F1, Sergio Pérez: um ex-Ministro da Defesa que arrisca desemprego…
Sergio Perez entra para esta temporada sabendo que este é o seu último ano de contrato com a Red Bull. Depois de tudo o que se viu e ouviu dos responsáveis da equipa, é claro que a sua prestação em pista será decisiva para a sua continuidade, mas Perez mostra-se para já relaxado, bem diferente de várias vezes que o vimos em 2023 tenso e sem esconder frustrações com as dificuldades que tinha em lidar com o Red Bull RB19, enquanto ao lado da sua boxe, o seu colega de equipa produzia exibições de excelência.
A qualificação foi sempre mais um problema do que as corridas, mas partindo mais atrás com um carro que era habitual contendor da pole position, era mau para a equipa, pois o mexicano colocava quase sempre demasiada pressão no que tinha de fazer ao domingo depois de produzir mal no sábado: “Começamos o ano muito fortes, mas não melhoramos muito durante o ano. É algo que tenho de me manter atento e tenho que dar os passos certos na direção certa. Houve momentos [no ano passado] em que me faltava confiança. É importante desenvolver isso ao longo da temporada” disse Pérez que sabe bem o que tem de fazer se quiser continuar na Red Bull: “É importante para mim ver onde começamos, como estamos a produzir e a desenvolver. Essa é a principal prioridade deste ano.”
Talvez funcione, mas todos sabemos que tem o lugar mais difícil de toda a F1, devido à qualidade do seu companheiro de equipa que ‘torra’ sistematicamente colegas de equipas. Pensava-se que, depois do que fez na F1 antes de ir para a Red Bull, com a sua experiência, seria um bom ‘wingman’ , foi-o claramente em 2021, ao ponto de ter sido nomeado ‘Ministro da Defesa’, mas as duas épocas seguintes foram muito difíceis, especialmente a última e por isso tem agora a sua derradeira oportunidade. É provável que a Red Bull prefira um piloto mais jovem, a não ser que Pérez volte ao que fez antes e assuma de novo o papel que já fez muito bem em 2021. Se mantiver como objetivo vencer o campeonato mundial, é meio caminho para sair pela porta pequena, mas se encarar as corridas “jogo a jogo”, talvez faça bem melhor este ano.
De qualquer forma, Perez saberá que há muitas vagas disponíveis na grelha para 2025: Mercedes, Alpine, Aston Martin, Williams, RB e Haas têm vagas. Ou até mesmo um regresso à Sauber que passará a Audi em 2026.
Para já o objetivo é fazer com que tudo funcione com a Red Bull, onde terá sempre hipóteses de ganhar corridas.





Pity
16 Fevereiro, 2024 at 14:05
Acontece a muitos ministros. 😀😀😀