F1: Será que a Ferrari ‘sofre’…por estar em Itália?

Por a 21 Setembro 2016 13:50

Flavio Briatore tocou num ponto relativo à Ferrari que muita gente entende ser um dos problemas da Scuderia, que não tem conseguido reunir equipas técnicas que coloquem os seus carros na luta pelas vitórias. Sendo verdade que a Mercedes trabalhou melhor aquando da mudança das regras, em 2014, também é verdade que equipas com os orçamentos da Red Bull e da Ferrari já deviam ter reduzido mais a margem que as separa dos alemães.

Sendo certo que os responsáveis da Red Bull foram arrogantes com a questão do motor e pagaram por isso, sendo-lhes vedado um motor mais competitivo, tendo que permanecer mais tempo com a motorização da Renault, que está cada vez melhor e já deixou de ser um problema, já a Ferrari, tem claramente um problema de pessoas e de métodos, que não de orçamento.

Segundo Flavio Briatore, a Ferrari deveria ter um centro tecnológico em Inglaterra, e explica porquê: “Já o digo há muito tempo, a Ferrari sempre foi uma grande construtor, e por isso devia ter um centro tecnológico em Inglaterra. Para vencerem, levaram-me 12 engenheiros da Renault, e isso prova que construí um bom ‘edifício’ entre a Red Bull, McLaren e Williams,” disse Briatore.

O que o italiano quer dizer é que não é tão fácil para a Ferrari ir buscar bons elementos, pois a grande maioria para aceitar ir para Itália, Maranello, tem que receber um cheque enorme, que justifique claramente a mudança de país. Imagine isto multiplicado pela quantidade de gente que é necessária. Veja-se a quantidade de equipas que estão sediadas em Inglaterra, Mercedes, Red Bull, Williams, Force India, McLaren, Manor, Renault (divide-se entre França e Enstone) e Haas. Só a Sauber (Hinwill, Suíça), Toro Rosso (Faenza, Itália). Logicamente, há bons engenheiros em Itália, mas é lógico que havendo oito equipas em Inglaterra é muito maior a diversidade da escolha. Quer um exemplo? A Ferrari não conseguiu levar Adrian Newey de todas as vezes que tentou e o problema nunca foi o dinheiro…

Caro leitor, esta é uma mensagem importante.
O Autosport já não existe em versão papel, apenas na versão online.
E por essa razão, não é mais possível o Autosport continuar a disponibilizar todos os seus artigos gratuitamente.
Para que os leitores possam contribuir para a existência e evolução da qualidade do seu site preferido, criámos o Clube Autosport com inúmeras vantagens e descontos que permitirá a cada membro aceder a todos os artigos do site Autosport e ainda recuperar (varias vezes) o custo de ser membro.
Os membros do Clube Autosport receberão um cartão de membro com validade de 1 ano, que apresentarão junto das empresas parceiras como identificação.
Lista de Vantagens:
-Acesso a todos os conteúdos no site Autosport sem ter que ver a publicidade
-Desconto nos combustíveis Repsol
-Acesso a seguros especialmente desenvolvidos pela Vitorinos seguros a preços imbatíveis
-Descontos em oficinas, lojas e serviços auto
-Acesso exclusivo a eventos especialmente organizados para membros
Saiba mais AQUI

8 comentários

  1. Roger M

    21 Setembro, 2016 at 10:47

    Já tinha comentado isso à algum tempo. O facto de a maioria dos grandes Engenheiros da F1 actual serem ingleses, leva a darem preferência a equipas com sede no país. Veja-se casos como a Toyota que tinha a sede de F1 na Alemanha, e mesmo com um grande investimento, tinham resultados a nível de meio do pelotão. A Ferrari deveria ter dois departamentos técnicos para a F1, um em Itália e outro em Inglaterra.

  2. GillesI

    21 Setembro, 2016 at 14:21

    Aparentemente isso não se notou fim da Decada de 90 e no início do Século. O que se passou a seguir foi irem deixando sair os técnicos superiores sem substituição à altura. O centro técnico em Inglaterra não é novidade, essa foi uma das condições impostas por John Barnard para tabalhar para a Ferrari e, apesar de produzir novidades técnicas como a caixa semi automatica, nunca teve resultados de relevo. Acho que o Briatore se está a candidatar a um cargo.

  3. Iceman07

    21 Setembro, 2016 at 18:08

    Com o Flavio Briatore na Ferrari não é preciso centros tecnológicos nem na Inglaterra nem na Tailândia! Ó Kimi enfia ai o carro na curva 12 para o Safety Car entrar.

  4. Frenando_Afondo™

    21 Setembro, 2016 at 21:01

    O que o Briatore quer sei eu…

  5. O Verstappen comeu o Hamilton de cebolada

    21 Setembro, 2016 at 21:17

    A Ferrari “sofre”? Olhe que não, olhe que não… Há quem diga, ou tente vender, que tudo está bem por aquelas bandas… Cumprimentos

Deixe aqui o seu comentário

últimas F1
últimas Autosport
f1
últimas Automais
f1
Ativar notificações? Sim Não, obrigado