F1: Quando Toto Wolff quis despedir Hamilton e Rosberg

Por a 13 Abril 2026 17:55

Nem todos os chefes de equipa chegaram ao ponto de querer despedir o seu melhor piloto. Mas Toto Wolff, em 2016, foi ainda mais longe, e despediu os dois pilotos titulares, tal a gravidade dos incidentes que afetaram a equipa nesse ano. A rivalidade entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg atingiu o auge nessa temporada e Wolff recordou esse período.

O austríaco revelou que chegou a tomar a decisão radical de despedir ambos os pilotos após repetidos incidentes, chegando a contactar o então CEO da Mercedes, Dieter Zetsche. No entanto, acabou por recuar na decisão por não conseguir atribuir culpa clara a nenhum dos dois pilotos.

O famoso episódio do contacto entre Rosberg e Hamilton em Barcelona foi um dos pontos mais baixos da temporada e onde a equipa sentiu as ondas de choque deste confronto interno. Hamilton largou da pole, mas Rosberg conseguiu ficar à frente do colega e pouco depois fechou a porta a Hamilton que tentava passar por dentro na curva 4. Hamilton foi à relva, perdeu o controlo do carro e embateu com Rosberg, colocando ambos fora de prova. Wolff ficou muito irritado e tomou medidas drásticas.

Wolf despediu os dois, voltando atrás pouco depois (como seria de esperar). Mas o despedimento passou para o papel. E apesar da ameaça não consumada, deixou um aviso sério: caso a situação se repetisse, um dos pilotos teria de sair, mesmo correndo o risco de tomar uma decisão errada.

“Em 2016, Rosberg e Hamilton colidiram, e depois voltaram a colidir. Por isso, despedi-os. Liguei ao meu CEO e disse: ‘Precisas de assinar isto.’ Ele perguntou: ‘Estás a despedir os dois pilotos?’ E eu disse: ‘Sim, porque caso contrário não vão perceber o quão importante é a equipa e a marca, acima deles próprios.’”

“A rivalidade pessoal tomou conta. Passou de competição saudável para animosidade — e isso não é algo que eu permita na organização. Enviámos um email a dizer: ‘De momento, não fazem parte da equipa.’

O meu problema é que não sei de quem foi a culpa. Pode ter sido 50-50, 51-49 ou 70-30. Não posso julgar. Mas se voltasse a acontecer, um teria de sair — e podia até mandar embora o piloto errado.”

“As pessoas que trabalham nas fábricas da Mercedes, que têm contas para pagar, o que pensam ao ver-vos colidir por não gostarem um do outro? Isso afeta diretamente a vida de cerca de 2.500 pessoas. Quem pensam que são?”

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