O DRS continua a ser uma ferramenta necessária para apimentar as corridas. Mas em 2022 o DRS tornou-se demasiado “picante” e a FIA está a ponderar reduzir as zonas DRS.
Quando o DRS foi introduzido em 2011, os responsáveis da FIA e da F1 pretendiam combater o reduzido número de ultrapassagens, motivado pela complexa aerodinâmica dos carros, que “atiravam” ar sujo para os perseguidores que, como resultado disso, não se conseguiam aproximar dos adversários. Com o DRS, o arrasto era diminuído temporariamente, permitindo uma aproximação facilitada.
Esta ferramenta sempre foi vista com maus olhos na F1, com muitos a dizerem que tornavam as corridas artificiais e as ultrapassagens demasiado fáceis. A regulamentação 2022 foi feita a pensar na diminuição da dependência do DRS e com os dados recolhidos nesta época, poderemos ver uma diminuição da extensão das zonas onde se pode ativar o sistema.
As ultrapassagens foram demasiado facilitadas e por isso, o diretor técnico da FIA para monolugares, Nikolas Tombazis, admitiu que as Zonas DRS poderão ser reduzidas:
“Em algumas corridas, podemos muito bem precisar de reduzir efetivamente as zonas DRS. Não queremos que a ultrapassagem seja, como dizemos, inevitável ou mesmo fácil. Ainda tem de ser uma luta. Se acontecer demasiado depressa, se virmos um carro aproximar-se e depois passar e desaparecer, é, na verdade, pior do que estar atrás e lutar. Precisamos do equilíbrio certo”.
O desejo de acabar com o DRS já é antigo, mas ainda é uma ferramenta necessária para melhorar o espetáculo. Mas com esta nova filosofia aerodinâmica, poderemos talvez chegar ao ponto em que o DRS passa a ser apenas uma recordação.












