A Audi já confirmou o seu programa de F1, mas a Porsche, que parecia ter as discussões mais avançadas com a Red Bull, sofreu um revés com o fim do acordo entre a marca de Estugarda e a equipa austríaca. Mas os germânicos continuam em busca de soluções.
Numa declaração lançada pela FIA no final do Conselho Mundial, pode ler-se o seguinte:
“Em Spa-Francorchamps, em Agosto, a Audi anunciou que se iria juntar ao Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA a partir de 2026 como fabricante de unidades motrizes. Este anúncio foi um endosso do trabalho árduo de todos os interessados no desenvolvimento desses regulamentos. Notamos também que a Porsche ainda está em discussões com equipas de Fórmula 1.”
Ou seja, se a Porsche continua em conversações, procura uma solução para a sua entrada no Grande Circo. Mas as soluções interessantes são escassas. Das equipas da grelha, Mercedes, Ferrari, Red Bull, Alpine, Aston Martin e a Sauber estão, por motivos óbvios, fora das cogitações. A McLaren seria, porventura, a que mais se aproxima do que a Porsche pretende (uma estrutura forte que permita competitividade desde início), mas recordando o falhanço das negociações com a Audi, as perspetivas de um acordo bem-sucedido entre a Porsche e a equipa de Woking não são animadoras e o preço colocado pela direção da McLaren poderá dissuadir a Porsche. A Alpha Tauri está fortemente ligada à Red Bull e isso pode ser um entrave significativo. Exigiria também um investimento muito mais forte, tal como seria o caso da Haas, pois ambas dependem de outras estruturas no fornecimento de peças. No caso da estrutura americana, o acordo até poderia ser mais simples de atingir, mas ficaria tudo por fazer, pois a Haas depende muito da Ferrari e eliminar essa dependência custa (muito) dinheiro. A Williams até poderia ser uma estrutura interessante de adquirir, com pedigree, conhecimento e potencial, mas a Dorilton investiu na Williams a longo prazo e sabe que, a manter-se o paradigma inicialmente acordado na F1, pode lucrar mais no futuro. Para a Porsche, o problema manter-se -ia, pois apesar de a Williams fabricar peças e ter capacidade para construir um carro quase na sua totalidade, falta o fornecimento de motores (atualmente fornecidos pela Mercedes) o que pode ser uma dor de cabeça. A solução mais simples seria recorrer à Audi, que vai fabricar motores para o seu projeto com a Sauber, mas a ideia inicial dos dois projetos era manter uma espécie de distância de segurança. Para já, o futuro da Porsche na F1 é incerto, mas o facto das conversações se manterem, mostra que o interesse ainda não acabou. Encontrar a solução ideal é que poderá não ser tão simples assim e é quase certo que o novo projeto Porsche exigirá mais esforço por parte da estrutura germânica.











