F1, Toto Wolff: “Já não somos os favoritos, esta é a nossa nova realidade”

Por a 30 Maio 2017 16:13

Até ao ano passado a questão que se ponha era saber qual seria a vantagem da Mercedes no campeonato de construtores e qual dos dois pilotos da marca seria campeão do mundo. Mas em 2017 já não é assim e no Mónaco ficou provado isto mesmo, com Valtteri Bottas a ser quarto e Lewis Hamilton a ser apenas sétimo. Por outro lado a Ferrari conseguiu fazer a dobradinha em Monte Carlo e lidera os dois campeonatos.

No campeonato de pilotos Sebastian Vettel tem uma vantagem de 25 pontos, mas ainda só foram disputadas seis das 20 provas do calendário, pelo que a vantagem ainda não é alarmante, no entanto a inconsistência da Mercedes começa a ser. Daqui a duas semanas, no Canadá todos os olhos vão estar na Mercedes para ver a resposta que vão dar, mas a própria equipa está com algumas dúvidas sobre o monolugar, com Toto Wolff a apelidar o W08 de “diva” e de “misterioso”, uma vez que é temperamental e imprevisível.

O problema da Mercedes no Mónaco, de acordo com Bottas, foi a inconsistência entre o eixo dianteiro e traseiro, o que prejudicou os pneus, como se viu na segunda sessão de  quinta-feira. “É claro que este fim de semana não demos aos nossos pilotos o que era necessário para fazerem melhor. Temos de voltar para a fábrica e trabalhar para nos assegurarmos que este foi o nosso pior resultado da temporada”, disse James Allison, diretor técnico da equipa.

Em 2016 a Mercedes venceu 19 das 21 corridas e deixou a Ferrari a 367 pontos no campeonato de construtores, em 2015 a diferença foi de 275 mas em 2014 foi de 500 pontos, com a Scuderia a ser apenas quarta classificada. Toto Wolff já percebeu que em 2017 a Ferrari está superior. “Já não somos os favoritos, esta é a nossa nova realidade”, afirmou o diretor da equiopa Campeã do Mundo,

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8 comentários

  1. F1_4ever

    30 Maio, 2017 at 16:18

    Estavas era mal habituado, já chegava de serem sempre os mesmos a ganharem.

  2. MVM

    30 Maio, 2017 at 17:11

    A verdade é que a Mercedes fez um belíssimo trabalho. Teve a vantagem da concepção inovadora do circuito de sobrealimentação, mas entre 2014 e 2016 souberam evoluir e responder aos avanços da concorrência. É evidente que o domínio não podia durar para sempre, mas está no ADN da Mercedes vencer e dominar. Foi assim em 1954 e 1955, fase que apenas foi interrompida pela retirada após o acidente de Levegh nas 24 Horas de le Mans, e foi assim entre 2014 e 2016. Mas a Mercedes não vai atirar a toalha ao chão tão cedo. Se não conseguir recuperar a dianteira, vai pelo menos dar muita luta à Ferrari.

  3. elio

    30 Maio, 2017 at 17:27

    Conversa da treta. Não fosse a prestação miserável do Lewis na qualificação e a Mercedes, em condições normais, teria continuado a liderar os construtores após esta corrida.

    Em minha opinião, a Mercedes continua a ser o melhor carro, já não tem é aquele domínio avassalador das últimas 3 épocas. Porque 51 vitórias e 56 poles em 59 corridas é obra! Nem Ferrari nem Red Bull nos seus melhores anos, chegaram perto destes números.

    • admiradordef1

      30 Maio, 2017 at 18:13

      Olhe que não é bem assim veja os textos desse comentador e veja que ele desde a pra temporada que o melhor carro é o da Ferrari.
      Deixe-lhe aí o último texto dele: http://www.autoracing.com.br/indy-500-e-gp-de-monaco-2017-os-antagonistas/

      • elio

        30 Maio, 2017 at 23:05

        É apenas um artigo de opinião como tantos outros. Acho que os Ferrari e os Mercedes estão muito equilibrados, mas olhando para o calendário, há ainda muitas corridas de “motor”, em que a Mercedes terá alguma vantagem.

        E tal como “Barrete” Costa aqui do AS, este autor é outro dos que afirma erradamente que o Vettel está à beira de uma penalização por troca de turbo, quando isso não é verdade. A Ferrari pode substituír um dos turbos funcionais já usados pelo Seb esta época, sem que daí advenha qualquer penalização.

    • Frenando_Afondo™

      30 Maio, 2017 at 21:33

      Não vejo como isso ia acontecer, a Mercedes no Mónaco o máximo que conseguiria era 3º, mas Ricciardo esteve muito forte, assim que sendo realista ficariam 4º e 5º, perdendo na mesma a liderança do mundial que era bem magra.

      O Ferrari tem uma vantagem clara que é maneira como poupa os pneus nos circuitos de maior desgaste, como mete os pneus na sua temperatura ideal de funcionamente em menos tempo e não os degrada com tanta facilidade como acontece nos Mercedes.

  4. Frenando_Afondo™

    30 Maio, 2017 at 21:35

    Toto agora é descobrir onde é que os gajos da Ferrari fizeram batota e queixar-se à FIA. Porque é assim que funciona não é? Quem ganha é batoteiro (pelo menos por aqui quando a RB ganhava eram batoteiros, quando os Mercedes ganharam eram batoteiros, agora é a vez da Ferrari ser a batoteira) assim que, há que descobrir onde fizeram batota.

  5. Iceman07

    31 Maio, 2017 at 3:20

    Curva-te e saudá os campeões! Forza Ferrari!

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