F1: Todt pouco satisfeito com as críticas ao Halo

Por a 14 Março 2018 19:53

O presidente da FIA mostrou-se o seu desagrado com as recentes críticas ao Halo. Para Jean Todt, os recentes comentários sobre o novo sistema de segurança da FIA são “infantis” e  a FIA seguiu o pedido dos pilotos.

“As pessoas têm memória curta. Foram os pilotos que pediram um sistema de protecção para a cabeça no final do ano de 2015. Recebi uma carta assinada pelos directores da associação de pilotos (Sebastian Vettel, Jenson Button e Alex Wurz) a pedir que algo fosse feito. Avançamos imediatamente para um estudo e em julho de 2016, data de uma reunião, os pilotos voltaram a insistir  que eu fizesse força para que fossem tomadas as medidas necessárias.”

Todt não escondeu a sua surpresa em relação aos recentes comentários:

“Estou surpreendido. Amo a F1 mas odeio esta parte quando há pessoas que não cumprem a sua palavra. Estamos a falar de  lealdade e respeito pelo trabalho que foi feito. Nós respeitamos isso mas parece que há pessoas que se esqueceram.”

As discussões sobre as mudanças dos motores também causaram surpresa a Jean Todt que continuou com o mesmo tom, relembrando o que se passou até agora:

“Infelizmente há uma memória muito selectiva . Há alguns meses atrás, sentamo-nos todos à mesma mesa e chegamos a acordo para que fossem feitas certas mudanças no  motor para o futuro. Espero que cumpram com o que foi dito. Falei com alguns potenciais  interessados em entrar na F1, mas querem saber quais são as regras do jogo. Acho que é um pedido justo e precisamos de esclarecer esta situação o mais rápido possível. Estou optimista de que possamos encontrar uma solução “.

E quanto à ameaça da Ferrari em sair, caso os novos regulamentos para 2021 não agradem… :

“Claro que não queremos perder ninguém.  Honestamente, a escolha é deles. Eles são livres. Espero que eles permaneçam no campeonato, mas a saída é uma possibilidade. Já vimos grandes nomes saírem e outros entrarem.”

Todt defendeu que a Ferrari deveria perder o poder de veto, e que na última negociação do acordo comercial, quis acabar com isso, mas as restantes equipas não se importaram e assim, tudo ficou como estava.  No entanto, aceita que a Ferrari receba mais que as outras equipas:

“Para mim, é normal que Leonardo DiCaprio ganhe mais dinheiro do que um actor da série de TV. Quanto melhor fores, mais dinheiro deves receber”.

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3 comentários

  1. João Pereira

    15 Março, 2018 at 12:08

    E eu pouco satisfeito com Todt em muitos aspectos.
    Em relação ao que acima é dito, concordo com ele que a Ferrari devia perder o direito de veto, mas em relação à distribuição de dinheiros pelas equipas, e sendo claro que esse dinheiro é um “prémio” por resultados e como tal quem obtém os melhores deve receber mais, não concordo de maneira nenhuma com os chamados bónus históricos, que considero um absurdo principalmente o caso da Ferrari que recebe 100 milhões, ou ainda a Renault que recebe 50 milhões anuais como exigência para o seu regresso… Será que esses valores são incluídos no -“Quanto melhor fores, mais dinheiro deves receber”? É que quanto a mim nem a Ferrari nem a Renault têm mostrado tanto desse “serem melhores” que justifique esses bónus, já que a Ferrari acumula na sua história longos períodos sem títulos, tendo já chegado aos 18 anos “sem molhar o bico” nos construtores e 21 nos pilotos, estando agora a tocar o décimo ano em branco. Quanto à Renault, o seu palmarés só é significativo com os seus motores “enfiados” nos carros de outras equipas, já que como equipa tem apenas 2 títulos de cada.
    Quanto a mim, o dinheiro dos bónus históricos que ascende a mais de 200 milhões, acrescido de mais algum, deveria ser canalizado para uma espécie de linha de crédito para pelo menos 3 novas equipas e um ou dois motoristas independentes. De que forma? Tenho as minhas ideias que já aqui expus duas vezes, pelo que não me vou agora adiantar mais sobre isso, Mas acho que “Le petit Napoleon” seria a pessoa indicada para pensar nisso, e até aceitar que a FIA contribuísse com uma parte da sua “fatia” para esse tal fundo de crédito, mas é óbvio que se ele lesse estas minhas últimas palavras, rapidamente mandaria uns rapazes com uma carrinha branca e um casaquinho de abotoar atrás das costas levarem-me para o número 53 da Av do Brasil em Lisboa.

  2. so23101706

    15 Março, 2018 at 16:35

    Eu até podia dar razão a Todt, porque os pilotos foram quem mais exigiu regras de segurança (e muito bem, diga-se), mas a verdade é só uma – o halo é um aborto! Espero que seja transitório e que a F1 copie as ideias da IndyCar e da PPG para o ‘para-brisas’, que estava ainda muito pouco desenvolvido quando o Vettel o testou no ano passado.

  3. Iceman07

    16 Março, 2018 at 13:41

    Eu meto halo até na minha bicicleta, estou todo borrado de apanhar com uma pedrinha de 1cm na tola e ir para o hospital!

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