F1: Toto Wolff defende mudanças para evitar incidentes como o de Bearman

Por a 1 Abril 2026 17:03

Toto Wolff defendeu a revisão dos regulamentos da Fórmula 1 após o acidente de Oliver Bearman no Grande Prémio do Japão, alertando para os riscos associados às diferenças de velocidade entre monolugares.

O incidente ocorreu no Circuito de Suzuka, quando Bearman embateu nas barreiras, depois de evitar por pouco Franco Colapinto, que sofreu uma acentuada perda de velocidade. A diferença de velocidade entre os dois carros apanhou o piloto da Haas de surpresa, num cenário que vários pilotos já tinham antecipado como possível consequência das novas regras.

Apesar de não ter havido contacto entre os monolugares, a violência do impacto contra as proteções não pode ser minimizado. O incidente reforçou preocupações de segurança já existentes em torno do atual regulamento. Antes mesmo do acidente, estavam previstas revisões durante a pausa de cinco semanas antes do Grande Prémio de Miami, inicialmente centradas na qualificação.

Após o sucedido, a segurança deverá assumir maior relevância nas discussões, algo que Wolff considera essencial. Em declarações aos media, Wolff afirmou: “Sim, isto é algo que precisamos claramente de analisar. Não queremos que isto aconteça”, acrescentando que os regulamentos ainda estão numa fase inicial: “Os regulamentos estão ainda numa fase muito imatura. Tenho a certeza de que a FIA e nós, equipas, vamos analisar o acidente com muito cuidado para perceber como evitar estas situações.”

Wolff reconheceu ainda não existir uma solução evidente para evitar diferenças de velocidade perigosas: “Não, mas tenho a certeza de que há pessoas mais competentes do que eu na Mercedes a tentar encontrar uma forma de evitar isso.”

Se inicialmente as discussões para as alterações ao regulamento se iam focar mais na qualificação, o incidente de Bearman vai obrigar a FIA e a F1 a analisar as corridas e os potenciais perigos desta nova regulamentação. Mais importante que o descontentamento de uma parte significativa dos adeptos, é a segurança dos pilotos.

Caro leitor, esta é uma mensagem importante.
O Autosport já não existe em versão papel, apenas na versão online.
E por essa razão, não é mais possível o Autosport continuar a disponibilizar todos os seus artigos gratuitamente.
Para que os leitores possam contribuir para a existência e evolução da qualidade do seu site preferido, criámos o Clube Autosport com inúmeras vantagens e descontos que permitirá a cada membro aceder a todos os artigos do site Autosport e ainda recuperar (varias vezes) o custo de ser membro.
Os membros do Clube Autosport receberão um cartão de membro com validade de 1 ano, que apresentarão junto das empresas parceiras como identificação.
Lista de Vantagens:
-Acesso a todos os conteúdos no site Autosport sem ter que ver a publicidade
-Desconto nos combustíveis Repsol
-Acesso a seguros especialmente desenvolvidos pela Vitorinos seguros a preços imbatíveis
-Descontos em oficinas, lojas e serviços auto
-Acesso exclusivo a eventos especialmente organizados para membros
Saiba mais AQUI

3 comentários

  1. Fabiano Bastos das Neves

    1 Abril, 2026 at 19:13

    Se a Mercedes e a Ferrari não abrirem mão da vantagem que adquiriram sob esse regulamento técnico de motores, podem acabar por retroceder o crescimento da F1 e ainda ser corresponsáveis pela perda da integridade física ou da vida de algum piloto.

  2. Pity

    2 Abril, 2026 at 11:37

    Boa! A culpa agora é da Mercedes e da Ferrari!

  3. José Pereira

    3 Abril, 2026 at 11:28

    Quando não se sabe, bom é estar calado.
    Quem é que pensa que esteve na FE,pra retirar parte da tecnologia pra Mercedes?!
    Quem fez pressão, pra entrar na F1, com estes regulamentos radicais?!
    A Audi,que daqui a 5 anos já se cansou e vai embora.
    Se fosse gosta de corridas de gestão, vá ver FE, não F1.
    Com estas regras, todos são bons,tipo PlayStation.
    Boas páscoa

Deixe aqui o seu comentário

últimas FÓRMULA 1
últimas Autosport
formula1
últimas Automais
formula1
Ativar notificações? Sim Não, obrigado