A Red Bull quer avançar com o congelamento de motores até ao final da regulamentação vigente, uma ideia apoiada pela Mercedes, mas que não deverá contar com o apoio da Ferrari e Renault.
A Red Bull tem apenas mais um ano com a Honda a fornecer unidades motrizes, com a marca nipónica a sair de cena no final de 2021. A ideia da Red Bull é pagar os direitos da unidade da Honda, mas para tal fazer sentido, é necessário um congelamento dos motores, pois a equipa austríaca não tem capacidade para desenvolver a sua unidade.
A Mercedes apoiou a ideia e considera que se deve fazer todos os possíveis para manter a Red Bull, mas Toto Wolff acredita que o acordo será muito dificil de acontecer:
“Acho que dois fabricantes de unidades motrizes discordam da ideia. Eles terão seus motivos para rejeitar a ideia. Acho que também estamos apreensivos com a situação em que se encontram a Honda e a Red Bull. A Renault e a Ferrari têm sido muito diretas com suas posições, então, infelizmente, não vejo um congelamento a acontecer. É verdade que a questão do congelamento é um dos pontos de uma grande reunião, então não tenho certeza se vamos discutir isso muito”, disse ele à Autosport.com no início deste mês.
“Mas acho que antes de começar a discutir o congelamento, o mais importante é começar a discutir 2026. Qual é o novo formato técnico para a nova unidade de energia no futuro? Quais os custos? Que tipo de tecnologia será usada? Portanto, vejo isso como a primeira prioridade, e o congelamento é apenas uma segunda prioridade para a discussão.”
Christian Horner já avisou que sem congelamento, a Red Bull pode sair da F1, pois fica sem opções para o fornecimento da unidade motriz. E se a Red Bull sai de cena, implica a saída de duas equipas, um golpe que a F1 quer evitar a todo o custo, mais nesta fase em que não há interessados a ingressarem na F1.










