F1, Ross Brawn: “Ponderar o risco para decidir começo”

Por a 12 Abril 2020 09:54

O ‘chefe’ da Fórmula 1, Ross Brawn é de opinião que a disciplina terá de encontrar o equilíbrio certo entre a questão económica e a segurança para determinar a data do regresso. Neste momento e apesar da pandemia de coronavírus ainda se manter em força na Europa, Brawn diz que a vida tem de voltar a uma situação minimamente normal: “Penso que as pessoas vão ter de voltar ao trabalho em algum momento, e não sei se isto estará 100% esclarecido quando o fizermos. Se esperarmos até que esteja 100% limpo e uma vacina tenha sido inventada e todos tenham sido vacinados, que momento no futuro será esse?” disse à Sky F1″, alertando para uma situação que começa a preocupar muita gente um pouco por todo o lado. Não se morre do mal, morre-se da cura, diz o ditado português.

“Portanto, haverá algum grau de julgamento envolvido quando for justo e correto que as pessoas voltem ao trabalho, talvez com muito mais precauções do que as que tomavam antes”.

Logicamente, a questão económica preocupa a F1, a Ross Brawn sublinha que o impacto económico do vírus tem de ser levado em conta: “Há um enorme impacto social e económico desta doença e isso tem de ser tomado em consideração também em termos de decidir quando é a melhor altura para regressar. Tem havido tragédias terríveis nas pessoas que foram diretamente afetadas pela doença, mas também o impacto económico e social desta doença vai começar a tornar-se um fator real, portanto precisamos de encontrar o equilíbrio que permita que alguma forma de normalidade volte a existir. O desporto é um grande fator de bem-estar para as pessoas, diverte-as, envolve-as, há muitas emoções positivas no desporto”.

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2 comentários

  1. First Row

    12 Abril, 2020 at 17:03

    Ross tem razão. Há que ver bem qual o Timing certo para retomar. Para voltar ao normal. Porque de facto, não se padecer da doença pode levar a padecer se da cura. É verdade que por enquanto é um risco recomeçar mas esperar que tudo passe completamente é um risco igualmente grande já que pode não haver nada para recomeçar nessa altura à conta dos danos sofridos no entretanto. Há que avaliar bem o momento em que a curva de menor prejuízo possível se encontre com a linha de risco minimamente aceitável e será aí o momento chave. Diria assim por alto que poderíamos apontar para 1 de Agosto, nunca antes mas nunca muito depois a bem de preservar a modalidade.

  2. Frenando_Afondo™

    12 Abril, 2020 at 19:20

    Para se voltar a um mínimo normal têm de se várias coisas para acelerar esse retorno. Uma delas é desinfectar com regularidade os espaços públicos, para ter a certeza que pessoas que saem do confinamento não apanham o vírus ao tocar acidentalmente em alguma superfície.

    Mas antes disso têm de ser produzidos em massa os testes de deteção e de imunidade. Depois testar em massa a população (esta será a parte mais difícil…) porque a ordem seria: fazer o teste de covid-19, se a pessoa está infectada então sabe que tem de ficar confinada cerca de 20 dias. Se o teste dá negativo (que pode significar que não esteve em contacto com a doença ou que esteve mas já não está presente no corpo), então faz o teste de imunidade, se este der positivo, esta pessoa já pode circular livremente, apenas com a precaução de não transmitir o vírus através de tocar em vários locais num curto estpaço de tempo (aqui entra a desinfecção frequente de espaços públicos). Se o teste de imunidade der negativo, significa que esta pessoa ainda está vulnerável de contrair a doença e ser infecciosa.

    Se tudo isto for feito, pelo menos seriam quebradas várias cadeias de transmissão mais depressa, as pessoas que sabem que estão infectadas ficam confinadas, quantas mais se souberem infectadas, mais depressa se evitam novas transmissões.

    Claro que isto é tudo muito bonito em teoria, mas dificilmente na prática. Primeiro porque era preciso que todas as pessoas testadas soubessem os resultados ao mesmo tempo. Depois mesmo que isto seja feito (por exemplo) por zonas, dificilmente se consegue manter essa zona “limpa”, pois sempre há aquele chico-esperto que não entende que não pode entrar nem sair da sua zona de residência para evitar ser contagiado numa zona “suja” e trazer o vírus de volta para a sua zona.

    Depois já sabemos que há pessoas que mesmo sabendo-se infectadas, saem de casa como se nada e então torna tudo mais difícil…

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