F1, Testes do Bahrein: Kimi Antonelli termina com o melhor tempo
Está concluída a primeira semana de testes no Bahrein. Três dias em que as equipas puderam testar as suas soluções para a época de 2026. Com as unidades motrizes no centro das atenções, pilotos e engenheiros trabalharam para se habituarem às exigências das novas máquinas. E, numa semana em que a Mercedes foi destaque pela questão política do suposto truque da sua unidade motriz, e com problemas de fiabilidade nos primeiros dois dias, o terceiro dia foi muito mais positivo para as Flechas de Prata.
Locked in for Day 3 😤
Take a look at who's driving on the final day of the first test in Bahrain!#F1 #F1Testing pic.twitter.com/P4M7OTqxrc
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Na folha de tempos, o grande destaque coube a Andrea Kimi Antonelli. Depois de um início de semana marcado por problemas de fiabilidade e muito pouco tempo em pista, o italiano respondeu da melhor forma: colocou o Mercedes no topo com 1:33.669, batendo por margem curta o registo do seu companheiro George Russell, com Lewis Hamilton a fechar o trio da frente.
A strong showing from Kimi and George! 👊
It's Kimi Antonelli currently at the top of the timesheets as we enter the final hour of Friday, with George Russell following up in P2 👀 #F1 #F1Testing pic.twitter.com/cLeAUI74fD
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Se Antonelli foi a manchete em termos de cronómetro, Oscar Piastri foi o protagonista da resistência. O australiano passou o dia inteiro ao volante do McLaren e terminou a tarde com um total de voltas impressionante (161), superando inclusive a marca que Lando Norris tinha estabelecido na véspera. Grande parte da sessão foi dedicada a simulações de corrida, com pneus duros e médios, ritmos vários segundos acima dos tempos de qualificação e foco declarado em degradação, comportamento com depósito cheio e gestão da complexa componente híbrida dos novos monolugares.
Glistening in the Sakhir sunlight on Day 3! ✨#F1 #F1Testing pic.twitter.com/V3vfsYqcA3
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Outras equipas aproveitaram a janela vespertina para consolidar programas de fiabilidade. A Williams voltou a somar um volume muito elevado de voltas entre Alex Albon e Carlos Sainz, prosseguindo a estratégia de compensar o atraso deixado pelo shakedown falhado em Barcelona. A Haas manteve o ritmo dos dias anteriores e saiu deste primeiro teste com um dos totais de quilometragem mais fortes do pelotão, preparando já o pacote de atualizações que será estreado no segundo teste. A Audi, por seu lado, voltou a mostrar um projeto bem‑nascido: entre Nico Hülkenberg e Gabriel Bortoleto, o novo conjunto germânico completou o programa praticamente sem sobressaltos.
Spot the difference – the active aero edition! 👀#F1 #F1Testing pic.twitter.com/ltP3fV9WOa
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Nos minutos finais, a direção de corrida voltou a usar a sessão para testar procedimentos: ensaios de Virtual Safety Car, bandeiras amarelas e vermelhas marcaram o fecho dos trabalhos, com as equipas a adaptarem os seus planos às janelas definidas. O dia ainda terminou com uma nota de alerta discreta para a Ferrari, quando Hamilton foi obrigado a imobilizar o carro já depois de ultrapassar a marca simbólica das 150 voltas, naquele que foi um dos raros problemas de fiabilidade da equipa ao longo deste teste. Hamilton ficou logo atrás de Piastri na lista de pilotos com mais voltas. O clube dos pilotos com mais de 100 voltas hoje conta com Piastri, Hamilton, Franco Colapinto e Liam Lawson. Valtteri Bottas, com os problemas de fiabilidade da Cadillac esta manhã, ficou-se pelas 37 voltas. Foi o único piloto a ficar abaixo das 50 voltas.
