Houve uma altura em que Toto Wolff podia ter fechado contrato com Max Verstappen. Mas não havia vagas na Mercedes e o negócio acabou por não se concretizar. Toto Wolff admitiu que se arrepende de não ter assinado com o neerlandês.
É uma resposta lógica e inevitável. Qualquer chefe de equipa se teria arrependido de não assinar com um dos maiores talentos da F1. E Wolff reconheceu isso, mas mostrou não perder sono com essa decisão, olhando ao que era a Mercedes naquela altura:
“Falei com Jos [Verstappen] e Huub Rothengatter [empresário] quando eles foram ao meu escritório em Brackley”, diz Wolff à ESPN, “isso deve ter sido quando Max estava no karting ou no final dos seus dias de karting, pouco antes da Fórmula 3. Voltámos a falar quando o Max e Jos me visitaram na minha casa em Viena. Passámos algumas horas a discutir o seu futuro. Se me arrependo de ter perdido o Max? Certamente. Mas, na altura, não era uma opção. Tínhamos dois pilotos com quem eu estava extremamente feliz, o Nico [Rosberg] e o Lewis [Hamilton], e quando o Nico saiu, o Valtteri era a opção e o Max nem sequer estava disponível.”
“O Max e o Lewis teriam funcionado? Talvez não. O Lewis é um homem da Mercedes desde sempre, por isso essa pergunta difícil, nunca precisei de a fazer a mim próprio para a organização. Tudo acontece por uma razão. Mas eu tinha dois pilotos nos lugares, sem acordo com uma equipa júnior, por isso era claro que a opção com a Toro Rosso era o que eles precisavam de fazer. E eles fizeram-no bem.”
Curiosamente, com base nos seus primeiros resultados na F3, Wolff admite a incerteza quanto ao quão bom Max era.
“Naquela altura, penso que não havia grande entusiasmo à volta do Max, porque o Max e a Van Amersfoort não estavam a ganhar o campeonato nesse ano. Esteban (Ocon) ganhou num carro mais competitivo. Por isso, as pessoas de dentro sabiam que Max estava provavelmente num pacote inferior e no seu primeiro ano, e sabiam que vinha aí um muito bom piloto, mas não era claro que ele fosse assim tão bom nessa fase. Só se pode dizer que quando alguém cresce na Fórmula 1 e amadurece é que é um verdadeiro campeão do mundo, um campeão extraordinário. Antes tínhamos Lewis e depois Michael Schumacher e antes disso Senna. Quem é o próximo? Era claro que o Max iria ocupar esse lugar? Na altura não era claro”.










