Sérgio Pérez era um homem radiante depois da sua primeira vitória na F1. O piloto da Racing explicou um pouco mais em pormenor os que sentiu e o que aconteceu na corrida
A primeira reacção de Pérez era obviamente de felicidade e choque:
“Estou um pouco chocado, para ser honesto. Não encontro palavras. Estou um pouco no limbo, neste momento. Como piloto sonhei com este dia, estar nesta posição durante tantos anos. Trabalhei toda a minha vida por um momento como este. Finalmente consegui-o… É difícil de digerir. Penso que vai levar alguns dias para assimilar, mas é algo incrível, especialmente depois do fim-de-semana passado, que foi muito dececionante para nós, pois devíamos ter estado no pódio. Nas últimas quatro corridas devíamos ter estado no pódio. Mas nunca desistimos, especialmente depois do que sucedeu na primeira volta. Eu já estava a fazer a curva e fui atingido por trás. Pensei que a corrida tinha acabado outra vez, mas conseguimos voltar…”
Apesar do toque, o carro de Pérez não ficou demasiado danificado e não perdeu performance:
“ [O carro] Ficou bom, porque tínhamos um ritmo tremendo! O carro teve um desempenho muito bom. A estratégia: Penso que depois de sexta-feira já sabíamos o que estávamos a fazer. Compreendemos realmente bem a pista depois das primeiras voltas. Sabíamos que esta pista é muito diferente – o traçado, a forma como se trabalha os pneus – por isso sabíamos que íamos fazer apenas uma paragem única e isso fez uma grande diferença”.
As expetativas antes do arranque eram altas e Pérez apontava ao pódio:
“Eu estava a apontar para o pódio. Mas isso dependia do que acontecesse com os Mercedes e os Red Bull. Mas sim, eu estava à espera de um pódio, e determinado a consegui-lo. Tive um bom arranque, um bom começo e pensei que teria uma boa volta. “
Os momentos em que Geroge Russell se aproximou de Pérez foram lidados com calma e confiança:
“Depois do que aconteceu em Imola, quando fizemos a escolha errada, ficou claro o que queríamos fazer aqui. Estávamos bastante confiantes de que seria capaz de colocar aqueles pneus novamente na temperatura certa e de ir até ao fim com bom ritmo. Com o George, ia ser por pouco, mas penso que ia conseguir segurá-lo, porque tínhamos bom ritmo. Ele ganhava dois a três décimos, às vezes quatro décimos, outras vezes eu estava a igualá-lo. Penso que o mais próximo que ele chegou foi 2,8s. A informação que tínhamos é que era preciso uma diferença de oito décimos para se conseguir ultrapassar. Ia ser renhido, mas penso que, dada a idade dos meus pneus, dado o ritmo que tinha no final, ia conseguir segurá-lo até ao fim”.
“A primeira parte da prova foi bastante dura. Fomos para um novo conjunto de médios, mas cometi um grande erro durante o Safety Car. Bloqueei as rodas a aquecer os travões, danifiquei o pneu dianteiro esquerdo e, desde aquela primeira volta, tive vibrações mas foi difícil manter o volante seguro. Houve alturas em que disse à equipa que devíamos vir às boxes que eu estava a perder tempo por volta, mas mesmo assim o ritmo era forte. Foi tudo muito bem feito pela equipa, porque compreendemos suficientemente depressa esta pista.”
Quanto ao futuro, ainda tudo se mantém como na semana passada:
“Sempre disse que para 2022 havia contactos, mesmo com ano sabático pelo meio. Não sei o que vai acontecer, se tenho vontade de voltar, se decido parar definitivamente, mas depois de hoje, depois destas últimas corridas, estou mais ou menos determinado em estar aqui, não sei é se é no próximo ano ou no ano seguinte. Já tenho algumas boas opções para 2022, por isso a minha melhor solução é obviamente continuar no próximo ano, mas se tiver de parar, não será um desastre, posso voltar em 2022. Os regulamentos vão mudar tanto que, de certa forma, penso que não vai prejudicar tanto o lado da pilotagem. Estou em paz comigo mesmo.”
A vitória de Pérez foi recebida com grande entusiasmo no México:
“Está a ser espantoso. Como a corrida foi às 11, tenho a certeza que em metade do país se beberam umas boas tequilas… Tudo isto significa muito, muito para mim, especialmente este ano. Tem sido muito difícil para toda a gente ter este tipo de felicidade, para muitos mexicanos, portanto significa muito para mim, para a minha família, significa um dia tremendo, um dia histórico no nosso desporto. Estou muito satisfeito. Já viram a quantidade de apoio que recebo no meu país. Conseguem imaginar como é neste momento.”












