Está confirmado. Sérgio Pérez será piloto da Red Bull em 2021 ao lado de Max Verstappen. O acordo foi oficializado hoje e dá ao mexicano uma segunda oportunidade numa equipa de topo.
Pérez fez uma época 2020 excelente a todos os níveis, foi dos mais regulares do ano, permitiu que a Racing Point lutasse pelo terceiro lugar até ao fim e conseguiu vencer pela primeira vez na sua carreira na F1.
O ano de Checo começou muito bem, com a equipa a apresentar um carro verdadeiramente competitivo que lhe permitiria lutar por mais do que um top5. A chegada da Covid 19 estragou os planos, mas o impulso positivo não se diluiu e ao longo da época Pérez e a Racing Point foram crescendo de corrida a corrida.
Infelizmente Pérez sabia que não ficaria na equipa. Por altura do confinamento Carlos Sainz foi apontado como o novo piloto da Ferrari e Sebastian Vettel ficava livre para assinar pela Renault ou pela Racing Point. Em setembro o alemão assinou com a futura Aston Martin e Pérez ficava assim com poucas soluções. Apesar da pressão da situaçao nunca baixou o nível e fez uma ponta final de grande qualidade, com pódios (que podiam ser em maior numero não fosse o azar) e a vitória no Bahrein.
Por essa altura o mexicano já tinha avisado… ou Red Bull ou nada. Parecia um crime deixar de fora um dos melhores do grid, mas a verdade é que os sucessivos adiamentos da Red Bull davam a entender que Alex Albon podia ser o escolhido.
Mas Pérez acabou por ser a opção lógica. Um bom piloto, com bons patrocinadores, com estrutura mental forte, tendo aguentado a pressão da insolvência da Force India, ele que foi um dos principais responsáveis pela equipa não ter fechado portas. Aguentou também a pressão do último ano de contrato, numa época completamente atípica, apesar de ser uma das primeiras vitimas da Covid 19 na F1. A tudo isto respondeu sempre com grande qualidade em pista. Assim aos 30 anos, Pérez volta a ter a oportunidade de correr numa equipa de topo, agora mais maduro e mais preparado.











