F1: Porpoising deixou de ser problema

Por a 31 Janeiro 2026 17:27

Os dados técnicos, as declarações oficiais e os primeiros testes em pista apontam para que o fenómeno do porpoising — que marcou negativamente a Fórmula 1 em 2022 — não volte a ser um problema na geração de carros de 2026. A FIA, pilotos e engenheiros concordam que as alterações estruturais na aerodinâmica e no piso foram desenhadas precisamente para eliminar a instabilidade vertical que afetou várias equipas no início da atual era regulamentar.

A confiança da federação baseia-se sobretudo na mudança radical do conceito aerodinâmico. Entre 2022 e 2025, os carros recorriam a túneis Venturi profundos no piso para gerar grande parte da carga aerodinâmica, tornando-os extremamente sensíveis à altura ao solo. Em 2026, essa filosofia é abandonada: o fundo passa a ser maioritariamente plano entre a dianteira e o difusor, este último significativamente ampliado, com a maior parte da carga a ser produzida pelas superfícies superiores, o que elimina a necessidade de rodar com uma altura ao solo muito reduzida.

Esta alteração diminui drasticamente o ciclo que originava o porpoising: aproximação ao solo, aumento súbito de carga, colapso do fluxo aerodinâmico, perda abrupta de apoio aerodinâmico e novo ressalto. A FIA reconheceu publicamente que a descida excessiva da altura ideal dos carros em 2022 foi um erro coletivo e afirma ter aprendido com essa experiência ao conceber os regulamentos atuais.

O diretor de monolugares da FIA, Nikolas Tombazis, afirmou:

“Acreditamos que é muito improvável que existam características semelhantes por causa de um piso muito mais plano. A carga aerodinâmica já não aumenta de forma tão pronunciada quando o carro baixa, o que deverá reduzir a probabilidade de porpoising.”

Sobre os erros de 2022, acrescentou:

“O facto de a altura ideal dos carros ter descido tanto foi uma falha nos regulamentos. Foi algo que se tornou óbvio demasiado perto do início do campeonato. Gostaria de ter feito melhor.”

Os testes em Barcelona reforçaram essa leitura. Após mais de três mil voltas acumuladas por todas as equipas, nenhuma relatou episódios de ressalto aerodinâmico. A Mercedes, uma das mais afetadas no passado, completou mais de 500 voltas com o seu novo monolugar sem sinais do problema, um indicador forte de que a questão foi resolvida de forma estrutural. George Russell destacou isso mesmo:

“As sensações do carro são boas, sem grandes problemas, sem porpoising. É uma ótima notícia para todos nós.”

Apesar disso, a FIA mantém prudência, lembrando que novos regulamentos podem gerar efeitos secundários inesperados. O foco passa agora para outros desafios de 2026: sistemas de gestão de energia muito mais exigentes, aerodinâmica ativa com asas móveis, menor carga em curva e uma adaptação profunda ao novo equilíbrio entre potência elétrica e térmica.

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