A situação da Renault não é a melhor com os responsáveis da marca e do governo francês a admitirem até o fim da linha para o construtor francês. No entanto Cyril Abiteboul mantém-se confiante no futuro da equipa de F1.
O responsável pela estrutura francesa na F1 está confiante no futuro da F1 com o novo conjunto de regulamentos a ser aprovado e a permitir um corte drástico nos orçamentos o que poderá potenciar uma aproximação das equipas do meio da tabela ao topo e assim acabar com os dois campeonatos virtuais.
“É uma grande crise, por isso é difícil assumir agora qual será realmente o efeito (económico global). Mas com a melhor distribuição dos prémios, menor limite de orçamento, muito menor do que era e há muito que pressionamos por esse tipo de valores, então, francamente, poderá ser muito bom para nós, muito próximo do nível em que estamos a operar.”
“Na minha opinião, é um modelo de negócios muito melhor. Se as condições já eram boas o suficiente para vários fabricantes ingressarem no desporto no passado, elas serão ainda melhores amanhã. Conseguimos insistir em travar a corrida louca de desenvolvimento no motor, e é realmente insano o que estamos a gastar no motor, e finalmente isso vai mudar. A nossa voz foi finalmente ouvida como talvez a voz que representa o senso comum. Tudo está a apontar na direção certa, para quem já está no desporto”.
“Estamos na Fórmula 1 desde os anos 70. Fomos leais à Fórmula 1 e, claramente, à medida que esperamos, acho que é importante continuarmos fieis às nossas raízes, à nossa origem, à nossa história, não apenas por causa da lealdade, mas também porque significa algo na narrativa que podemos usar para atrair clientes de hoje e de amanhã.”
“O automobilismo tem um valor e uma contribuição únicos. É por isso que acreditamos nele, assim como acreditamos em várias atividades de marketing, não esquecendo que é um desporto e um núcleo de tecnologia. Isto são corridas, é emoção também, e Renault significa emoção. Então tudo isso significa muito, e é por isso que competimos há décadas e pretendemos fazê-lo por muito tempo.”
A aliança Renault-Nissan está comprometida com a Fórmula E e Abiteboul notou que estar na Fórmula 1 permitiu fazer a Fórmula E com um custo acessível. “Várias tecnologias da Fórmula 1 podem ser transferidas para a FE, porque a Fórmula 1 continuará a impulsionar a inovação.”
“Francamente, a tendência para a eletrificação não vai desaparecer, ela vai acelerar em particular com um compromisso assumido no setor automóvel em direção a uma maior sustentabilidade. Então, sim, claramente a Fórmula 1 precisa continuar a apontar nessa direção, mas já é assim desde 2009, com a primeira introdução do KERS e, depois, em 2014, com esta unidade híbrida. Acho que ainda precisamos fazer um trabalho melhor no marketing da F1 em relação a isso. “