Lewis Hamilton stopped out on track at Turn 8, bringing his day of running to a close! 😧#F1 #F1Testing pic.twitter.com/luVehCUTG5
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À bandeira de xadrez, o retrato da tarde é claro: a Mercedes sai com um primeiro sinal de performance promissor, mas temperado pelas próprias palavras de Russell, que falou em “reality check” face aos problemas acumulados; a McLaren confirma a fiabilidade do conjunto, mas não mostrou tempos que permitam sorrisos rasgados (por estratégia ou falta de andamento); Williams, Haas, Audi e Racing Bulls acumularam um número saudável de voltas, com destaque para a Williams que, depois do arranque falhado em Barcelona, se apresentou no Bahrein com uma fiabilidade assinalável. A Red Bull mantém o foco no desenvolvimento do novo motor, elogiado um pouco por todo o paddock. Fica a sensação de que a hierarquia definitiva está longe de estar definida, mas o mapa de fiabilidade e de métodos de trabalho começou, nestes dias no Bahrein, a ganhar contornos bem nítidos.
Day 3 – Classification 🇧🇭#FIA #F1Testing pic.twitter.com/3lM62XKfti
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Para a semana teremos mais três dias em que as equipas voltarão a testar novas soluções e onde poderemos ver um pouco mais de performance. Muitas estruturas aproveitarão para preparar as primeiras corridas, pelo que o véu começará, muito lentamente, a ser levantado.
| Pos. | Piloto | Equipa | Melhor Tempo | Diferença | Voltas |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Andrea Kimi Antonelli | Mercedes | 1’33.669 | — | 61 |
| 2 | George Russell | Mercedes | 1’33.918 | 0.249 | 78 |
| 3 | Lewis Hamilton | Ferrari | 1’34.209 | 0.540 | 150 |
| 4 | Oscar Piastri | McLaren | 1’34.549 | 0.880 | 161 |
| 5 | Max Verstappen | Red Bull | 1’35.341 | 1.672 | 61 |
| 6 | Isack Hadjar | Red Bull | 1’35.610 | 1.941 | 59 |
| 7 | Esteban Ocon | Haas | 1’35.753 | 2.084 | 75 |
| 8 | Franco Colapinto | Alpine | 1’35.806 | 2.137 | 144 |
| 9 | Oliver Bearman | Haas | 1’35.972 | 2.303 | 70 |
| 10 | Nico Hülkenberg | Audi | 1’36.291 | 2.622 | 58 |
| 11 | Alexander Albon | Williams | 1’36.793 | 3.124 | 78 |
| 12 | Liam Lawson | Racing Bulls | 1’36.808 | 3.139 | 119 |
| 13 | Carlos Sainz Jnr | Williams | 1’37.186 | 3.517 | 68 |
| 14 | Sergio Pérez | Cadillac | 1’37.365 | 3.696 | 67 |
| 15 | Gabriel Bortoleto | Audi | 1’37.536 | 3.867 | 60 |
| 16 | Lance Stroll | Aston Martin | 1’38.165 | 4.496 | 72 |
| 17 | Valtteri Bottas | Cadillac | 1’38.772 | 5.103 | 37 |
Foto: Philippe Nanchino /MPSA
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Guilherme Moreira
13 Fevereiro, 2026 at 18:23
Em relação a esta primeira semana de testes depois do shakedown de Barcelona, ainda não podemos tirar grandes conclusões nem certezas, teremos de esperar pelo teste da proxima semana onde as equipas trarão evoluções e vão procurar mais performance, mas pela qualificação do GP da Australia daqui a pouco menos de 1 mês, claramente uma nova era, mas pelos dados que temos, parece-me justo dizer que a Mercedes é claramente a favorita e está à frente da concorrência, sobretudo pela calma, consistência e ritmo mostrado, tem o melhor motor e mais fiável, mas desta vez a Ferrari ao contrário de 2014 por exemplo onde tinha um motor fiável mas lento e os unicos problemas que teve foi na parte elétrica, desta vez parece ter um motor fiável o que para a Ferrari já é normal exceto 2022, e rápido, mas não parece ser tão bom e completo como o da Mercedes, em ritmo de corrida e qualificação sem saber modos e cargas de combustivel, parece que a Ferrari estará entre 2 a 5 décimas de segundo atrás da Mercedes, apesar de ambas terem conceitos sobretudo a Ferrari pouco ambiciosos e radicais, apesar da Mercedes tal como no ano passado em termos de asa da frente ter inovado e ter um design muito interessante, e claro nos bargeboards e sidepods onde a parte aerodinamica não conta o fundo plano e o efeito de solo, mas