F1: Terá acabado a margem de manobra de Sargeant na Williams?

Por a 29 Agosto 2023 19:07

A escolha da Williams para companheiro de equipa de Alexander Albon recaiu em Logan Sargeant, piloto que substituiu Nicholas Latifi, que nunca conseguiu impor-se o suficiente na Fórmula 1. 

Latifi entrou na Fórmula 1 com um grande patrocinador que sustentava a sua carreira, numa equipa que precisava de dinheiro como pão para a boca. Depois da saída de rompante de Lawrence Stroll, que levou consigo Lance Stroll, e do fim da parceria com a RoKit, a equipa de Grove precisava urgentemente de fundos e esses vieram dos bolsos da Sofina Foods, patrocinador apresentado por Latifi. 

Enquanto Latifi não conseguia comprovar que a aposta em si não era mais do que dinheiro do patrocinador a entrar nas contas da Williams, George Russell e Alexander Albon mostraram, e no caso do tailandês ainda mostra, que são precisos pilotos tecnicamente evoluídos para ajudar a equipa a regressar a outras posições da classificação. Dinheiro já não faz (tanta) falta. A Dorilton investe seriamente na estrutura da Fórmula 1 e a própria competição começa a ser vantajosa do ponto de vista financeiro para os concorrentes. Sargeant chegou com este cenário. 

O facto de ter nascido nos Estados Unidos da América é um ponto positivo, mas acreditamos que não foi apenas por isso que foi escolhido. Parece quase certo, que a primeira escolha teria sido Nyck de Vries, mas a AlphaTauri/Red Bull alcançou primeiro o acordo com o neerlandês, que curiosamente durou menos na F1 do que Sargeant. A competição rainha do automobilismo é pródiga em casos de ‘queimar’ bons pilotos, sem lhes dar tempo para evoluir em pista. Pode isso acontecer a Logan Sargeant. 

Os mais recentes acidentes de Sargeant no GP dos Países Baixos reforçaram os rumores que o dão fora da F1 em 2024. Pouco tempo antes do acidente que retirou o norte-americano da corrida em Zandvoort, onde arrancou entre os dez primeiros e tinha uma boa oportunidade para somar os primeiros pontos, James Vowles esclareceu que “Logan foi basicamente arrancado da F2, atirado para o nosso carro de F1 e disseram-lhe: ‘Boa sorte, vai testar no Bahrein durante um dia e meio e depois vemo-nos do outro lado’”. O responsável da equipa afirmou que o piloto já melhorou desde a sua entrada na F1 e que precisa de margem e consistência, para saber qual o limite até onde pode ir dentro de um monolugar destes. Na qualificação, na sua primeira presença na Q3, bateu forte e não foi além do 10º posto na grelha de partida.

Terá ficado mais curta a margem de manobra depois dos acidentes sofridos? Não parece que a Williams procure novamente um piloto com um bom patrocinador, mas há outras opções e algumas fortes.

Especulou-se com o nome de Felipe Drugovich, que poderia deixar a função de piloto de reserva na Aston Martin e rumar a Grove e há sempre a possibilidade de Mick Schumacher, que já foi avançado como opção no final de 2022.

O alemão admitiu à Sky alemã que o tempo corre contra ele para regressar à F1, mas é possível que Toto Wolff esteja a fazer alguma força para que seja piloto ao lado de Albon. Quanto a Drugovich, nunca se sabe, mas o piloto brasileiro estuda outras opções fora da F1 e pode ter lugar aí. 

No entanto, não parece que Logan Sargeant tenha o seu lugar em causa, obviamente que isso pode sempre mudar, mas a Williams não parece com tanta pressa para tirar de lá o norte-americano. Afinal, pode ainda não ter pontuado ao mesmo tempo que Albon mostra o potencial do FW45, mas em corrida só tem quatro abandonos, apenas dois por acidente. E nos Países Baixos foi causado por problema hidráulico.

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