F1, Testes do Bahrein: George Russell terminou o dia com o melhor tempo

Por a 18 Fevereiro 2026 16:34

Depois de Charles Leclerc ter sido o mais rápido da sessão da manhã, George Russell terminou a tarde no topo da tabela de tempos no Bahrein, depois de Oscar Piastri ter permanecido no topo da tabela durante grande parte da sessão verspertina.

Após uma manhã dominada por Leclerc, a tarde trouxe uma mudança no comando, com Oscar Piastri a ir primeiro para a frente, com os pneus C3, e a bater a referência do monegasco com um 1m33.469s, numa volta limpa, sem bloqueios nem deslizes visíveis. Já na fase final, George Russell respondeu pela Mercedes e fechou o dia com 1m33.459s, superando o australiano por apenas 0,010s e confirmando um dia bem mais consistente para a equipa em termos de fiabilidade face ao primeiro teste. Leclerc manteve-se em terceiro na folha de tempos combinada, a cerca de três décimos dos dois homens da frente, sustentado pelo trabalho forte da manhã.

McLaren sólida, Ferrari dividida

A McLaren voltou a parecer particularmente confortável em ritmo de fim de dia, com Piastri a somar quilometragem em ritmo de corrida. Do lado da Ferrari, a tarde de Lewis Hamilton foi menos linear: o britânico acumulou voltas em modo mais discreto, muitas vezes abortando passagens pela meta para não registar tempo, e viu o seu programa interrompido por um “pequeno problema” que o deixou parado s nas boxes durante algum tempo antes de regressar à pista, já coberto de flow-vis, para validar um novo conjunto de elementos aerodinâmicos na zona do escape.

Trabalho de desenvolvimento e erros em pista

A temperatura de pista foi descendo de pouco mais de 40 graus para a casa dos 20 e muitos, abrindo a janela ideal para simulações de corrida com mais aderência. As equipas aproveitaram para intensificar o trabalho de desenvolvimento: Williams, Ferrari, Haas, Alpine e Red Bull recorreram a flow‑vis em diferentes zonas dos carros, enquanto Alpine e Haas também usaram aero rakes, sobretudo em Colapinto e Bearman, para mapear o comportamento do fluxo com o novo pacote 2026. Os erros nas zonas de travagem voltaram a ver-se com regularidade, com ainda muita borracha queimada. Lance Stroll foi o mais azarado da tarde e acabou mesmo por provocar bandeira vermelha (ainda na primeira hora da tarde) ao perder a traseira na aproximação a T11 e ficar com o Aston Martin atolado na gravilha, no que pareceu ser um problema mecânico e não um erro de pilotagem.​

Os números do dia

Em termos de volume de trabalho, Mercedes, McLaren e Ferrari voltaram a liderar as contagens combinadas. Russell, Piastri e Leclerc entraram todos na casa das 70 voltas cada, enquanto equipas como Williams, Haas e Audi também aproveitaram bem as condições mais frescas para completar simulações de corrida com Sainz, Bearman e Bortoleto.

No lado oposto, Hadjar, apesar de estar em pista todo o dia pela Red Bull, somou menos voltas do que os rivais diretos com uma manhã de poucas voltas. A Cadillac e Aston Martin tentaram também a recuperar quilometragem perdida após os problemas de fiabilidade e a saída de pista de Stroll.

Ensaios de procedimentos de corrida

Como já se tornara rotina neste teste, os minutos finais foram entregues à FIA para afinar procedimentos com o novo regulamento: a Direção de Prova acionou um VSC, uma bandeira vermelha e depois chamou o pelotão para duas voltas de formação seguidas de um arranque parado. A grelha “de ensaio” permitiu testar o novo protocolo em que, antes da sequência de cinco luzes vermelhas, os painéis da grelha passam a piscar a azul durante cinco segundos, dando aos pilotos uma janela adicional para estabilizar o carro e preparar-se para a partida — tudo isto sem ninguém arriscar demasiado, mas com arranques suficientemente agressivos para deixarem uma amostra do que aí vem quando for a sério. Estes dados vão ser analisados pela FIA e a F1 para entenderem se os níveis de segurança são satisfatórios.

Está concluído o primeiro dia desta segunda semana de testes, com a Mercedes a começar bem melhor do que vimos na semana passada. McLaren e Ferrari continuam a dar boas referências e do extremo oposto, Cadillac e Aston Martin parecem continuar em apuros. Amanhã teremos mais oito horas em pista, com arranque às 7h da manhã e fim às 16h.

Aqui está a tabela traduzida para português, mantendo a estrutura:

Pos Piloto Carro / Motor Melhor volta Diferença Voltas
1 George Russell Mercedes 1m33,459s 76
2 Oscar Piastri McLaren / Mercedes 1m33,469s 0,010s 70
3 Charles Leclerc Ferrari 1m33,739s 0,280s 70
4 Lando Norris McLaren / Mercedes 1m34,052s 0,593s 54
5 Kimi Antonelli Mercedes 1m34,158s 0,699s 69
6 Isack Hadjar Red Bull / Red Bull Ford 1m34,260s 0,801s 66
7 Lewis Hamilton Ferrari 1m34,299s 0,840s 44
8 Carlos Sainz Williams / Mercedes 1m35,113s 1,654s 55
9 Franco Colapinto Alpine / Mercedes 1m35,254s 1,795s 60
10 Gabriel Bortoleto Audi 1m35,263s 1,804s 71
11 Alexander Albon Williams / Mercedes 1m35,690s 2,231s 55
12 Liam Lawson Racing Bulls / Red Bull Ford 1m35,753s 2,294s 61
13 Oliver Bearman Haas / Ferrari 1m35,778s 2,319s 42
14 Pierre Gasly Alpine / Mercedes 1m35,898s 2,439s 61
15 Lance Stroll Aston Martin / Honda 1m35,974s 2,515s 26
16 Esteban Ocon Haas / Ferrari 1m36,418s 2,959s 65
17 Fernando Alonso Aston Martin / Honda 1m36,536s 3,077s 28
18 Nico Hülkenberg Audi 1m36,741s 3,282s 49
19 Arvid Lindblad Racing Bulls / Red Bull Ford 1m36,769s 3,310s 75
20 Valtteri Bottas Cadillac / Ferrari 1m36,798s 3,339s 35
21 Sergio Pérez Cadillac / Ferrari 1m38,191s 4,732s 24

Aqui está a tabela com o número de voltas por equipa:

Equipa Voltas
Mercedes 145
Racing Bulls 136
McLaren 124
Alpine 121
Audi 120
Ferrari 114
Williams 110
Haas 107
Red Bull 66
Cadillac 59
Aston Martin 54

Foto: Philippe Nanchino / MPSA

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