sim o pré 2022 para quem se lembra e a Mercedes sempre dominou, mas por exemplo a Red Bull e sobretudo a Mclaren têm suspensões sobretudo a traseira muito mais agressivas e interessantes que a propria mercedes, isto segundo o Gary Anderson e o Mark Hughes engenheiros especialistas que deram a sua livre opinião imparcial, mas a verdade é que a Mercedes parece ser o carro que trata melhor os pneus pirrelli 2026 e com mais grip e melhor equilibrio! O Ferrari, tem margem de evolução, mas ainda não está lá, como vimos pelas simulações de corrida desta tarde onde o Antonelli foi mais rapido e consistente em todos os tipos de pneus com muito menos degradação, e o Antonelli continua a não ser tão rapido como o russell, logo está tudo dito, sobretudo um Hamilton que com estes carros sem efeito de solo vai estar mais rapido e confortavel! A Mclaren, que para mim tem os sidepods e suspensão mais elegantes e agressivos que a mercedes, parece não ter o downforce e equilibrio do W17 nem do Ferrari, apesar de ter mais ritmo e consistência no segundo setor que os mercedes e ferrari, ficou a 7 decimas do ritmo de corrida do kimi por volta em media, é uma coça enorme, e mostra que a Mclaren está atrás e tem muito trabalho por fazer assim como a Red Bull Ford que para minha surpresa, tem um motor muito bem nascido melhor que o motor Audi e Honda juntos, tambem não é dificil infelizmente, e tem boa performance mas parece atrás da mercedes e da Ferrari, apesar de na parte de deployment e baterias pode surpreender e até ser muito bom, tem boa fiabildiade não tão boa como a Mercedes e Ferrari, mas está muito bem, mas parece neste momento atrás da Mercedes e Ferrari, talvez perto da Mclaren e em ritmo de corrida o Max esteja à frente dos Mclaren a lutar contra os Ferrari, parece 2019 all over again ou 2017, aliás estes carros esteticamente são muito parecidos a 2017 na minha opinião!
Parece, haver uma diferença enorme entre o segundo pelotão e as 4 equipas de topo, neste momento diria entre 1,5 segundos a 2 segundos, o que na f1 é uma eternidade e ainda é pior que em 2014 e 2015, o que para mim é uma surpresa, mas que as equipas de fábrica claramente têm vantagem neste aspeto, e nestes novos regulamentos acentua-se, parece que a Haas e a Alpine estão a liderar o segundo pelotão neste momento, com a Audi e a Racing Bulls e potencialmente a Williams que em ritmo pouco mostrou, estarem lá perto na luta pelo topo do segundo pelotão, sobretudo pela qualidade dos seus pilotos! Depois, vem a Cadillac a 1 segundo do segundo pelotão, e claro em ultimo para surpresa de muitos e alegria dos anti alonso e fãs do hamilton, a aston martin a 2 segundos 2 meio do segundo pelotão e 1 segundo dos cadillac, e a 4 segundos e meio pelo menos do topo, é vergonhoso, humilhante e simplesmente catastrófico, acho que não há suicidio que resolva isto, é mau demais, consegue ser pior que a Mclaren Honda de 2015 que apesar de tudo teve em média entre 2.5 a 3 segundos do topo da Mercedes em media, agora parece o dobro quase e pior, acho que face ao investimento, aos pilotos que têm, aos engenheiros que têm, às infraestruturas que têm, ou é sabotagem ou não sei, vingança da Honda pelo que o Alonso disse no GP Japão 2015 do GP2 engine, mas este consegue ser ainda pior mil vezes, é simplesmente ridiculo, ou a Aston Martin arranja soluções já para a semana e antes de Melbourne, ou nem vale a pena competir, é fechar portas e entregar a chave, eu se fosse dono da equipa como o Stroll, vendia aquilo ou rasgava o acordo com a Honda e voltava a Mercedes ou assim, e despedia o Newey, Cowell e todos os envolvidos neste projeto, nem venham com a desculpa do atraso e que o newey chegou tarde e da caixa de velocidades nova, porque não cola, é demasiada incompetência junta e demasiado mau, nem num filme de terror no pior cenário isto é possivel, é preciso sacar responsabilidades e tomar decisões e dar um murro na mesa, porque pior é impossivel, ninguem merece isto!