F1: Responsáveis começam esta semana à procura de soluções
A Fórmula 1 vai discutir possíveis ajustes aos regulamentos de 2026 numa série de reuniões que arrancam esta semana, com eventuais alterações a poderem ser introduzidas já no Grande Prémio de Miami. As mudanças surgem após críticas de pilotos nas três primeiras corridas da época.
O cancelamento das provas do Bahrein e da Arábia Saudita criou uma pausa de cinco semanas no calendário, permitindo às equipas, à FIA e à FOM reavaliarem o impacto das novas regras introduzidas em 2026. Amanhã deverão começar as primeiras discussões, que servirão de encontro preliminar em busca de soluções e compromissos que agradem à grande maioria.
Rever os problemas e apontar soluções
Um dos principais pontos de discussão é o fenómeno de “super clipping”, que obriga os pilotos a abrandar para recarregar a bateria, criando diferenças de velocidade significativas em pista. Este fator esteve na origem do acidente de Oliver Bearman no Grande Prémio do Japão, quando tentou evitar o Alpine de Franco Colapinto, que seguia mais lento devido à recuperação de energia.
Os pilotos têm demonstrado uma posição comum quanto à necessidade de rever este sistema, defendendo soluções que garantam maior segurança e consistência em corrida.

Três focos nas conversações desta semana
Também em qualificação têm surgido dificuldades, com os pilotos a não conseguirem explorar totalmente o limite dos carros devido ao impacto da gestão energética.
Assim, há três pilares fundamentais sobre os quais as equipas, a FIA e a F1 vão assentar as conversações das próximas semanas: as perigosas diferenças de velocidade entre carros em diferentes fases de gestão de energia, as voltas de qualificação, que agora não são feitas no limite e o facto de os pilotos ficarem sem potência a meio das retas.
Soluções que poderão ser discutidas
Em cima da mesa parecem estar várias soluções e, segundo o The Race, uma das propostas é o uso ilimitado do “Modo Reta”. Neste modo, as asas assumem uma configuração de menor arrasto e, assim, a velocidade dos monolugares não fica tão prejudicada. No entanto, pilotos como Carlos Sainz já revelaram preocupações com o “Modo Reta” (Straight Mode – SM), especialmente em zonas com curvas mais abertas:
Carlos Sainz afirmou, citado pelo RacingNews365, que “o SM é um penso rápido sobre outro problema”, alertando que “correr com as asas abertas a 340 km/h, mais cedo ou mais tarde, vai resultar num grande acidente em circuitos como a Austrália, com ligeiras curvas rápidas. Não gosto de ter de correr a fundo a 340 km/h sem carga aerodinâmica e com as asas abertas, especialmente nesse tipo de pistas. Numa reta pura, como na China, é aceitável, mas noutros traçados não é seguro. O SM é apenas uma solução provisória para um conjunto de exigências muito elevadas impostas pelos circuitos e pelos carros atuais”.
Outra das soluções pensadas é o aumento da capacidade de regeneração de energia de 250 para 350 kW, o que permitiria aos pilotos regenerar mais, especialmente nas travagens, assim como nas retas, limitando a necessidade de levantar o pé mais cedo para assegurar a regeneração de energia. Maior capacidade de regeneração implicaria uma forma mais rápida de recarregar as baterias.

Também em cima da mesa está a possibilidade de reduzir a potência total disponível, atualmente nos 350 kW. Com menos potência, o gasto de energia seria menor e, por conseguinte, a bateria poderia durar mais. Também a energia recuperada por volta pode ser reduzida, tal como aconteceu em Suzuka, em que a energia recolhida por volta foi diminuída de 9 MJ para 8 MJ.
Carros poderão ficar mais lentos
Resumindo, em cima da mesa poderão estar soluções que permitam regenerar energia de forma mais rápida, diminuir a potência da componente elétrica para permitir que as baterias durem mais e reduzir a energia recolhida por volta, tudo para evitar o “super clipping” e o “lift and coast”.
Quanto ao resultado da aplicação destas soluções, deveremos ter carros mais lentos, mas sem a necessidade de levantar o pé. Ou seja, menos rápidos, mas levados ao limite. O processo de decisão será gradual: a reunião desta semana servirá para troca de ideias, estando previsto um encontro mais abrangente ainda em abril, envolvendo FIA, FOM, equipas e pilotos.
Qualquer alteração deverá ser implementada a partir do Grande Prémio de Miami, marcado para o início de maio, e este poderá ser também o início da planificação de soluções mais robustas e estruturais a serem implementadas em 2027.
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José Pereira
8 Abril, 2026 at 17:05
A terceira hipótese é a melhor.
Retirasse 200 Kw nas baterias, e tentasse equivaler o mesmo no motor térmico.
assim, mesmo potentes havia corridas.
Mas eu penso que eles vão tentar o contrário, pra eu rir a vontade