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F1: Raikkonen com melhor início desde 2014 | AutoSport

F1: Raikkonen com melhor início desde 2014

Por a 18 Abril 2018 13:10

Desde o seu regresso à Ferrari que Kimi Raikkonen tem tido dificuldades em mostrar a qualidade que todos lhe reconhecem. A sua entrada na Scuderia em 2014, foi uma espécie de reconciliação que deu muito jeito à Ferrari ficando com uma dupla de luxo. Mas Kimi não se deu bem com os ares de Maranello e nunca conseguiu aproximar-se das prestações de Alonso.

O espanhol saiu para a McLaren e no seu lugar ficou Sebastian Vettel mas o cenário pouco mudou e Kimi não conseguiu atingir as performances do colega de equipa. Começou a ficar com a imagem de um nº2, o que dada a sua qualidade é quase criminoso. Alguns começaram a apontar a reforma como o destino mais provável do finlandês mas Raikkonen tem permanecido na Ferrari e em 2018 está finalmente a mostrar um pouco mais.

Está a ter o melhor arranque desde 2014. Além dos pontos acumulados, Kimi tem mostrado que está em forma, com um andamento mais próximo de Vettel, o que o coloca na rota certa para conquistar pódios e vitórias. A Ferrari é que não está muito inclinada para lhe facilitar a vida e na China deu a entender que a prioridade está já em Vettel.

Quando Vettel fez a sua paragem nas boxes, perdeu o lugar para Bottas, mas Raikkonen estava na frente. A lógica dizia que Kimi tinha de entrar em breve pois estava a perder quase um segundo por volta. Mas a equipa adiou a sua entrada para poder servir de tampão ao progresso de Bottas e assim Vettel se aproximar do piloto da Mercedes.

Uma jogada legítima mas que deve ter sido um golpe na moral do piloto. A sorte foi que o Safety Car baralhou tudo e Raikkonen conseguiu assim beneficiar de uma estratégia melhor. Mas a equipa deu um claro sinal que conta com Kimi como apoio e não como candidato ao título.

Apontar o dedo à Ferrari é fácil, no entanto a decisão é lógica… beneficiar o piloto que tem levado a equipa para a frente e que terá ainda alguns anos de competição em detrimento de um piloto com uma postura muito própria, nem sempre fácil, e que em quatro anos ficou sempre atrás dos colegas de equipa e que está já na fase final da carreira. A qualidade de Kimi merece mais do que o tratamento de nº2, mas o seu rendimento nos últimos anos não foi  o suficiente para se assumir como o nº1. Culpa própria? Culpa da equipa? Só quem trabalha na Ferrari saberá ao certo.

Saúda-se, ainda assim, a subida de forma do Iceman que este ano parece ter argumentos para se intrometer na luta pelos primeiros lugares. 2018 promete!

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