Fórmula 1: Alemanha pode ser solução para substituir Sochi

Por a 14 Março 2022 16:30

A Alemanha ficou novamente fora do calendário da Fórmula 1 em 2022. A última corrida do Grande Circo no país foi em 2020, quando Nürburgring acolheu o GP de Eifel, mas pode ser uma solução para substituir este ano a corrida na Rússia que foi recentemente cancelada.

No início do ano, Stefano Domenicali, CEO da F1, afirmou que gostaria de ver o regresso da disciplina à Alemanha, mas que não sentia que havia grande interesse por parte dos circuitos do país. O responsável do circuito de Nürburgring, Ingo Böder, respondeu e argumentou que não pode “começar a arriscar nosso resultado anual para – entre aspas – ter a Fórmula 1 aqui apenas uma vez” e que “sem investimento privado e com as taxas de inscrição da Fórmula 1″, tal projeto na Alemanha está destinado ao fracasso.

Acontece que o ex-piloto alemão, Christian Danner avançou, no programa AvD Motor & Sport Magazin do SPORT1, que o Automobilclub von Deutschland (automóvel clube da Alemanha) já iniciou negociações com a Fórmula 1. “Há muito tempo foi tomada a iniciativa de realizar este Grande Prémio na Alemanha em vez da Rússia”, explicou o piloto que passou pelas equipas West Zakspeed Racing e Osella Squadra Corse, entre outras da Fórmula 1 no final dos anos 80. 

Danner adiantou ainda que se trata obviamente, de dinheiro. Os alemães querem um preço mais baixo como aconteceu em Imola. “Em Imola houve um grande desconto e um contrato de três anos. Queremos isso na Alemanha”, concluiu Danner.

Outra hipótese que tem circulado pela imprensa internacional é Singapura, que assinou um novo contrato com a Fórmula 1 por mais 7 anos em 2021. Sabemos que a Fórmula 1 está ativamente a procurar uma solução para que se realizem 23 corridas este ano e candidatos à vaga deixada em aberto por Sochi não faltam. Uns com mais dinheiro, outros com menos.

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3 comentários

  1. Jorge

    14 Março, 2022 at 16:47

    Tendo em conta que o Nürburgring é propriedade de um oligarca russo seria no mínimo caricato ser a pista escolhida.

  2. McFamba

    15 Março, 2022 at 10:38

    Portimão só serviu para desenrascar em tempos de pandemia. Agora que as coisas estão (por enquanto) mais leves, já não interessa. Verdade seja dita, o Max Verstappen também fez birra porque não ganhou lá e afirmou que esperava não voltar a correr em Portimão! Sempre foi um mundo de interesses mas acho piada quando depois batem com a mão no peito…

  3. Furelli GP

    15 Março, 2022 at 11:50

    É óbvio que não há interesse por parte dos alemães. Parte dessa falta de interesse é, na verdade, falta de necessidade. Os alemães vivem muito a F1, isso é verdade, mas ao contrários dos portugueses, por exemplo, têm muito mais facilidade em se deslocar para ver um GP na Áustria, Bélgica ou Países Baixos enquanto nós temos como GP mais próximo Barcelona que ainda assim envolve uma logística financeira mais complexa para o nosso custo de vida.
    Além disso, a Alemanha está recheada de bons circuitos (Nürb, Hockenheim que são grau 1 FIA e outros como Lausitz, Sachsenring ou até Oschersleben, que são grau 2 mas com algumas alterações conseguem receber grau 1 tal como aconteceu em Zandvoort). No entanto, além dos valores dos contratos serem quase proibitivos, os circuitos não precisam da F1 para sobreviver. A Alemanha tem o DTM, ADAC GT Masters e ainda uma mão cheia de campeonatos nacionais que além de competitivos, movem uma quantidade interessante de público

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