Moss, Alberto Ascari e Jean Behra
A tecnologia, em 1954, era muito diferente da de hoje em dia e, como tal, determinar a volta mais rápida era quase impossível. Mas o piloto que fizesse a volta mais rápida recebia 1 ponto na altura. No Grande Prémio da Grã Bretanha de 1954, foram sete pilotos que fizeram a volta mais rápida, uma vez que a falta de tecnologia fazia com que o valor fosse arredondado [no caso, a volta mais rápida foi 1 minuto e 50 segundos]. A decisão foi dividir o ponto por todos os pilotos, dando os tais 0.14 por piloto, sendo que Stirling Moss, Alberto Ascari e Jean Behra apenas conseguiram esta pontuação, uma vez que desistiram da corrida.
Menor vantagem na pole position
Grande Prémio da Europa: 0.000 entre os três primeiros
Três pilotos fazerem precisamente o mesmo tempo na qualificação não é impossível de bater, mas é muito improvável. Aconteceu em Jerez, que recebia o Grande Prémio da Europa naquele ano.
Jaquces Villeneuve, Michael Schumacher e Heinz-Harald Frentzen foram os responsáveis por tal faceta, ao completarem os 4.4 quilómetros do circuito em 1:21.072.
Grande Prémio com maior duração
Grande Prémio do Canadá de 2011: 4:04.39,537
O Grande Prémio do Canadá de 2011 fica para a história como a corrida mais longa da Fórmula 1, ainda que mais de duas horas tenham sido passadas com a corrida interrompida devido à chuva.
No final, Jenson Button venceu, com quase três segundos de vantagem sobre Sebastian Vettel e Mark Webber.
Por curiosidade, em 2017, o maior Grande Prémio foi o do Azerbaijão com 2 horas, 3 minutos e 55.753 segundos
Mais vezes sem se conseguir qualificar para a qualificação
Gabriele Tarquini: 24
Gabriele Tarquini esteve entre 1987 e 1995 na Fórmula 1, mas apenas conseguiu um ponto [México 1989] e, pior, por 40 vezes não se conseguiu qualificar para a corrida. Destas, em 24 nem para a qualificação o piloto italiano conseguiu qualificar-se. Outros tempos onde existiam muitos na Fórmula 1.
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so23101706
26 Dezembro, 2017 at 16:24
Que artigo inútil!
joaopereira1696
26 Dezembro, 2017 at 18:14
O dos pódios do schumacher nem acho assim tão difícil de bater, os mercedes nos últimos 4 anos pelo menos de 2014 a 2016 tiveram perfeitas condições para alcançar isso, só que para isso a fiabilidade também conta
Speedway
28 Dezembro, 2017 at 9:50
Estatísticas e recordes há muitos e depende da perspectiva que se quiser. Mas isso pouco valor tem porque existem N imponderáveis.
Por exemplo o nº de pontos obtidos já não tem nenhum valor dado que os pontos a atribuir em cada corrida tem variado imenso ao longo dos tempos.
As vitórias, o nº de títulos,de poles e de voltas mais rápidas isso sim ainda diz bastante. Principalmente o nº de vitórias dividido pelo nº de GPs que se disputou.
O resto é apenas curiosidade.