F1: Red Bull impressionou no arranque da nova era

Por a 22 Fevereiro 2026 09:45

O início desta nova era regulamentar já seria, por si só, um desafio para qualquer equipa. No caso da Red Bull, 2026 trouxe obstáculos ainda maiores – aparentemente superados com sucesso.

Para avaliar com justiça o trabalho realizado pela equipa, é necessário compreender o contexto. Depois de um 2025 marcado por uma autêntica sangria de nomes fortes nas lideranças, além de uma luta pelo título até à última prova, o projeto delineado inicialmente por Christian Horner – outra das saídas inesperadas – parecia vulnerável a oscilações. A Red Bull teria de desenvolver o novo monolugar sem Adrian Newey, algo que já ocorrera no passado, embora com o engenheiro britânico a servir de “rede de segurança”. Paralelamente, a equipa colocaria em pista, pela primeira vez, a sua própria unidade motriz – um passo inédito, repleto de riscos.

Até ao momento, o trabalho da Red Bull pode ser considerado notável. O novo carro demonstra um nível competitivo consistente e, embora não revele o mesmo toque genial de Newey, apresenta uma base sólida. Contudo, o grande destaque recai sobre a unidade motriz. A primeira tentativa de conceber uma das peças de engenharia mais complexas do desporto motorizado parece ter corrido francamente bem. As informações provenientes de Barcelona e, sobretudo, do Bahrein, apontam para uma Red Bull fiável e com desempenho suficientemente forte para disputar os lugares cimeiros desde o início da temporada.

No final do último dia de testes, Max Verstappen – que já manifestou pouco entusiasmo em relação a esta nova geração – fez uma avaliação surpreendentemente positiva:

“Esta semana começou bem. Nos meus testes com o carro, basicamente completámos todo o programa, o que foi ótimo, pois temos muitos dados para analisar. Penso que nos preparámos o melhor possível e a equipa fez um excelente trabalho para chegarmos onde chegámos. É claro que ainda temos muito trabalho a fazer para sermos mais rápidos, por isso é nisso que nos vamos concentrar. Vamos ver o que acontece em Melbourne: será ótimo voltar a correr, mas ainda precisamos de trabalhar arduamente.”

Isack Hadjar, que depois de uma temporada de estreia notável na Racing Bulls, encara o desafio de ser colega de Verstappen, também se mostrou otimista:

“Aproveitámos ao máximo o último dia de testes. Experimentámos várias alterações de afinação, todas elas fizeram sentido, por isso estou satisfeito com a direção que tomámos. O ritmo nas simulações de corrida e com o depósito cheio também foi bom. Quando comecei na F1, o carro já estava desenvolvido, mas gostei de contribuir para o desenvolvimento e de guiar a equipa na direção certa. Estou muito feliz com o que aprendi esta semana e entusiasmado por correr em Melbourne.”

Por fim, Laurent Mekies foi mais expansivo na sua avaliação deste periodo de testes:

“Para o desporto como um todo, as três sessões em Barcelona e no Bahrein foram fascinantes sob diversas perspetivas: a tecnologia das unidades motrizes, o combustível, a aerodinâmica, os diferentes tamanhos de pneus e, como sempre, no centro de tudo, os pilotos a ditarem a forma como estes carros se comportam em pista. Acredito que o interesse pela Fórmula 1 será muito elevado quando chegarmos a Melbourne.

Da nossa parte, as primeiras sessões em Barcelona foram motivo de alívio e orgulho, sobretudo em relação ao que conseguimos alcançar até ao momento com a primeira unidade da Red Bull Ford Powertrains. Após duas semanas de testes no Bahrein, devemos orgulhar-nos do que alcançámos em comparação com os fabricantes já estabelecidos – a quilometragem que percorremos nos nove dias de testes e avaliações é respeitável. Como já disse antes, isto é realmente notável e demonstra todas as horas de trabalho árduo dedicadas por aqueles que estão na fábrica.

Desempenho? Mesmo com toda a nossa tecnologia e ferramentas de simulação, todos só começarão a ter uma ideia parcial da hierarquia nas boxes após a sessão de qualificação de sábado em Albert Park.

De seguida, vamos para a corrida. Sabemos que temos muito trabalho árduo pela frente para atingirmos o nível que desejamos. Essa é a nossa próxima montanha a escalar, e todos a vamos escalar juntos como uma só equipa”.

Fotos: Red Bull /Getty Images; Philippe Nanchino /MPSA

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