F1, Toro Rosso: a muleta da Red Bull

Por a 11 Fevereiro 2019 15:07

A Toro Rosso irá continuar em 2019 a cumprir o seu papel… de ajudar a Red Bull a atingir o sucesso. Depois de ter servido de cicerone à Honda, que encontrou na equipa de Faenza um porto de abrigo, este ano a Toro Rosso irá funcionar de forma diferente, cada vez mais em conjunto com a casa mãe.

A história da Toro Rosso começa, quando a história da Minardi terminou. A equipa italiana foi adquirida pela Red Bull em 2006, altura em que passou a ser conhecida por esse nome, tendo a marca de bebidas energéticas adquirido a totalidade da equipa em 2008. Desde essa altura a equipa fez 247 GP, tendo uma vitória e uma pole position, ambas assinadas por Sebastian Vettel. O melhor ano da equipa foi em 2008, precisamente no ano da vitória de Vettel, em que a equipa terminou no sexto lugar da classificação. No entanto, o piloto que conseguiu a melhor posição final pela STR foi Max Verstappen em 2016 (quinto lugar). Apesar disso, o piloto que mais pontos conquistou pela equipa foi Carlos Sainz com 112, com uma média de 2 pontos por corrida, inferior à media de Verstappen (2.7 pontos / corrida) mas superior à de Vettel (1.6). Estes são os três pilotos que mais se destacaram a nível estatístico, mas outros nomes sonantes passaram pela equipa de Faenza, como Daniel Ricciardo, Jean-Éric Vergne, Sebastién Buemi, entre outros.

Em 2018, a equipa mudou de motor pela quarta vez. Depois de já ter usado motores Cosworth, Ferrari e Renault, a equipa passou a usar unidades motrizes da Honda, servindo de banco de ensaios para a Red Bull avaliar o potencial do material japonês. A fama da Honda não era a melhor depois da passagem pela McLaren, mas a vontade de mudar de motores falou mais alto e a Red Bull abriu a porta da Toro Rosso à Honda, para assim poder espreitar a capacidade da unidade motriz. Pelos vistos os responsáveis ficaram convencidos e a Red Bull irá também apostar nas unidades nipónicas de 2019 em diante.

A Toro Rosso este ano irá receber o máximo de componentes da casa mãe, pois a equipa perdeu James Key, director técnico, que não foi substituído, pelo que a direcção técnica da STR virá da Red Bull. É no fundo usar o “método Haas” para poupar dinheiro e assim aplicar os mesmos componentes, que ajudará também a Red Bull na integração das unidades motrizes e inevitavelmente dará mais dados para os engenheiros de Milton Keynes trabalharem. Basta ver que a parte traseira do STR será em tudo semelhante à que será usada no novo carro da Red Bull.

Espera-se assim mais do mesmo por parte da STR. A equipa ficou quatro anos seguidos no sétimo lugar (2014 a 2017) e em 2018, ano em que o seu responsável apontou ao meio da tabela, a equipa ficou em nono. Cada vez mais a Toro Rosso cumpre o seu papel de “equipa B” da Red Bull. A sua utilidade não pode também ser menosprezada pois a equipa foi a incubadora de talentos que neste momento estão no topo da F1. Mas para este ano a dupla não entusiasma tanto quanto noutros tempos e até por aí se sente que a ambição não é a de outros tempos. Que não se espere a equipa consiga fazer muito mais do que tem feito. Seria algo surpreendente.

A Toro Rosso irá continuar em 2019 a cumprir o seu papel… de ajudar a Red Bull a atingir o sucesso. Depois de ter servido de cicerone à Honda, que encontrou na equipa de Faenza um porto de abrigo, este ano a Toro Rosso irá funcionar de forma diferente, cada vez mais em conjunto com […]

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    rogermartins0009gmail-com
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    rogermartins0009gmail-com

    Só é pena as equipas B da F1 não serem como as equipas Satelite no motoGP, é que no caso das segundas conseguem lutar por pódios e até vitórias. Pena na F1 as casas mãe “travarem” as associadas.

    can-am
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    can-am

    Basicamente é o carro do no passado, com as alterações que o regulamento impõe.Tal como o Haas e como vai ser com todos os outros.
    O tempo em que os F1 mudavam de ano para ano já passou à muuuuuuito tempo ! Agora são apenas variações de uma nota só. Apenas detalhes, e bem escondidos… mesmo que estejam à vista ! Quando algum carro aparece com uma forma realmente nova, coisa rarissima, é umafesta !

    dantasv6
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    dantasv6

    Acredito que a Toro Rosso, mesmo com “meio carro” da Red Bull através da partilha de componentes já consiga ter um desempenho semelhante ao que a Haas conseguiu em 2018.

    Isso seria ótimo para competição, ter uma Toro Rosso forte no meio do pelotão.

    obernardo93
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    obernardo93

    então e o motor honda? ahaha não acredite muito nisso até vermos o motor honda a dar frutos

    frenando_afondo
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    frenando_afondo

    Próximos artigos:
    “Alfa Romeo – a muleta da Ferrari”.
    “Haas – já não é a muleta da Ferrari mas ajuda”,
    “Racing Point – Era para ser a muleta da Mercedes mas eles não precisam”,
    “Mclaren – com outro motor estariamos a bater as muletas dos outros”,
    “Williams – ninguém os quer como muleta”,
    “Renault – fartaram-se das muletas da RB”.

    pedro_speed
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    pedro_speed

    Bem-apanhado !
    Gostei …

    Kimi Iceman
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    Kimi Iceman

    Com tantas muletas mais valia arranjar uma cadeira de rodas!

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