F1: Quem tem vantagem nos arranques? Ferrari ou Mercedes?

Por a 23 Fevereiro 2026 18:01

As novas unidades motrizes de 2026 revelaram‑se mais exigentes nas partidas, alimentando receios de maior imprevisibilidade e até de riscos de segurança nas largadas.

​Durante os primeiros testes, surgiram preocupações quanto à possibilidade de um monolugar arrancar lentamente e ser atingido por outro a alta velocidade. Para mitigar o problema, foi ensaiado um procedimento de partida que dá mais margem aos pilotos para colocarem o turbo na rotação ideal antes da extinção dos semáforos.

Nos testes, os Ferrari pareceram destacar‑se em várias simulações de arranque, ultrapassando adversários com aparente facilidade aos olhos de quem observou em pista. Contudo, segundo a BBC, as equipas com unidades motrizes Mercedes surgiram no topo das simulações de arranque, com os motores Ferrari logo atrás, mostrando que a fotografia estatística é menos óbvia do que a perceção visual sugere.​

Curiosamente, apesar de utilizarem a mesma unidade Red Bull Powertrains/Ford, algumas dessas leituras colocam a Racing Bulls com métricas de arranque mais consistentes do que a própria Red Bull, o que sublinha o peso da execução, software e procedimentos internos na qualidade das partidas.

​O que retirar daqui? Pouco. Na realidade, poucos terão mostrado todo o jogo ou feito os arranques em condições verdadeiramente ideais. Na primeira largada “a sério” de testes, que deu que falar pela falta de alma de alguns carros, enquanto outros ficaram praticamente parados, vários pilotos admitiram ter preferido não arriscar para evitar toques desnecessários, o que criou uma falsa perceção do caos.

Nos derradeiros dias no Bahrein, já se viu um pouco mais, e é inquestionável que a Ferrari pareceu forte neste capítulo — ainda que os números convidem a alguma prudência nas conclusões.

Alex Albon deu um vislumbre da realidade dos arranques que vimos, ao explicar que os practice starts muitas vezes são feitos com pneus muito usados, no final de stints longos, e que isso amplifica a sensação de descontrolo:

Não creio que aquilo que estão a ver seja exatamente o que vai acontecer. Há pilotos a terminar simulações de corridas, a fazer um arranque com pneus muito usados. Por isso viu-se algum caos, com arranques bons e maus, mas na realidade não é tão dramático como parece”, resumiu o piloto da Williams.

Mais uma vez, a cautela deve imperar nestas análises. A Ferrari pareceu forte neste capítulo, sim, mas os dados disponíveis sugerem uma realidade um pouco diferente daquela que a vista desarmada captou. Só o primeiro arranque de Melbourne começará verdadeiramente a dissipar algumas dessas dúvidas.

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