A chegada da F1 a Miami está a ser feita com pompa e circunstância. As festas antes da ação em pista sucedem-se, a parada de estrelas que está em Miami e que de alguma forma se liga ao evento é apenas comparável ao que se vê no Mónaco. Miami está a ser uma grande festa e pretende conquistar ainda mais o público americano com uma festa… à americana.
Claro que isso leva a que se questione o futuro de outras provas. Esse é um tema cada vez mais referido e provas históricas como o Mónaco parecem ter o futuro em risco, algo impensável. E com as equipas no limite do que podem fazer ao nível de provas por ano, a ideia de provas rotativas parece ser a melhor solução e Zak Brown é da mesma opinião. O CEO da McLaren falou dos melhores GP e referiu que um sistema rotativo permitiria chegar a mais locais, sem aumento o número de provas por ano:
“As pessoas perguntam-me a toda a hora, qual é o melhor grande prémio? E eu respondo: ´Não consigo escolher apenas um. Na verdade, há alguns que o são. Penso que Miami vai elevar a fasquia para todos. Singapura é um acontecimento inacreditável. O Mónaco é um evento inacreditável. Silverstone é um evento inacreditável. Abu Dhabi é um evento inacreditável. A Austrália esgotou este ano. As pessoas reconhecem o Super Bowl como o maior evento desportivo do mundo, mas Abu Dhabi teve uma audiência maior. Talvez a final do Campeonato do Mundo ainda seja o maior evento em geral, mas é por um dia a cada quatro anos – e nós temos 23 corridas, por isso são 23 Super Bowls”.
“Penso que há exigências para irmos para lugares como a África do Sul, etc., e não podemos realmente fazer mais do que 23 GP por ano”, disse ele. “A que ponto é que se vamos dizer, isto é demasiado? Neste momento, todos sentem que isto é o máximo. Portanto, se fizermos 17 corridas, e depois tivermos cinco que rodaram todos os anos, continuamos a ter um calendário de 23 corridas e nós mantemos a nossa economia onde ela está, o que é importante. Não aumentamos a frequência, mas aumentamos os mercados. Há muitos desportos que se fazem de dois em dois anos ou de quatro em quatro anos. Não sei se gostaria de ter um grande prémio de quatro em quatro anos, mas penso que de dois em dois anos funciona”.










