F1: Toto Wolff defende mudanças para evitar incidentes como o de Bearman
Toto Wolff defendeu a revisão dos regulamentos da Fórmula 1 após o acidente de Oliver Bearman no Grande Prémio do Japão, alertando para os riscos associados às diferenças de velocidade entre monolugares.
O incidente ocorreu no Circuito de Suzuka, quando Bearman embateu nas barreiras, depois de evitar por pouco Franco Colapinto, que sofreu uma acentuada perda de velocidade. A diferença de velocidade entre os dois carros apanhou o piloto da Haas de surpresa, num cenário que vários pilotos já tinham antecipado como possível consequência das novas regras.
Apesar de não ter havido contacto entre os monolugares, a violência do impacto contra as proteções não pode ser minimizado. O incidente reforçou preocupações de segurança já existentes em torno do atual regulamento. Antes mesmo do acidente, estavam previstas revisões durante a pausa de cinco semanas antes do Grande Prémio de Miami, inicialmente centradas na qualificação.
Após o sucedido, a segurança deverá assumir maior relevância nas discussões, algo que Wolff considera essencial. Em declarações aos media, Wolff afirmou: “Sim, isto é algo que precisamos claramente de analisar. Não queremos que isto aconteça”, acrescentando que os regulamentos ainda estão numa fase inicial: “Os regulamentos estão ainda numa fase muito imatura. Tenho a certeza de que a FIA e nós, equipas, vamos analisar o acidente com muito cuidado para perceber como evitar estas situações.”
Wolff reconheceu ainda não existir uma solução evidente para evitar diferenças de velocidade perigosas: “Não, mas tenho a certeza de que há pessoas mais competentes do que eu na Mercedes a tentar encontrar uma forma de evitar isso.”
Se inicialmente as discussões para as alterações ao regulamento se iam focar mais na qualificação, o incidente de Bearman vai obrigar a FIA e a F1 a analisar as corridas e os potenciais perigos desta nova regulamentação. Mais importante que o descontentamento de uma parte significativa dos adeptos, é a segurança dos pilotos.
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Fabiano Bastos das Neves
1 Abril, 2026 at 19:13
Se a Mercedes e a Ferrari não abrirem mão da vantagem que adquiriram sob esse regulamento técnico de motores, podem acabar por retroceder o crescimento da F1 e ainda ser corresponsáveis pela perda da integridade física ou da vida de algum piloto.
Pity
2 Abril, 2026 at 11:37
Boa! A culpa agora é da Mercedes e da Ferrari!
José Pereira
3 Abril, 2026 at 11:28
Quando não se sabe, bom é estar calado.
Quem é que pensa que esteve na FE,pra retirar parte da tecnologia pra Mercedes?!
Quem fez pressão, pra entrar na F1, com estes regulamentos radicais?!
A Audi,que daqui a 5 anos já se cansou e vai embora.
Se fosse gosta de corridas de gestão, vá ver FE, não F1.
Com estas regras, todos são bons,tipo PlayStation.
Boas páscoa