O tema já esteve na ordem do dia, quando Toto Wolff foi questionado se ainda seria a pessoa certa para liderar a Mercedes, quando a equipa vai para o terceiro ano consecutivo a ‘penar’ por competitividade.
“Outras equipas podiam já ter despedido Toto Wolff”, diz Hans-Joachim Stuck. O alemão, um lendário piloto de corridas e presidente da Federação Alemã de Automobilismo (DMSB) duplo vencedor das 24 Horas de Le Mans assegura que o emprego de Toto Wolff poderia estar em risco se ele fosse chefe de uma outra equipa de topo, que seja a Red Bull ou Ferrari.
Na verdade, neste momento já se percebeu que a Mercedes volta a não ter um carro competitivo, e apesar dos seus responsáveis e pilotos falarem em desbloqueio de performance, é bem provável que isso seja mais um “empurrar com a barriga” do que verdadeira esperança que, de repente, o carro comece a andar bem mais do que até aqui.
Toto Wolff admitiu em Melbourne que as perguntas sobre o seu futuro são justas. O facto de ser coproprietário da equipa – Toto Wolff tem 33,3% da Mercedes AMG Petronas F1 – , juntamente com a Mercedes-Benz e a Ineos que têm os restantes 66,6%, leva a que se mantenha onde está.
Mas para Hans Stuck, a Mercedes devia olhar para quem pensa e desenha o carro: “simplesmente não têm tido a abordagem correta.” É bem capaz de ter razão, porque no fim da linha é Toto Wolff o culpado porque foi ele que escolheu aquelas pessoas, mas quando ao cabo de três anos, com troca de designers e engenheiros pelo meio, continua tudo na mesma…











