F1 – Tim Goss: “Em 2017 algumas curvas deixarão de o ser”
A próxima época do Mundial de F1 será marcada por uma profunda alteração nos regulamentos, que prometem dar algumas dores de cabeça a pilotos, equipas e sobretudo aos departamentos técnicos. Enquanto não chegam os primeiros testes, os diretores técnicos vão avançando como algumas informações sobre o que poderá ser o futuro.
No entender do responsável técnico da McLaren, Tim Goss, acredita que um dos “efeitos de esta mudança será que algumas curvas não serão denominadas de curvas. Os engenheiros definem uma curva como um ponto da pista em que o piloto tem de levar o pé e apenas pilotar o carros, mas agora se o piloto está a curvar e a pisar o acelerador a fundo essa curva será considerada como uma recta. Os novos carros serão mais rápidos”.
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Iceman07
9 Janeiro, 2017 at 16:42
Ao seja, quem passa a Raidillon sem levantar o pé está a passar numa recta?
Enquanto a algumas curvas que deixaram de ser, já não é novidade para ninguém. Na maior parte dos circuitos do Tilke, nomeadamente os mais recentes, não existem curvas. Existem rectas, muitas rectas que se cruzam entre si e fazem uma “curva” defeituosa.
anotheruser
9 Janeiro, 2017 at 22:52
O que o Goss disse não pode ser interpretado à letra. Ele explica o que diz: é na perspectiva de um engenheiro.
Nesse sentido, sim,a sequência Eau Rouge-Raidillon é uma recta, mas que tem uma “pequenina” particularidade: a saída de ambas está sempre escondida e a trajectória pisa os correctores todos, mas numa certa e exacta medida (perguntem ao Magnussen, ele já sabe).
É um exercício de coragem fazê-las a fundo, sem compromisso, sem cedências, acelerando desde La Source até à abordagem de Les combes. Há quem diga que se consegue fazer de olhos fechados, tão inúteis que são os pontos de referência externos, porque o carro está virado para o asfalto ou para o céu.
Isso vai sempre diferenciar uns dos outros. E agora junte-se o aumento de forças G que em Eau Rouge empurram o corpo para a direita e logo a seguir, em Raidillon, atiram para a esquerda e novamente para a direita.
Tenho dúvidas que seja seguro fazê-las a fundo em 2017: um passo em falso e vão parar aos pinheiros.
MVM
9 Janeiro, 2017 at 19:19
“o piloto tem de levar o pé e apenas pilotar o carros”… e é logo o redactor do AS que escreve o melhor português a permitir que uma frase como esta seja publicada. No melhor pano…
Por outro lado, passei este tempo todo a pensar que Eau Rouge e Signes eram curvas, e afinal vem este Goss dizer-me que não, que são rectas. Já não percebo nada de F1. Ora bolas.
Speedway
9 Janeiro, 2017 at 20:00
Logicamente que carros com 2 m de largo, sapatos largos e difusores maiores vão ter uma aerodinâmica muito mais limpa, e agarrarão muito mais ao chão. O ponto fraco nesta equação é a qualidade do calçado que a Pirelli fizer, ou melhor que a FIA mandou a Pirelli fazer. Não devem ser muito resistentes e serem para o durinho, porque se fossem como as misturas moles dos anos 80 e 90,então aos 4 /5 seg ganhos na aerodinâmica iam-se juntar para aí mais 3 ganhos nas borrachas. Daí que a coisa deverá andar pelos 5 seg mais,porque os pneus,apesar de mais largos,devem ser duros como paus!
Mas vai ser um enorme passo em frente isso ninguém tenha dúvidas.
As ultrapassagens,se não houverem gizmos artificiais,vão ser mais difíceis ,porque quanto maior a aderência, maiores as dificuldades de passar. As ultrapassagens que existem hoje na F1 com fartura, apenas provem dos artificialismos do DRS e companhia. Isso irá manter-se para o ano ?
Iceman07
10 Janeiro, 2017 at 1:19
Em 2011 criaram o DRS porque diziam que havia poucas ultrapassagens, mas haver poucas ultrapassagens faz parte do ADN da F1. Antes havia pouca quantidade e muita qualidade, agora é o contrário, à excepção do Verstappen que é um dos poucos que ultrapassa onde tiver de ultrapassar, muitas das ultrapassagens numa zona sem DRS.